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Elefante-marinho surpreende banhistas em Tramandaí e é escoltado de volta ao mar

 


Uma cena inusitada chamou a atenção de quem estava na praia de Tramandaí, no Litoral Norte, na manhã desta quarta-feira (31). Um elefante-marinho apareceu na calçada de uma rua à beira-mar e precisou ser escoltado por equipes do Comando Ambiental da Brigada Militar de volta ao oceano.

Vídeos publicados nas redes sociais mostram o animal arrastando suas barbatanas pela areia em direção à água, enquanto banhistas recolhiam cadeiras e coolers para abrir caminho. Ao retornar ao mar, o elefante-marinho foi aplaudido pelo público.

🐋 Comportamento natural

De acordo com o veterinário Derek Blaese de Amorim, do Ceclimar/UFRGS, trata-se de um macho jovem, ainda sem idade reprodutiva, que está em ótima condição corporal. Ele parou na praia para realizar a troca anual de pelagem, processo que dura cerca de quatro semanas e envolve períodos de descanso na areia, escavação de buracos e perda de peso.

O Comando Ambiental da Brigada Militar (Patram) já havia informado que o comportamento é natural e não indica ferimentos ou doença. Apesar de poder pesar mais de 3 toneladas e atingir até 6 metros de comprimento, o elefante-marinho é considerado pacífico quando não se sente ameaçado.

🌍 Presença no litoral brasileiro

Segundo especialistas, esses animais possuem colônias reprodutivas na Argentina e, embora não seja frequente, é comum que apareçam no litoral do Brasil. Há registros no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Espírito Santo.

📌 Orientações aos banhistas

No fim da tarde, o animal descansava na beira do mar e foi fotografado por curiosos. Os biólogos decidiram mantê-lo em seu habitat natural, evitando qualquer tentativa de remoção.

Amorim reforça algumas recomendações para garantir a convivência segura:

  • Manter distância mínima de 10 metros.

  • Não tentar alimentar ou importunar o animal.

  • Evitar aproximação de animais domésticos.

  • Não jogar objetos ou pedras.

“Ele não é agressivo, mas, como qualquer animal silvestre, pode se defender se se sentir ameaçado”, explica o veterinário.

Fonte: Correio do Povo

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