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Venezuela é tema em discursos durante assinatura do acordo Mercosul-UE

 


A situação da Venezuela foi destaque nos discursos que antecederam a assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia (UE) neste sábado (17), em cerimônia que oficializou a criação da maior área de livre-comércio do mundo. Presidentes da Argentina, Bolívia e Panamá citaram o país vizinho ao comentar os desafios regionais.

Declarações dos líderes

  • Javier Milei (Argentina): chamou Nicolás Maduro de “narcoterrorista e ditador” e elogiou a ação do presidente norte-americano Donald Trump. Para Milei, a Venezuela é exemplo de como a erosão institucional leva ao isolamento e à perda de liberdade.

  • Rodrigo Paz (Bolívia): manifestou solidariedade ao povo venezuelano e defendeu que “tudo deve estar dentro da democracia, nada fora dela”.

  • José Raúl Mulino (Panamá): ressaltou a importância da Venezuela para a região e disse ser urgente a instalação de um novo governo.

Posição europeia

Em coletiva após a cerimônia, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou que a União Europeia deve se posicionar contra violações de direitos humanos na Venezuela. Ele defendeu cooperação internacional em vez de conflitos e destacou que a UE será firme na defesa do direito internacional.

Contexto adicional

Costa também foi questionado sobre as tarifas impostas por Trump a países europeus, como forma de pressionar negociações envolvendo a Groenlândia. O líder europeu respondeu que prosperidade depende da abertura de mercados e da criação de zonas de integração econômica, e disse estar coordenando uma resposta conjunta dos Estados membros da UE às medidas americanas.

📌 Em resumo: durante a assinatura do acordo Mercosul-UE, líderes latino-americanos e europeus citaram a crise venezuelana como exemplo de ameaça à democracia e aos direitos humanos, reforçando a necessidade de cooperação regional e internacional.

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