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A farsa do 08 de Janeiro - Vídeo de Leandro Ruschel

 


A manifestação que acabou em depredação no dia 8 de janeiro de 2023 jamais foi uma “tentativa de golpe” no sentido real e objetivo do termo. Foi, isto sim, um protesto popular que descambou para o vandalismo, agravado por um fator que até hoje segue mal explicado: a inação, ou incompetência, das forças de segurança para impedir as invasões e conter a escalada da violência. O precedente histórico para tal leitura é cristalino: em 2006, quando centenas de militantes de um movimento sem terra, liderado por um integrante da Executiva do PT, invadiram e depredaram a Câmara dos Deputados — deixando funcionários gravemente feridos e um rastro de destruição —, a Justiça Federal ordenou a soltura imediata de quase todos os 542 detidos em menos de 48 horas. Naquela ocasião, a decisão foi enfática ao atribuir a responsabilidade à fragilidade do policiamento e à omissão do Estado em proteger o prédio público, tratando o episódio como uma falha de segurança e não como um atentado contra a ordem constitucional — um contraste gritante com o rigor seletivo e as prisões em massa que sustentam a narrativa atual. O que ocorreu em 2023 foi uma explosão de revolta popular diante daquilo que, para milhões de brasileiros, representou o verdadeiro “golpe” em curso nos anos anteriores: a descondenação de Lula, a reabilitação política de seu grupo e sua alçada de volta ao poder, na esteira do avanço de um regime de censura, perseguição política e criminalização sistemática do campo conservador. A narrativa oficial exige que aceitemos como plausível que um grupo formado, em sua maioria, por cidadãos comuns — muitos idosos, desarmados e sem qualquer estrutura militar — teria ido a Brasília para derrubar a República. É uma tese que desafia a lógica, e neste vídeo, explico o porquê.

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=U6wVfQvN138

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