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Análise sobre a encruzilhada do Brasil, por Lúcio Machado Borges*

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No passado, o Brasil era visto na Europa como uma potência. Hoje, é visto como uma triste ilusão.

Em 2005, Lula visitou à França e naquela época, havia uma efervescência, tanto no Brasil como na França, como se o Brasil tivesse se tornado uma potência importante. Sempre houve um sentimento romântico do povo e da imprensa francesa em relação ao Brasil e isso facilitou para que os franceses acabassem acreditando nas mentiras que eram ditas pelo governo brasileiro nos últimos dez anos.

O modelo nacional desenvolvimentista é uma das razões do atraso político, econômico e social do Brasil, além de uma pesada, arcaica e obsoleta máquina pública e isso se esgotou. O sistema de representação política, adotado desde 1985, após o regime militar, também fracassou. É um modelo que deixa um grande espaço para que o poder público se apodere dos bens e da riqueza, produzidos pela iniciativa privada e por todos os brasileiros decentes que produzem. Há uma grande abertura para corrupção, propina e financiamento da coisa pública.

Ao contrário do sistema político, o judiciário se modernizou nos últimos 15 anos e isso acabou gerando um choque entre a velha política brasileira e a moderna justiça do país.

Até o final do segundo mandato do então presidente Lula e início do primeiro mandato da presidente Dilma, havia uma certa ilusão, uma certa euforia, ligada à alta dos preços das matérias-primas. Durante esses anos favoráveis, o Brasil não fez reformas fundamentais, no sentido de melhorar a competitividade da sua economia, principalmente da sua indústria.

Quando a bonança das matérias-primas desapareceu, todas as fraquezas da economia, em termos de competitividade, produtividade apareceram e financiaram como obstáculos, fator de paralisia e enfraquecimento do crescimento econômico.

*Editor do site RS Notícias

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