Rafael Guimarães está com medo de sair de casa e voltar a encontrar o acusado de matar seu pai. (Foto: O Sul)
23 DE JULHO DE 2016 2:23
A vida do advogado Rafael Guimarães, de 32 anos, e de sua família, nunca mais foi a mesma desde o dia 5 de novembro de 2015, quando o seu pai, Oscar Vieira Guimarães Neto, de 59 anos, foi assassinado por um vizinho do prédio onde morava e era síndico. O acusado do crime, o também advogado Guilherme Antônio Nunes Zanoni, de 25 anos, foi preso em flagrante e ficou detido até que no dia 18 de julho, oito meses depois, foi beneficiado por um habeas corpus e passou a esperar julgamento em prisão domiciliar. Desde então, o medo tomou conta de Rafael, que em uma semana encontrou o acusado de matar seu pai a facadas duas vezes pelas ruas de Porto Alegre.
O primeiro encontro ocorreu na segunda-feira, dia 18. Rafael saía do trabalho e passou ao lado de Guilherme na Avenida Borges de Medeiros. “Eu gelei, comecei a tremer e não sabia o que pensar”, conta o advogado, que pensou em abandonar a carreira depois de ver o algoz de seu pai solto.
A segunda oportunidade em que Rafael deparou-se com Guilherme nas ruas foi na quinta-feira, dia 21. Ao subir em uma lotação, Rafael novamente o encontrou. “Eu entrei na lotação e tinha uma pessoa à minha frente pagando o motorista. Quando fui me sentar, vi que o Guilherme estava no fundo da lotação e que ele era a pessoa que tinha entrado pouco antes de mim. Eu fiquei com medo de ser atacado e desci 200 metros adiante, quando a lotação parou”, narra Rafael, assustado.
Guilherme foi beneficiado pelo fato de ser advogado e de haver prerrogativa de profissionais do ramo aguardarem julgamento em “salas de estado maior”, acomodações privilegiadas, que não existem no Rio Grande do Sul. Por isso, teve o pedido de habeas corpus acolhido para que esperasse o julgamento em prisão domiciliar.
“Ele está tão livre quanto eu. Minha família e eu estamos em risco. Minha mãe precisa tomar remédios para dormir. Ficamos todos trancados em casa. Eu tive de mudar toda minha rotina, porque tenho medo de andar na rua”, disse Rafael.
Ocorrência policial do segundo encontro de Guimarães com Zanoni. (Foto: Reprodução)
Aconselhado pelo promotor público Eugênio Amorim, Rafael registrou ocorrência policial. Além disso, já houve entrada do pedido de recurso para que Guilherme volte a ser preso. “Um possível psicopata e assassino está solto, andando pelas ruas como eu. Faltou bom senso aos juízes que o libertaram. O que é mais importante, a segurança da família da vítima ou a leitura fria da lei, que determina que advogados tenham salas especiais para aguardarem julgamento?”, questiona Rafael.
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Tiroteio em shopping na Alemanha deixa 9 mortos; provável atirador teria se suicidado
Policiais cercaram shopping em Munique, na Alemanha. (foto: reprodução)
22 DE JULHO DE 2016 21:19
Um tiroteio deixou 9 mortos – incluindo um suspeito – e pelo menos 10 feridos em Munique, na Alemanha, nesta sexta-feira (22). O caso ocorreu no shopping OEZ (Olympia-Einkaufszentrum) e arredores.
Testemunhas disseram ter visto três atiradores com armas de cano longo, e a polícia chegou a alertar que eles teriam fugido. Mas, mais tarde, informou que encontrou um corpo de uma pessoa que se matou e que provavelmente seria do atirador, que teria agido sozinho.
Segundo relatos, a ação teria começado num restaurante McDonald´s e depois teria continuado no centro comercial, que fica próximo.
Um corpo encontrado a 1 km da cena do crime, que seria do suspeito, estava com uma mochila vermelha similar à usada pelo homem que atirou na lanchonete onde o massacre começou.
Um porta-voz da polícia de Munique disse em entrevista coletiva que não há indicação de terror islâmico e que a polícia está analisando vídeos do tiroteio. Uma testemunha ouvida pela emissora RTL afirmou que ouviu um suspeito gritar “estrangeiros de merda”. Ele estaria com uma bota do tipo militar.
O jornal “Bild” divulgou um vídeo que está circulando pelas redes sociais em que um suspeito aparece no telhado de um prédio, em área de estacionamento. No vídeo é possível ouvir “seus turcos de merda”, segundo o jornalista do “Bild”, Julian Röpcke.
Um funcionário dentro do shopping disse à agência Reuters por telefone que “muitos tiros foram disparados”. Uma atendente de uma farmácia que fica dentro do shopping disse por telefone ao jornal “Süddeutsche Zeitung” que a polícia ordenou que todos os trabalhadores do local ficassem em suas lojas. Ela viu muita correria de clientes e ouviu tiros. Também disse ter visto pessoas feridas.
O ministro das relações exteriores do país, Frank-Walter Steinmeier, disse que o motivo do ataque ainda não foi esclarecido.
O centro comercial fica perto do Parque Olímpico de Munique, onde aconteceram os jogos de 1972. Relatos de um segundo foco de tiroteio na praça conhecida como Stachus, no centro de Munique, foram desmentidos pela polícia à imprensa local.
Cidade parada
Autoridades declararam estado de emergência em Munique. O transporte público da cidade foi temporariamente suspenso e o festival de música Tollwood foi cancelado.
A chanceler alemã, Angela Merkel, convocou para este sábado (23), em Berlim, uma reunião de seu Conselho Federal de Segurança. Este grupo reúne, além da chanceler, os ministro de Defesa, Ursula von der Leyen, de Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, o vice-chanceler Sigmar Gabriel, e o de Justiça e de Finanças, assim como o ministro da chancelaria, que na Alemanha supervisiona a atividade dos serviços secretos.
No momento do ataque, a chanceler estava começando suas férias nos Alpes, enquanto seu ministro do Interior teve que interromper uma viagem pelos Estados Unidos para retornar a Berlim.
A Casa Branca informou que condena fortemente o ataque em Munique. A candidata democrata à presidência dos EUA, Hillary Clinton, disse no Twitter que está monitorando a “terrível situação” na cidade alemã.
O candidato republicano à presidência dos EUA, Donald Trump, escreveu no Facebook que “a ascensão do terrorismo ameaça o modo de vida de todos os povos civilizados”. “Nossas orações estão com aquele afetados pelos horríveis ataques em Munique”, afirmou.
O governo do Brasil também condenou o ataque, disse que não há informação sobre vítimas brasileiras e divulgou os seguintes números de telefone para comunicação de emergências consulares envolvendo brasileiros na região de Munique: +55 61 98197-2284 (Brasil) e +49 17 3378-3470 (Alemanha). (AG)
Angela Merkel convoca Conselho de Segurança após ataque em Munique
Da Agência Sputnik Brasil
A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, convocou para este sábado (23), em Berlim, uma reunião do Conselho Federal de Segurança para tratar do ataque desta sexta-feira (22) na cidade de Munique, segundo declarou o porta-voz do governo alemão, Steffen Seibert.
Angela MerkelEPA/German Chancellor/Agência Lusa
"Os ministros convocados estão a caminho de Berlim e nós vamos analisar a situação no quadro do Conselho Federal de Segurança", disse Seibert.
De acordo com o ministro de Assuntos Especiais, Peter Altmaier, Merkel está sendo informada sobre os desdobramentos em Munique a todo momento. Acrescentou que o governo já enviou membros da força de elite contraterrorismo para a cidade.
"Tudo o que sabemos e podemos dizer agora é que foi um ataque cruel e desumano", afirmou Altmaier. "Não podemos descartar que haja ligações terroristas. Não podemos confirmar, mas estamos investigando essas linhas também."
Altmaier informou que inúmeros atentados foram evitados na Alemanha nos últimos anos, mas destacou que "nunca poderá haver segurança absoluta".
Pelo menos nove pessoas morreram nos tiroteios de hoje em Munique. Conforme fontes locais, um dos corpos encontrados poderia ser de um dos atiradores. Autoridades confirmam ao menos dez feridos nos ataques.
Nível do Rio Acre baixa 20 centímetros na pior seca do estado em 45 anos
Graziele Bezerra - Repórter do Radiojornalismo
Em uma semana, o nível do Rio Acre baixou cerca de 20 cmDivulgação/Agência de notícias do governo do Acre
O Acre enfrenta a pior seca dos últimos 45 anos. Em uma semana, o nível do Rio Acre, que abastece oito municípios acrianos, baixou cerca de 20 centímetros, chegando hoje (22) a 1,6 metro em Rio Branco, capital do estado.
O major Cláudio Falcão, do Corpo de Bombeiros, disse que essa é a menor cota já registrada para o período.
"É a menor cota em 45 anos de medições da Defesa Civil. Nesse momento, enfrentamos uma escassez de água, porque estamos no mês de julho. A menor marca da história ocorreu em setembro de 2011, atingindo 1,5 metro. Isso foi em setembro e nós ainda estamos em julho. Por isso, a situação é bastante complicada aqui em Rio Branco.
Navegação
No início do mês, o governador Tião Viana decretou situação de emergência no estado por causa da seca. Como o abastecimento de água na capital está comprometido, o major Cláudio não descartou o racionamento.
No interior do estado, o cenário é o mesmo. O rio já atingiu a menor cota dos últimos anos, chegando a 1,24 metro em Brasiléia e em Epitaciolândia, na fronteira do Brasil com a Bolívia.
Com níveis tão baixos, o major alerta para os riscos de navegação no Rio Acre. "Os barcos maiores estão impossibilitados de navegar porque a lâmina d'água é muito baixa nesse momento. Então, a navegação ainda é possível ser feita com barcos menores, mas com muito cuidado", acrescentou.
Queimadas
Segundo o militar, o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil pedem para as pessoas que usam barco para navegação evitarem a navegação à noite, quando a falta de visibilidade pode causar acidentes e afogamentos
Outra preocupação nesse período são as queimadas urbanas e incêndios florestais, que, em decorrência da seca, aumentam e ganham proporções maiores.
De janeiro até agora, o Acre registrou 340 focos de incêndio, mais que o dobro do computado no mesmo período do ano passado.
Forças Armadas vão reforçar segurança durante partidas olímpicas em Brasília
Yara Aquino – Repórter da Agência Brasil
Brasília - O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, apresentou aparato que será usado na segurança da Olimpíada José Cruz/Agência Brasil
Cerca de 4 mil militares das Forças Armadas e 4,5 mil servidores do Distrito Federal, entre eles policiais, atuarão durante as partidas de futebol dos Jogos Olímpicos que ocorrerão em Brasília. Eles farão parte da operação que começa no próximo domingo (24) e vai até o dia 15 de agosto.
Hoje (22), viaturas, aeronaves, equipamentos e grupamentos militares que serão empregados na segurança foram apresentados pelo governo do Distrito Federal e o Comando Militar do Planalto. Brasília receberá dez partidas de futebol das Olimpíadas entre os dias 4 e 13 de agosto. Serão sete jogos do torneio masculino e três do feminino.
Das Forças Armadas, parte dos militares do Exército, Marinha e Aeronáutica ficará de prontidão e atuará caso seja necessário. “Os 4 mil militares atuam na proteção das estruturas estratégicas, na defesa aeroespacial, na defesa lacustre a atuando em conjunto com a segurança pública, caso seja necessário”, explicou o general César Lemes Justo, Comandante Militar do Planalto.
Dentre os 4,5 mil servidores do governo do Distrito Federal estarão membros da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros, da Polícia Civil, do Detran, da Defesa Civil, do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF) e outros. Além do policiamento para garantir a segurança dos atletas e do público, eles vão trabalhar na organização do trânsito e escolta de delegações.
O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, participou da cerimônia e disse que Brasília está preparada para receber as partidas de futebol da Olimpíada. “Temos uma integração muito importante entre todos os órgãos do governo de Brasília, de segurança, com as Forças Armadas, para garantir aos atletas, turistas e brasileiros de todo o país que eles terão toda segurança garantida”, disse.
Os primeiros jogos na cidade ocorrerão dia 4 de agosto, com a estreia da seleção brasileira masculina que entra no campo do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha contra a África do Sul. Antes do Brasil, entram em campo Iraque e Dinamarca.
Fuja de quem se vende como antipolítico
Por Mario Sabino
Mentir é o primeiro atributo de um político. Qualquer político. As suas mentiras podem ser mais ou menos escandalosas, mais ou menos desculpáveis, mas lhe são incontornáveis. Mesmo os bem intencionados mentem. Por exemplo, quando dizem que fazem política para servir aos cidadãos em primeiro lugar. Na verdade, todos querem, acima de tudo,
servir a si próprios, nem que seja apenas para alimentar a própria vaidade.
Isso significa que devemos nos resignar e aceitar as mentiras que nos são ditas? Claro que não. É justamente o contrário: pelo fato de todos os políticos mentirem, sempre devemos desconfiar deles. Os mais desconfiados devem ser os jornalistas. Eu, por exemplo, sei que até os políticos que me dão informações estão deixando de me dizer toda a verdade sobre o assunto em questão. Omissão, nesse caso, é uma forma de mentir. Se omitem o secundário, mas revelam o principal, faço cara de paisagem e sigo adiante. O problema é quando passam por principal aquilo que é acessório. Esse é um problema que os repórteres enfrentam todos os dias. Não raro, ainda que tomadas as precauções devidas, só percebemos que publicamos o secundário como notícia principal depois que outro jornalista mais esperto, ou com outra fonte (ou ambas as coisas), estampa o nosso erro na sua reportagem.
Decidi abordar a mentira dos políticos para falar de Donald Trump e concluir com o caso brasileiro. Donald Trump se vende como antipolítico aos eleitores americanos -- ou seja, como alguém que veio instaurar a verdade, toda a verdade, nada além do que a verdade na política. Que veio “purificá-la”. No entanto, o seu primeiro atributo é o mesmo de todos aqueles que afirma combater. Donald Trump mente para burro, com o perdão do trocadilho voluntário.
O Washington Post fez um fact-checking do discurso de aceitação de Donald Trump como candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos. O jornal comprovou com dados objetivos que ele mentiu em 25 pontos do seu discurso. Vinte e cinco, se você prefere por extenso. Mentiu sobre segurança. Mentiu sobre imigração. Mentiu sobre economia. Mentiu, mentiu e mentiu. E vai continuar mentindo na hipótese improvável de derrotar a mentirosa Hillary Clinton.
Donald Trump é a prova mais vistosa de que uma das grandes mentiras da política é o fanfarrão que se apresenta como antipolítico. É assim, pelo menos, desde Savonarola, na Florença do século XV. Seja ele de direita ou de esquerda, o seu messianismo é sempre uma fajutagem. Com Lula, os brasileiros caíram pela esquerda na esparrela do antipolítico. Lula piorou os vícios brasilienses que prometia banir.
Desconfiar dos políticos é, mais do que saudável, necessário. Mas evitar os que se dizem antipolíticos é essencial. Fuja deles.
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Obama oferece ajuda à Alemanha para investigar ataque em Munique
José Romildo - Correspondente da Agência Brasil
Após o ataque que deixou pelo menos nove mortos em Munique, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse hoje (22) que seu país condena a ação “nos termos mais fortes” e que vai colocar à disposição da Alemanha “quaisquer recursos que possam auxiliar a investigação”.
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- Polícia confirma nove mortes em tiroteio em shopping de Munique
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“Ainda não sabemos todos os fatos, mas sabemos que este ato hediondo já matou e feriu várias pessoas no coração de uma das cidades mais vibrantes da Europa”, disse Obama em declaração divulgada pela Casa Branca.
“Nossos pensamentos e orações estão com as famílias e entes queridos dos falecidos, assim como nós desejamos aos feridos uma recuperação completa”, acrescentou o presidente norte-americano.
Na declaração, o governo dos EUA destaca que o país vai trabalhar em estreita colaboração com a Alemanha e que a determinação dos dois países e da comunidade internacional “permanecerá inabalável em face de atos de violência desprezível como este”.
Diretor do COI alerta sobre terrorismo, mas confia na segurança da Olimpíada
Da Agência Brasil
O diretor do Comitê Olímpico Internacional (COI), Christophe Dubi, em entrevista a um grupo de jornalistas no Rio de Janeiro, demonstrou hoje (22) confiança na segurança do país para as Olimpíadas que a cidade sediará a partir de 5 de agosto, mas fez um alerta: “O mundo no qual vivemos mudou. Terrorismo não prevalece mais em um país do que no outro. Terrorismo, hoje, infelizmente, é um fator com o qual temos que contar. É o mundo no qual vivemos”.
Dubi elogiou a integração entre as forças de segurança e a troca de informações e experiências com outros órgãos de inteligência do mundo. Para ele, o plano de segurança apresentado é “robusto”. Ele disse que, há dois meses, as operações de segurança para os jogos foram apresentadas para um grande número de estrangeiros, incluindo especialistas e membros de comitês organizadores de edições passadas dos Jogos Olímpicos.
“Tivemos toda a informação sobre o nível de preparação da segurança. Também fomos postos a par dos recursos de inteligência e o que vimos após esse briefing foi confiança de todos esses participantes”, disse o diretor do COI.
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Foco nas tarefas
Dubi disse estar animado para o início da Olimpíada e por algumas vezes elogiou os cariocas, além dos brasileiros de uma forma geral. Ele contou que está na fase de acertar os últimos detalhes para a chegada dos atletas, no próximo domingo (24), e o início dos treinos, na segunda-feira (25): “Esses são os últimos momentos, onde essa grande quantidade de detalhes e de tarefas devem ser executados ao mesmo tempo. Não é preocupação, é foco nas tarefas. Cada detalhe conta”.
Dubi chegou a mencionar que no velódromo, entregue ao Comitê Organizador Rio 2016 com seis meses de atraso, como uma das praças esportivas que ainda faltam alguns detalhes. Porém, garantiu que o estará pronto para os treinos. “Ele passou por várias sagas, mas no final teremos o velódromo”.
Na lista de “últimos detalhes”, Dubi incluiu a Arena de Vôlei de Praia, erguida em Copacabana. Sobre esta, no entanto, explicou que a obra não poderia ter sido feita há três meses: “É caro e não podemos fazer isso com o cidadão, porque é um lugar que os cariocas usam todo fim de semana. Sempre é feito assim, com esse tipo de construção, e é entregue na hora certa”.
Rússia
Indagado sobre a questão da Rússia, que teve seu atletismo banido dos jogos e pode ter toda a delegação excluída da Rio 2016, devido a um escândalo de doping, Dubi foi cauteloso. Ele preferiu não dar opinião antes da decisão da entidade sobre o pedido da Agência Mundial Antidoping (Wada). O pedido da Wada para excluir toda a delegação russa dos Jogos Olímpicos Rio 2016 deve ser apreciado nos próximos dias.
Reação do governo turco à tentativa de golpe ameaça direitos, diz pesquisadora
Marieta Cazarré - Correspondente da Agência Brasil
Passada uma semana da tentativa de golpe militar na Turquia e um dia após a decretação doestado de emergência no país pelos próximos três meses, o presidente Recep Tayyip Erdogan tem endurecido as restrições de direitos e a situação pode se agravar, na avaliação da professora do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, Mónica Ferro.
Segundo a pesquisadora portuguesa, a redução gradual de direitos na Turquia ocorre há alguns anos, mas foi aprofundada após a tentativa de golpe. “No rescaldo dos últimos acontecimentos, houve um aumento das medidas de limitação desses direitos: os ataques à liberdade de informação - 34 jornalistas acabam de ver revogada sua carteira profissional e alguns veículos foram impedidos de continuar a trabalhar. Além das detenções e demissões em massa, que afetam mais de 50 mil pessoas”, criticou.
Entre as medidas restritivas, Mónica Ferro citou também os avisos a milhares de pessoas, inclusive universitários, para que não saiam do país. “Educação e Justiça estão entre as áreas sob maior escrutínio e maior pressão porque são, supostamente, as áreas em que Gulen [Fethullah Gulen, clérigo opositor a Erdogan] terá a sua base de apoio. É preciso recordar que o presidente Erdogan considera o clérigo Gulen, exilado nos Estados Unidos, o autor do golpe de dia 15 e o acusa de ter construído um estado paralelo dentro do estado turco.”
Segundo informações divulgadas hoje (22) pela BBC, o presidente turco prometeu que a democracia não será prejudicada e os direitos e liberdades fundamentais não serão controlados. “Este passo é dado para eliminar os apoiantes da organização terrorista de Fethullah Gulen da burocracia estatal, para colocar o Estado em mãos fortes, a fim de fazer a democracia funcionar melhor democracia”, disse Erdogan.
Saiba Mais
- Erdogan decreta estado de emergência por três meses na Turquia
- Turquia suspende Convenção Europeia de Direitos Humanos
Ontem (21), a Turquia decidiu suspender temporariamente a Convenção Europeia de Direitos Humanos, que inclui as liberdades fundamentais e a proibição da pena de morte – autorizada apenas em caso de guerra. A suspensão temporária pode ser solicitada com base no Artigo 15 da Convenção, que afirma que “em caso de guerra ou outro perigo público que ameace a vida da nação”, um país signatário da medida “pode revogar suas obrigações”.
Para a pesquisadora portuguesa, com o país em estado de emergência, o governo turco poderá adotar ainda mais medidas de limitação dos direitos civis, como detenções, revistas, toque de recolher obrigatório e verificações aleatórias de identidade. “Estas medidas combinadas limitarão de forma quase inaceitável as liberdades individuais, mas não permitem a Erdogan violar as regras do Estado de direito. Trata-se de uma medida limitada no tempo e sujeita a supervisão e não permite derrogações ao direito à vida, à proibição da tortura e à proibição da escravatura e do trabalho forçado, bem como ao princípio da legalidade”, explicou.
Em várias ocasiões, a Turquia foi acusada por ativistas, organizações não governamentais (ONGs) e outros países de perseguir opositores ao governo de Erdogan apenas pelo fato de eles disscordarem das decisões de Ancara.
Desde a tentativa fracassada de golpe de Estado, o governo já anunciou a prisão de cerca de 50 mil pessoas, o fechamento de mais de 800 escolas e milhares de professores, jornalistas, funcionários públicos, militares e oficiais de alta patente das Forças Armadas foram afastados de seus cargos, em uma “limpeza” promovida por Erdogan sob a justificativa de evitar um novo golpe. Mais de 260 pessoas morreram.
Para a pesquisadora, a tentativa de golpe militar deixou claro um descontentamento com a política turca, e já era inclusive esperada por Erdogan.
“O fato de o golpe ter sido controlado em cinco horas, de nenhum edifício governamental ter sido destruído, de o aeroporto ter sido reaberto na manhã seguinte e outros sinais, como a longa lista de detenções dos envolvidos no golpe, revelam que Erdogan antecipava um golpe deste teor e tinha uma resposta pronta. Apenas nos resta esperar que os parceiros internacionais da Turquia, nomeadamente a União Europeia, deem sinais claros de que não tolerará uma deriva autoritária violenta num país candidato à adesão, nem em qualquer outro.”
"Estamos mais vigilantes", diz Erdogan sobre possibilidade de novo golpe
Da Sputinik Brasil
O presidente da Turquia Tayyip Erdogan admitiu que possa ocorrer um novo golpe e acrescentou que agora as autoridades estarão mais bem preparadas, informou uma agência de notícias internacional.
Segundo o presidente, futuros golpistas terão dificuldades em tentar atingir seus objetivos já que as autoridades "estão mais vigilantes".
Erdogan destacou que os serviços secretos do país cometeram alguns erros na véspera do golpe.
"É evidente que nossa inteligência teve lacunas e falhas, não faz sentido escondê-las ou negar", afirmou o chefe do Estado.
Tentativa de golpe
Na noite da sexta-feira passada (15) um grupo de insurgentes turcos realizaram uma tentativa de golpe de Estado militar no país.
Os principais confrontos aconteceram em Ancara e em Istambul. O governo da Turquia declarou que 190 civis morreram, além de 100 militares revoltosos. Segundo dados oficiais, 1,5 mil pessoas ficaram feridas.
Na noite desta quinta-feira (20), o governo turco anunciou estado de emergência por três próximos meses.
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