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Negociações para Coreia do Sul importar carne suína de Santa Catarina avançam

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As autoridades da Coreia do Sul autorizaram as empresas do país a importarem carne suína e seus derivados produzidos em Santa Catarina. A inclusão do estado entre os produtores que cumprem os requisitos sanitários sul-coreanos e tem o aval do país asiático para exportar ocorreu em meados de março, mas o ministro Blairo Maggi divulgou o fato nesta terça-feira (4).

“É uma notícia muito boa a Coreia do Sul ter liberado Santa Catarina a exportar carnes suínas para aquele país. Santa Catarina é o único estado do Brasil livre de febre aftosa sem vacinação. Parabéns”, disse Maggi em Buenos Aires, onde participa da 33ª Reunião Ordinária do Conselho Agropecuário do Sul (CAS).

Segundo a Secretaria de Agricultura e da Pesca de Santa Catarina, o início das exportações ainda depende da habilitação dos frigoríficos interessados em vender seus produtos para a Coreia do Sul. Essa última etapa do processo de negociação, iniciado em 2016, deve ser concluída após a visita que técnicos da Agência de Quarentena Animal e de Plantas e do Ministério da Segurança de Alimentos e Medicamentos do país asiático farão a alguns estabelecimentos estaduais, entre os dias 10 e 27 de maio.

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Em nota, o secretário estadual de Agricultura e da Pesca, Carlos Adauto Virmond, comemorou a confirmação da visita técnica como superação de um longo processo de negociação.

“A confirmação da vinda desta missão chega em um momento muito importante para Santa Catarina e será uma grande oportunidade para comprovarmos aos sul-coreanos e ao mundo o nosso compromisso com a sanidade animal, com a fiscalização sanitária e com a qualidade dos nossos produtos”, comentou Virmond.

Ao se referir ao “momento muito importante”, o secretário estadual fazia menção aos impactos da deflagração da Operação Carne Fraca, da Polícia Federal (PF), sobre o setor. Segundo a Federação das Cooperativas Agropecuárias de Santa Catarina (Fecoagro), a divulgação de suspeitas de irregularidades na produção e fiscalização da produção de 21 frigoríficos brasileiros pode causar um prejuízo de US$ 260 milhões à agroindústria catarinense até o fim do ano. A cifra refere-se à queda nas receitas totais das empresas com o mercado interno e com as exportações de carne de boi, frango e suína. Ainda segundo a Fecoagro, entre 17 de março, quando a operação policial foi deflagrada e o último fim de semana, os prejuízos das indústrias catarinenses do setor já chegam a US$ 40 milhões no estado.

A Coreia do Sul já importa carne de frango brasileira e produtos derivados e estava avaliando a abertura de mercado aos produtos da suinocultura catarinense quando a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Carne Fraca.

 

Agência Brasil

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