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Exportações gaúchas subiram 6,4% em abril, divulga Fiergs

Acumulado do primeiro quadrimestre indica alta de 54,2% em comparação com o mesmo período de 2017

Acumulado do primeiro quadrimestre indica alta de 54,2% em comparação com o mesmo período de 2017 | Foto: Agência Brasil / CP Memória

Acumulado do primeiro quadrimestre indica alta de 54,2% em comparação com o mesmo período de 2017 | Foto: Agência Brasil / CP Memória

Com três dias úteis a mais do que em igual período de 2017, as exportações totais gaúchas subiram 6,4% em abril, ao somarem US$ 1,6 bilhão. Considerando apenas a indústria de transformação, que alcançou US$ 1 bilhão e representou 62,7% da pauta, a variação foi ainda maior, 12,5%.

Apesar do resultado positivo, o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Gilberto Petry, evita comemorar e adverte que o cenário de curto prazo não é animador. “A Argentina, principal destino dos produtos manufaturados produzidos pelo nosso estado, vive um período turbulento. A desvalorização da taxa de câmbio e a elevação considerável da taxa de juros devem impor uma desaceleração do comércio exterior nos próximos meses, atrasando ainda mais a recuperação da indústria gaúcha”, comenta.

Por contar com esses três dias úteis a mais no mês em 2018, convém utilizar o cálculo do valor médio exportado por dia útil, que ajuda a corrigir as distorções causadas pelo efeito do calendário. Por essa métrica, os embarques do setor secundário gaúcho caíram 3,5%. Apesar do recuo, essa variação foi menos negativa do que aquela registrada em âmbito nacional: -5%.

A análise por segmentos industriais mostra que a base de comparação deprimida explica em parte o forte crescimento verificado em Tabaco (124,3%) e Alimentos (16,7%). Outras categorias da indústria gaúcha que exerceram contribuições positivas foram Celulose e papel (45,8%) e Veículos automotores, reboques e carrocerias (14,5%). Por outro lado, Químicos sofreu forte diminuição, com perdas equivalentes a 33,5%. Por sua vez, o grupo das commodities teve queda de 2,5% (totalizando US$ 586 milhões).

Ainda sobre abril, as importações totais subiram 5,1%, chegando a US$ 808 milhões. Na abertura dos produtos por categoria de uso, os segmentos de Bens intermediários (14,3%) e de Capital (36%) aumentaram, enquanto Bens de consumo (-11%) e Combustíveis e lubrificantes (-61,6%) recuaram.

Acumulado

O acumulado do primeiro quadrimestre de 2018 mostra que as exportações gaúchas foram de US$ 7,44 bilhões, o que representa alta de 54,2% em relação ao mesmo período de 2017. Desse somatório, a indústria foi responsável por US$ 5,92 bilhões, avanço de 63%. Os melhores resultados vieram de Outros equipamentos de transporte (25.750%), Tabaco (104,1%), Celulose e papel (92%), Máquinas e equipamentos (70,5%), Veículos automotores, reboques e carrocerias (25,4%) e Alimentos (7,1%). A categoria de Químicos (-7,4%) registrou a perda maior.


Correio do Povo


Manuela defende diálogo entre a esquerda antes de aliança

Pré-candidata à Presidência pelo PCdoB afirmou que há obstáculos para unidade no País

Manuela participou do programa Esfera Pública nesta segunda-feira | Foto: Alina Souza

Manuela participou do programa Esfera Pública nesta segunda-feira | Foto: Alina Souza

A pré-candidata à Presidência pelo PCdoB, Manuela D’Ávila, revelou nesta segunda-feira, durante entrevista no programa “Esfera Pública”, da Rádio Guaíba, que há obstáculos para a unidade das esquerdas no País. “Na vida real, a gente vai vendo que existem obstáculos para essa unidade se materializar”, declarou. Ainda assim, ela defendeu que é "preciso avançar e garantir um diálogo civilizado entre nós (das esquerdas)."

Ela não descartou completamente uma aliança com o candidato do PDT, Ciro Gomes, mas salientou que há dificuldades no momento: “Eu sou muito amiga do Ciro, admiro muito ele, muito comprometido, mas nós seremos oponentes nesse pleito.”

A pré-candidata do PCdoB afirmou ainda que as mudanças que levarão o Brasil a crescer precisam garantir, ao mesmo tempo, os direitos individuais. “A prioridade da candidatura é diminuir a desigualdade no País, mesmo nos momentos em que o povo viveu com mais dignidade, não houve redução da desigualdade”, disse.

Web

Segundo Manuela, a campanha de 2018 será através das redes sociais. Ela disse que usa o espaço virtual “desde o tempo do Orkut e do MSN” e contou se considerar uma “nativa” da web, que valoriza o diálogo com os eleitores através desse mecanismo. “As redes não eram pensadas (antes) como um elemento determinante para a transparência da administração pública”, ponderou.

Para alcançar o público-alvo, a comunista se valeu de um time composto basicamente por jovens. “As equipes de campanha subestimam as capacidades da juventude. Eu sou a mais velha do meu gabinete. Essa geração mais nova é ainda melhor porque é completamente nativa nas redes sociais. Também tem a ver com valorizar a capacidade da juventude”, disse ela.

Manuela afirmou que existe na sua campanha um apreço pelo conteúdo, “burlando” a regra dos vídeos curtos e compartilhando arquivos mais longos, “mas ainda assim atrativos”.

Ela também falou sobre as críticas que recebe por ser jovem e por ser mãe. “Quando eu escuto os comentários das pessoas em relação a mim, às caracterizações da minha campanha em relação aos outros candidatos, é muito machismo. É minha sétima eleição. Vocês acham que eu fui eleita pelo meu olho azul? Não. Surpresa, eu não tenho olho azul”, declarou.

Ainda sobre a filha, que a acompanha em muitas viagens pelo País, afirmou que os questionamentos vêm de homens, que estão acostumados a delegar o cuidado dos filhos a outras pessoas. “Eles dizem que eu uso minha filha. Quem usa são eles, que nunca levam nem buscam os próprios filhos na escola”, ponderou.


Correio do Povo


ECONOMIA

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