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Ibovespa fecha acima de 100 mil pontos pela primeira vez

Dólar recuou 0,30% nesta quarta

Dólar recuou para R$ 3,84 para venda

Dólar recuou para R$ 3,84 para venda | Foto: Marcos Santos / USP Imagens / CP

Com uma alta de 0,90%, o Índice Bovespa finalmente alcançou a inédita marca dos 100 mil pontos nesta quarta-feira, fechando aos 100.303,41 pontos. Para isso, contou com a ajuda fundamental do Federal Reserve (o Banco Central dos EUA), que, ao retirar a palavra "paciente" de seu comunicado de política monetária, reforçou as apostas de cortes de juros nos Estados Unidos, beneficiando os mercados de ações em todo o mundo.

"Não foi apenas o Fed. Foi o BCE ontem (terça), o Copom hoje (quarta) e também o Banco do Japão, que tem chances reais de cortar os juros esta noite", disse Alvaro Bandeira, economista-chefe da Modalmais. O economista afirma que a tendência de afrouxamento monetário e outros estímulos econômicos pelo mundo beneficia os mercados emergentes em diversos aspectos.

Bandeira também apontou o cenário político doméstico como fator positivo nesta véspera de feriado, com indicação de que o relatório da reforma da Previdência pode ser votado na comissão especial na próxima semana, tornando crível a previsão de votação no plenário até 15 de julho, antes do recesso parlamentar.

"A alta recente do Ibovespa vai chamar alguma realização de lucros, mas a tendência primária ainda é de alta, principalmente se houver suporte ao encaminhamento da reforma e se o cenário externo se acalmar", afirmou o economista, apostando na sustentação do novo patamar.

Já para Vitor Miziara, gestor da Criteria Investimentos, a consolidação do Ibovespa no patamar acima dos 100 mil pontos no curto prazo é incerta, especialmente por conta da cautela do investidor com a reforma da Previdência.

"Ainda está longe de a reforma da Previdência passar. O investidor estrangeiro só vai entrar na bolsa depois. E os locais, com bolsa acima de 100 mil pontos, tendem a diminuir o apetite", afirmou Miziara.

Na análise por índices setoriais da B3, o principal destaque do dia ficou com os papéis do Iconsumo (ICON), que subiu 1,44%, em boa parte puxado pela expectativa de que o Copom sinalize a possibilidade de cortes da taxa Selic este ano. As ações do setor financeiro também se destacaram e deram suporte à alta do Ibovespa. Banco do Brasil ON subiu 1,65%, Bradesco ON ganhou 2,33% e Itaú Unibanco PN teve alta de 1,58%.

Dólar

O dólar teve, nesta quarta-feira, a segunda queda consecutiva e fechou em R$ 3,8492 (-0,30%). Assim como terça, foi o cenário externo que determinou o ritmo das cotações locais. A sinalização pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) de que pode cortar os juros em breve fez a moeda americana zerar a alta e passar a cair, renovando uma série de mínimas. Operadores observaram fluxo de estrangeiros durante a tarde, principalmente para a bolsa, que fechou acima dos 100 mil pontos pela primeira vez na história.

Em dia de noticiário local esvaziado, com o foco em Brasília na participação do ministro da Justiça, Sérgio Moro, em audiência pública no Senado, o mercado de câmbio teve oscilações contidas e poucos negócios até o final da reunião do Fed, às 15 horas. Após o comunicado sinalizar que metade dos dirigentes espera um corte este ano e que um dos dirigentes do Fed votou para cortar as taxas já nesta reunião, o dólar passou a cair no exterior e o movimento se replicou aqui.

"O Fed não está longe de cortar os juros", destaca a economista sênior do banco TD Bank, Leslie Preston. Ela aponta que recentemente mudou suas projeções e agora prevê duas reduções das taxas este ano, no segundo semestre. A economista ressalta ainda que chamou a atenção o número de dirigentes que começou a prever corte de juros em 2019 - 8 de 17 membros - e a intensidade das reduções das projeções futuras dos juros.

"A possibilidade de corte de juros pelo Fed fez o dólar zerar a alta aqui", destaca o responsável pela área de câmbio da Terra Investimentos, Vanei Nagem. Ele afirmou ainda que, no mercado local, a expectativa de que a reforma da Previdência vai seguir avançando no Congresso, apesar da derrota do governo terça no Senado com o decreto do porte de armas, é outro fator positivo. Nesta quarta, o presidente da comissão especial, Marcelo Ramos (PL-AM), disse que a percepção é que há "apoio tranquilo" para aprovar o texto na comissão. "Acredito que vamos votar na próxima semana", disse ele.

Taxas de juros

Os juros futuros de médio e longo prazos abandonaram a alta mostrada desde o início da sessão e passaram a cair com a leitura dos sinais emitidos pelo Federal Reserve. Já as taxas de curto prazo fecharam perto dos ajustes de terça, com os investidores à espera do comunicado do Copom, que sairia no início da noite. A expectativa majoritária era de que a taxa seria mantida em 6,50%, o que de fato ocorreu.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020, que melhor capta as expectativas do mercado para a Selic nas reuniões do Copom em 2019, fechou na mínima de 6,085%, de 6,073% terça no ajuste. A do DI para janeiro de 2021 terminou em 6,03%, ante 6,019% no ajuste anterior. No miolo da curva, a taxa do DI para janeiro de 2023 caiu de 6,961% para 6,91%. Nos longos, a do DI para janeiro de 2025 passou de 7,501% para 7,42%.

Como esperado, o Fed manteve os juros inalterados na faixa entre 2,25% e 2,50%, mas houve sinalizações lidas como "dovish" para as próximas reuniões, como medianas mais baixas para inflação e juros. Além disso, neste encontro, nove dirigentes votaram a favor da manutenção dos juros e um, James Bullard, apoiou corte de 25 pontos-base.

Profissionais destacam ainda a retirada do termo "paciência" que vinha aparecendo nos textos recentes quando o Fed se referia a futuros movimentos nas taxas. "O Fed deu sinalização de baixa de juros, mas sem se comprometer com o timing. E o voto de Bullard me parece que não estava no radar de muita gente, o que pode ser um sinal sobre para onde o board está se movendo", disse o estrategista-chefe da CA Indosuez Brasil, Vladimir Caramaschi.

Além da mensagem do Fed em si, as taxas longas, que antes do Fed apontavam leve alta em linha com o câmbio, foram influenciadas pela virada do dólar para baixo e pela aceleração do recuo dos rendimentos dos Treasuries.

Ao longo do dia, foi grande a expectativa pelo comunicado do Copom que, no entanto, vai mexer com a curva somente na sexta-feira, dado que esta quinta é feriado de Corpus Christi.


Agência Estado e Correio do Povo


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