Porto Alegre – 9 de abril de 2026 – O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, entregou nesta quinta-feira ao governador de Goiás e pré-candidato à presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, uma carta com posicionamentos sobre temas nacionais. O encontro ocorreu na sede da Farsul, em Porto Alegre, e durou cerca de 30 minutos.
No documento, Leite destacou pontos de convergência, como a defesa de reformas estruturais, mas também registrou divergências em relação à promessa de Caiado de conceder anistia ampla aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.
“Compreendo que há, por parte do governador Caiado, a verdadeira intenção de buscar a pacificação do país ao tratar da questão envolvendo os atos de 8 de janeiro. Esse é um objetivo que todos nós devemos compartilhar. Mas, sinceramente, não me parece que a pacificação nacional será alcançada com a inauguração de um governo tendo como um de seus primeiros atos a concessão de anistia ampla aos envolvidos nesses episódios”, escreveu Leite, defendendo que eventuais excessos sejam debatidos.
Alteração na agenda
Inicialmente, a reunião estava marcada para ocorrer no Palácio Piratini, mas foi transferida para a Farsul devido ao atraso no voo de Leite, provocado pela pane que suspendeu operações nos aeroportos de Guarulhos e Congonhas por mais de uma hora.
Após a conversa, ambos participaram de atividades públicas na entidade ruralista.
Presidenciáveis debatem futuro do Brasil no Fórum da Liberdade
Porto Alegre – 9 de abril de 2026 – Três pré-candidatos à presidência da República participaram nesta quinta-feira do Fórum da Liberdade, promovido pelo Instituto de Estudos Empresariais (IEE) na PUCRS. Aldo Rebelo (DC), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) estiveram no painel dos presidenciáveis, que terá continuidade nesta sexta-feira (10) com a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL). Zema também participará do painel Tá na Mesa, da Federasul.
O tema central do encontro foi: “O Brasil tem jeito?”. Os três candidatos responderam afirmativamente, destacando a necessidade de mudança na condução política do país.
Propostas apresentadas
Ronaldo Caiado defendeu que a recuperação nacional passa por governabilidade, autoridade moral e respeito ao dinheiro público.
Aldo Rebelo afirmou que é preciso “desinterditar” o país de organizações que, segundo ele, travam o desenvolvimento, como entidades ambientais.
Romeu Zema citou sua experiência em Minas Gerais: “Recebi um Estado arruinado pelo PT e conseguimos reerguê-lo. O Brasil precisa de gente corajosa.”
O painel marcou o início da participação dos presidenciáveis no evento, que segue com debates sobre economia, política e sociedade.
Zema descarta ser vice de Flávio Bolsonaro e reafirma candidatura pelo Novo
Porto Alegre – 9 de abril de 2026 – O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à presidência pelo Novo, Romeu Zema, afirmou nesta quinta-feira que não pretende ser vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL). Apesar de se dizer “lisonjeado” com a possibilidade, Zema garantiu que levará sua candidatura até o fim.
“Eu vou levar a minha pré-candidatura e candidatura até o final, até porque eu tenho propostas diferentes. Eu sou o único candidato que sempre foi pagador de impostos e não recebedor de impostos”, declarou durante participação no Fórum da Liberdade, em Porto Alegre.
Diferencial na direita
Zema destacou sua trajetória no setor privado como um diferencial em relação aos demais candidatos do campo ideológico. “O Brasil precisa de uma chacoalhada. E quando se quer uma chacoalhada, geralmente é preciso alguma pessoa com um modelo mental diferente”, disse.
O ex-governador também ressaltou sua experiência administrativa em Minas Gerais, afirmando que é necessário “dar exemplo”, citando como prática não ter empregado parentes em cargos públicos.
Críticas ao STF
Questionado sobre o Supremo Tribunal Federal, Zema defendeu medidas duras contra ministros da Corte. “O que fizeram, para mim, caracteriza motivo para prisão. Estão utilizando o cargo de forma promíscua para enriquecimento ilícito”, afirmou.
Com isso, Zema reforçou sua posição de manter candidatura própria pelo Novo, afastando qualquer possibilidade de composição como vice em outra chapa.

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