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Pré-candidatura de Flávio Bolsonaro intensifica debate no PT sobre estratégia em São Paulo e vice de Lula

 


O anúncio da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência em 2026 acirrou as discussões internas no PT sobre como enfrentar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tende a disputar a reeleição após a escolha do ex-presidente Jair Bolsonaro em favor do filho.

Entre os petistas, ganha força a ideia de reeditar a frente ampla de 2022, agora em versão paulista, envolvendo o vice-presidente Geraldo Alckmin e os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Simone Tebet (Planejamento). Esse movimento também reacendeu o debate sobre quem deve ser o companheiro de chapa de Lula.

📊 Desafio contra Tarcísio

A eleição em São Paulo é considerada difícil para o PT. O objetivo do partido é manter o patamar de votos semelhante ao de 2022, quando Tarcísio venceu com 55,27%, contra 44,73% de Haddad. Naquele pleito, Lula obteve 4,3 milhões de votos a mais no estado em relação a 2018, desempenho considerado crucial para sua vitória nacional contra Bolsonaro.

Parte da equipe presidencial avalia que é necessário impedir que Tarcísio se aproxime de 60% dos votos, o que poderia fortalecer o candidato bolsonarista à Presidência no maior colégio eleitoral do país.

🔎 Cenários em análise

Auxiliares de Lula afirmam que Haddad e Alckmin são vistos como opções competitivas para enfrentar Tarcísio. No entanto, cada nome enfrenta obstáculos:

  • Fernando Haddad já comunicou a Lula que não pretende concorrer em 2026, após derrotas em 2016, 2018 e 2022. O ministro prefere seguir contribuindo com o programa de governo e é cogitado para assumir a Casa Civil em caso de reeleição de Lula.

  • Geraldo Alckmin teria de deixar o cargo de vice para disputar em São Paulo, o que poderia fragilizar a chapa presidencial diante da incerteza de apoio integral de partidos do centrão. Lula e o presidente do PT, Edinho Silva, têm reiterado que Alckmin será “o que ele quiser” nas eleições, seja como vice ou em outra função.

Fonte: O Globo

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