Páginas

Gilmar Mendes manda soltar Paulo Preto

Preto havia sido preso no início do mês, após trabalhar em gestões do PSDB no governo de São Paulo

Prisão foi decretada no processo sobre supostas irregularidades na construção do Rodoanel Sul | Foto: Carlos Moura / STF / CP

Prisão foi decretada no processo sobre supostas irregularidades na construção do Rodoanel Sul | Foto: Carlos Moura / STF / CP

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu nesta sexta-feira um habeas corpus e mandou soltar o ex-diretor da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto. Ele foi preso no início do mês pela Polícia Federal em São Paulo.

A prisão foi decretada no âmbito do processo sobre supostas irregularidades ocorridas em desapropriações para a construção do Rodoanel Sul, entre outras, que teriam acarretado um prejuízo de mais de R$ 7,7 milhões aos cofres públicos. O ex-diretor atuou em gestões do PSDB no governo paulista.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Preto estaria por trás de ameaças a uma testemunha, Mércia Ferreira Gomes, motivo pelo qual deveria ser preso. Uma pessoa teria abordado a ex-funcionária terceirizada da Dersa na rua e dito “você é o arquivo vivo da Dersa e cuidado para não ser o arquivo morto”.

Para Mendes, há apenas a palavra de Mércia para embasar as supostas ameaças, o que seria insuficiente para manter Paulo Preto preso. “Além da comprovação do ocorrido não ser sólida, não há indício da autoria das ameaças por parte do paciente (Paulo Preto)”, escreveu o ministro.

Gilmar Mendes acolheu os argumentos da defesa, segundo a prisão preventiva seria medida arbitrária, sem fundamentos legais, além de desnecessária ante o perfil e a rotina do investigado, que sempre esteve à disposição da Justiça. O mesmo habeas corpus de Preto já havia sido negado pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no início deste mês. Gilmar Mendes, no entanto, considerou haver “patente constrangimento ilegal” na prisão preventiva.


Agência Brasil e Correio do Povo


Com desistência de Barbosa, Paulo Câmara diz que PSB pode apoiar Ciro

Governador de Pernambuco afirmou que coligação “dos sonhos” seria ter Ciro, PT e PSB juntos no primeiro turno

Ciro Gomes pode receber apoio do PSB | Foto: Mauro Pimentel / AFP / CP

Ciro Gomes pode receber apoio do PSB | Foto: Mauro Pimentel / AFP / CP

Após a desistência do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa de concorrer à Presidência da República pelo PSB, o governador de Pernambuco e vice-presidente nacional da legenda, Paulo Câmara, afirmou que o partido pode apoiar o pré-candidato do PDT, Ciro Gomes, nas eleições.

"Apoio ao Ciro vai depender do processo de discussão interna do partido. Com a desistência do ministro Joaquim Barbosa de ser pré-candidato, isso passa a ser uma possibilidade", disse Câmara, após participar de um debate sobre as eleições na capital paulista.

Câmara afirmou que a chamada centro-esquerda terá uma candidatura única ou se dividirá em duas no primeiro turno, considerando as pré-candidaturas do PDT e do PT. Ele afirmou, no entanto, que o PSB ainda considera a possibilidade de lançar uma candidatura própria para a disputa, mas não citou nenhum nome. Para o governador, a aliança dos sonhos uniria o PSB, Ciro e o PT na mesma coligação. "Se der para juntar tudo no primeiro turno, é o melhor dos mundos, independentemente de quem seja o candidato. Agora, se não der, é importante também a gente se preparar para estar junto no segundo turno", afirmou Câmara.

Ao falar sobre o PT, que insiste na pré-candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela Operação Lava Jato, Câmara sinalizou uma cobrança aos petistas: “O PT tem que sentar com os partidos de esquerda e conversar também”.

Barbosa

Comentando a desistência de Joaquim Barbosa, Paulo Câmara disse que o ex-ministro não chegou a apresentar suas propostas para o País. O governador deixou aberta a possibilidade de o jurista auxiliar o partido nas discussões sobre as eleições de outubro. “Se ele quiser contribuir e participar das discussões em relação a 2018, será muito bem-vindo, até porque ele continua filiado e é uma pessoa muito experiente em relação às questões de desigualdade social.”


Estadão Conteúdo e Correio do Povo


Nenhum comentário:

Postar um comentário