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Expansão imobiliária e alta demanda reforçam necessidade de investimentos em saneamento no Litoral Norte

 


O crescimento socioeconômico do Litoral Norte gaúcho nas últimas décadas pode ser facilmente identificado pela expansão imobiliária e pelo aumento da população fixa e de veranistas. Esse movimento trouxe reflexos diretos na infraestrutura, especialmente no saneamento básico, tema recorrente nas páginas do Correio do Povo desde 1999.

Avanços e desafios

Entre 1999 e 2026, a cobertura jornalística acompanhou tanto os problemas de balneabilidade quanto os investimentos em estações de tratamento de esgoto (ETE). Essas obras reduziram significativamente os períodos em que praias inteiras eram consideradas impróprias para banho.

Ainda assim, a demanda crescente de moradores e turistas mantém o saneamento como desafio. Já em 1999, a Fepam destacava que a melhora da qualidade da água estava ligada às obras de infraestrutura. Porém, áreas como a foz do rio Tramandaí e do rio Mampituba sofriam com altos índices de coliformes fecais.

Torres e Tramandaí

Em Torres, a situação começou a mudar em 2002, com a construção da ETE Mampituba, inaugurada em 2003 pelo então governador Germano Rigotto. A obra beneficiou 60% da população urbana e reduziu drasticamente os índices de poluição. Já em Tramandaí, problemas voltaram a ser registrados em 2005, reforçando a necessidade de novas redes de coleta.

Casos recorrentes

Outros balneários também enfrentaram dificuldades:

  • Arroio do Sal sofreu com fossas sépticas extravasando e descarte clandestino de esgoto.

  • Xangri-Lá registrou ligações irregulares em 2002, levando o Ministério Público a intervir.

  • Em 2005, o MPF proibiu Capão da Canoa de liberar licenças para áreas sem rede de esgoto, diante do boom imobiliário.

Investimentos recentes

Em 2014, o governo estadual anunciou R$ 65 milhões para melhorias nas redes de água e esgoto, após diversos pontos ficarem impróprios para banho. Em 2019, a ampliação da ETE Guarani, em Capão da Canoa, elevou o índice de tratamento de esgoto de 20% para 56%, beneficiando cerca de 80 mil habitantes e liberando a construção de novos empreendimentos.

Situação atual

Apesar dos avanços, os problemas não desapareceram. Nas últimas semanas, trechos de Capão da Canoa e da Praia da Cal, em Torres, ficaram impróprios para banho. Segundo a prefeitura de Capão, chuvas intensas influenciaram nos resultados das análises, coincidindo com o período de maior lotação da cidade.

📌 Em resumo: o Litoral Norte gaúcho viveu avanços importantes em saneamento desde o fim dos anos 1990, mas a expansão imobiliária e o aumento da população continuam exigindo investimentos constantes para garantir qualidade ambiental e segurança aos banhistas.

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