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Tortura Sistematizada: Os relatos e evidências do estupro de prisioneiras antes de execuções no Irã

 


Relatos e evidências documentadas por organizações de direitos humanos e ex-funcionários do regime indicam que o estupro sistemático de prisioneiras virgens ocorria no Irã, especialmente durante a década de 1980, antes da execução delas. A justificativa, baseada em uma interpretação da lei islâmica xiita, era de que virgens iriam diretamente para o céu após a morte; o ato de estupro (muitas vezes disfarçado de "casamento temporário" com um guarda da prisão) visava impedir que elas atingissem o paraíso e também servia como uma forma brutal de tortura.
As principais informações sobre o assunto são:
  • Base Legal/Religiosa: A prática foi supostamente baseada em uma interpretação de uma fatwa (decreto religioso) emitida pelo aiatolá Khomeini, o Líder Supremo do Irã na época (1979-1989), que proibia a execução de mulheres virgens.
  • Relatos e Testemunhos: Diversos relatos de sobreviventes, memórias de ex-prisioneiros e ex-funcionários, como o ex-chefe da prisão de Evin, Hussein Mortazavi Zanjani, confirmaram a existência dessa prática sistemática.
  • Contexto: Essa prática hedionda foi particularmente prevalente durante as execuções em massa de prisioneiros políticos nos anos 80, em grande parte membros da Organização dos Mojahedin do Povo do Irã (PMOI).
  • Negação Oficial: As autoridades iranianas consistentemente negaram e negam a ocorrência de tortura sexual nas prisões, chamando as alegações de propaganda infundada de seus inimigos.
  • Documentação: Organizações de direitos humanos, como a Justice for Iran e a Amnesty International, documentaram a prática em relatórios detalhados, classificando-a como tortura sexual sistemática e crimes contra a humanidade.
Portanto, as alegações de que a lei proibia a execução de virgens e que o estupro era usado para contornar isso são corroboradas por inúmeras fontes e relatos de direitos humanos, embora o governo iraniano negue oficialmente.

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