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CNI acompanha decisão europeia e reforça apoio ao acordo Mercosul-UE

 


A Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou nesta quarta-feira (21) que acompanha os desdobramentos da decisão do Parlamento Europeu, que solicitou ao Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) um parecer jurídico sobre a conformidade do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia com os tratados do bloco. A medida, na prática, suspende temporariamente o avanço do processo de ratificação.

Procedimento interno

Segundo a CNI, trata-se de “um procedimento interno do ordenamento jurídico europeu já previsto”. A entidade destacou que a votação não significa aprovação ou rejeição do acordo, mas sim uma etapa de análise jurídica antes da ratificação.

Avaliação da CNI

O presidente da CNI, Ricardo Alban, reforçou a importância do tratado:

“Seguimos monitorando cada etapa e confiamos no papel estratégico do acordo Mercosul-União Europeia. Este é um tratado maduro, equilibrado e amplamente negociado, com impactos comprovados sobre emprego, renda e produção. É fundamental que esse processo seja concluído e que o acordo entre em vigor o quanto antes, em benefício de uma integração econômica mais profunda entre nossas regiões.”

Benefícios esperados

A entidade reafirmou apoio ao acordo, que considera estratégico para:

  • Fortalecimento da indústria brasileira

  • Diversificação das exportações

  • Integração internacional do País

Além da redução de tarifas, o tratado aborda temas como desenvolvimento sustentável e facilitação de comércio, pontos que, segundo a CNI, aumentam a previsibilidade regulatória, reduzem custos, estimulam investimentos e elevam a competitividade da indústria nacional.

Impactos econômicos

A CNI ressaltou que o acordo pode gerar efeitos expressivos. Em 2024, cada R$ 1 bilhão exportado do Brasil para a UE resultou em:

  • 21,8 mil empregos criados

  • R$ 441,7 milhões em massa salarial

  • R$ 3,2 bilhões em produção movimentada

📌 Em resumo: a CNI considera o acordo Mercosul-UE estratégico para a economia brasileira e defende sua rápida ratificação, mesmo diante da análise jurídica solicitada pelo Parlamento Europeu.

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