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Irã condiciona acordo com os EUA a cessar-fogo no Líbano; Casa Branca nega termos

 


Enquanto o presidente Masoud Pezeshkian aponta o fim das hostilidades como pilar de plano aceito por Trump, Washington afirma que o documento negociado é diferente do divulgado por Teerã.

DIPLOMACIA – O cenário de negociações entre Irã e Estados Unidos vive um impasse de narrativas nesta quarta-feira (8). O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o cessar-fogo no Líbano é uma das condições centrais do "plano de dez pontos" apresentado a Washington. O movimento ocorre em meio ao dia mais sangrento do conflito em território libanês, com mais de uma centena de mortos em ataques israelenses.


O "Plano de Dez Pontos" sob disputa

Em diálogo com o presidente francês Emmanuel Macron, Pezeshkian reforçou que a interrupção dos ataques no Líbano é cláusula essencial para que o Irã avance nas negociações com o governo de Donald Trump.

Contudo, a Casa Branca reagiu prontamente às declarações de Teerã:

  • Divergência de documentos: Fontes do governo americano afirmam que o plano divulgado publicamente pelo Irã não corresponde ao documento que está sendo efetivamente discutido nos bastidores.

  • Exclusão do Líbano: Tanto Israel quanto os EUA sustentam a tese de que a trégua de duas semanas acordada com o Irã não abrange as operações militares contra o Hezbollah no Líbano.

Líbano registra recorde de vítimas em 24 horas

Enquanto as potências divergem no campo diplomático, o Ministério da Saúde do Líbano reportou o maior número de vítimas desde o início da guerra em março:

  • Mortos e feridos: Pelo menos 112 pessoas morreram e 837 ficaram feridas apenas nesta quarta-feira.

  • Alvos: Os bombardeios atingiram o centro de Beirute, subúrbios ao sul da capital e áreas no leste do país.

O Exército de Israel classificou a ofensiva como o "maior ataque coordenado" contra o Hezbollah desde fevereiro, atingindo cerca de cem alvos do movimento pró-iraniano em resposta às tensões regionais.


Impacto na Economia

Apesar da escalada no Líbano, a notícia de que uma trégua direta entre EUA e Irã (válida por 15 dias) ainda está de pé causou uma queda acentuada nos preços globais de petróleo e gás, refletindo o alívio momentâneo sobre uma possível guerra total no Golfo Pérsico.

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