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Grêmio recua em venda de direitos de TV após proposta de banco sofrer redução de R$ 23 milhões

 


Oferta inicial do Banco Daycoval, considerada atrativa pela Libra, perdeu força ao reduzir valores e elevar percentual de cessão dos direitos de transmissão.

PORTO ALEGRE – O Grêmio decidiu não avançar, ao menos nos termos atuais, na negociação para a antecipação de receitas baseada nos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro. O clube tinha até esta quarta-feira (8) para responder à proposta do Banco Daycoval, mas a piora acentuada nas condições financeiras inviabilizou o acordo.


De R$ 75 milhões para R$ 52 milhões: A queda na oferta

A negociação, que envolve os clubes integrantes da Libra, previa uma linha de crédito imediata em troca da cessão de uma fatia dos direitos de TV pelos próximos 15 anos. No entanto, o cenário mudou drasticamente desde o início das tratativas em março:

  • Redução de valores: A expectativa inicial era de um aporte de R$ 75 milhões nos cofres tricolores. A nova oferta, porém, caiu para R$ 52 milhões líquidos, uma diferença negativa de R$ 23 milhões.

  • Aumento do percentual: Além do valor menor, a cessão dos direitos, antes fixada em 5%, passou a ser variável, podendo chegar a 10% dependendo das cláusulas contratuais.

"Deixou de ser atrativa", afirma dirigente

Em contato com o blog do jornalista Hiltor Mombach, um importante dirigente do Grêmio classificou a mudança de postura da instituição financeira como determinante para o recuo. Segundo ele, a proposta inicial era considerada "boa", mas o banco retirou a oferta original e retornou com termos "muito piorados".

Diante da situação financeira delicada do clube — que lida com dívidas de curto prazo —, a diretoria entendeu que comprometer até 10% de uma receita fundamental por um período tão longo (15 anos) em troca de um valor reduzido traria prejuízos estratégicos no futuro.


O Impacto para a Libra

A decisão do Grêmio pode influenciar outros clubes do bloco que também avaliavam a antecipação. O mercado de direitos de transmissão vive um momento de transição com a formação das ligas, e o Tricolor prefere manter sua autonomia sobre os ativos televisivos enquanto as condições de mercado não forem consideradas justas pela cúpula gremista.

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