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Eduardo Leite pede cautela ao avaliar ação da Brigada Militar em Pelotas

 


O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), afirmou ser precipitado condenar ou absolver os policiais militares envolvidos na morte do produtor rural Marcos Daniel Nörnberg, de 48 anos, durante uma operação da Brigada Militar (BM) na madrugada de quinta-feira (15), em Pelotas.

A declaração foi feita na noite do mesmo dia, durante coletiva de imprensa no Palácio Piratini, em Porto Alegre, para apresentação dos dados de criminalidade de 2025. Essa foi a terceira vez que o governador se manifestou sobre o caso.

Solidariedade e investigação

Leite se solidarizou com a família da vítima e garantiu rigor na apuração:

“Não há que se fazer qualquer julgamento precipitado no sentido de condenar quem quer que seja. Não vou sair defendendo uma atuação que ainda está sob análise, nem tampouco condenando. O nosso compromisso é inequívoco: solidarizamo-nos com a família e lamentamos profundamente o ocorrido. Objetivamente, houve um erro, ou ao menos um equívoco. De que parte, em que circunstâncias e de que forma isso se deu, tudo isso ainda precisa ser analisado e devidamente apurado para que se dê a consequência adequada.”

O governador ressaltou que a Brigada Militar é formada por homens e mulheres que não são infalíveis e reforçou que haverá responsabilização caso se confirme erro por parte do Estado. Ele também destacou que procedimentos e treinamentos poderão ser revisados para evitar novas injustiças.

Contexto da operação

O comandante-geral da BM, coronel Cláudio Feoli, explicou que a propriedade rural de Nörnberg passou a ser alvo de suspeitas após o depoimento de dois criminosos presos em Foz do Iguaçu (PR). Eles foram detidos após manter um caseiro em cárcere privado por cerca de 36 horas no Rio Grande do Sul e roubar três veículos. Segundo a corporação, os suspeitos tinham ligação com facções criminosas gaúchas.

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