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Morre Raul Jungmann, ex-ministro e presidente do IBRAM, aos 73 anos

 


O ex-ministro Raul Jungmann faleceu neste domingo (18), aos 73 anos, em Brasília. Ele estava internado no hospital DF Star e morreu após longa luta contra um câncer no pâncreas.

Trajetória política e pública

Nascido em Recife, em 3 de abril de 1952, Jungmann iniciou sua militância política no Partido Comunista Brasileiro (PCB), ainda na clandestinidade durante a ditadura. Posteriormente, filiou-se ao MDB e foi um dos fundadores do PPS, atual Cidadania, legenda à qual esteve ligado até 2018.

Sua carreira incluiu passagens por diversos cargos:

  • Secretário de Planejamento de Pernambuco (1990-1991)

  • Presidente do Ibama

  • Três mandatos como deputado federal (2003-2006 pelo PMDB; 2007-2010 e 2015-2018 pelo PPS)

  • Ministro em três ocasiões: Reforma Agrária (1999-2002, governo FHC), Defesa (2016-2018, governo Temer) e Segurança Pública (2018, governo Temer).

Desde março de 2022, presidia o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), entidade privada que reúne mais de 300 associados responsáveis por 85% da produção mineral nacional.

Legado no setor público

No Ministério da Segurança Pública, Jungmann foi responsável pela criação do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), que estabeleceu maior integração entre polícias estaduais e federais e vinculou metas de segurança ao financiamento por fundos nacionais e estaduais. A medida representou um marco na ampliação da influência federal na área.

Em junho de 2025, durante seminário em São Paulo, Jungmann voltou a defender mudanças estruturais na segurança pública, destacando a fragilidade institucional do setor diante do crime organizado.

Atuação recente

Em sua última entrevista, concedida à Rádio Eldorado, Jungmann abordou o interesse dos Estados Unidos nos minerais críticos e estratégicos brasileiros, reforçando que a exploração direta por países estrangeiros não é permitida pela legislação nacional.

Também participou de um manifesto, junto a outros ex-ministros da Justiça, em solidariedade ao Supremo Tribunal Federal, após sanções impostas pelo governo americano.

Homenagens

O IBRAM divulgou nota destacando o papel de Jungmann na transformação do setor mineral, pautado por princípios de sustentabilidade e governança. “Será lembrado por sua competência, visão estratégica e legado de diálogo e ética”, afirmou a entidade.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, também manifestou pesar:

“Lamento profundamente a morte de Raul Jungmann, homem público de trajetória marcante e de grande compromisso com o Brasil. Atuou com seriedade e espírito republicano, deixando contribuição relevante ao serviço público.”

O velório será reservado a familiares e amigos próximos, conforme desejo do ex-ministro.

📌 Em resumo: Raul Jungmann deixa um legado de mais de cinco décadas de atuação na política e no serviço público brasileiro, marcado pela defesa da democracia, da sustentabilidade e da segurança pública.

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