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Cuba e Estados Unidos realizam reuniões diplomáticas em Havana sob clima de sigilo

 


Representantes dos governos de Cuba e dos Estados Unidos realizaram encontros diplomáticos recentes em Havana, confirmou Alejandro García, diretor de assuntos bilaterais do Ministério das Relações Exteriores da ilha. Em entrevista ao jornal oficial Granma, o diplomata classificou as conversas como um intercâmbio "respeitoso e profissional", ressaltando que o processo vem sendo tratado com discrição por ambas as partes devido à sensibilidade do cenário político atual.

A confirmação surge em meio a relatos divergentes sobre o teor das negociações. Enquanto veículos de imprensa americanos, como o portal Axios, indicaram que Washington teria imposto exigências específicas para o avanço do diálogo — incluindo a libertação de presos políticos —, a chancelaria cubana negou categoricamente a existência de pressões coercitivas ou prazos estabelecidos. Segundo García, a prioridade da delegação cubana no encontro foi a pauta energética, focando na tentativa de reverter o atual "cerco" que afeta o abastecimento do país.

As conversas ocorrem em um período de elevada fricção diplomática. Desde o início de 2026, a administração do presidente Donald Trump intensificou a política de "pressão máxima" contra Havana, endurecendo sanções e buscando restringir as importações de petróleo pela ilha. Apesar das hostilidades públicas e das exigências de Washington por mudanças estruturais no governo cubano, a manutenção desse canal de diálogo em Havana sinaliza uma tentativa de negociação direta entre as duas nações.

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