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Conheça a história da Chama Olímpica e de seu revezamento em tochas


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Símbolo dos Jogos Olímpicos da Modernidade, a Chama Olímpica faz parte de um ritual realizado desde a Grécia Antiga. O fogo sempre teve caráter sagrado para os gregos:  para eles, a história humana começa a partir da desobediência do titã Prometeu, que contrariou a ordem de Zeus, o deus supremo, e roubou os fogos dos deuses para dar aos homens, junto com as ciências e artes.
O fogo permanecia aceso nos altares de seus principais templos, como o Templo de Hera, que recebia as competições dos Jogos Olímpicos na Antiguidade. 
No passado, raios solares acendiam uma chama em uma pira de Olímpia, cidade que fica a 300 quilômetros da capital Atena. A técnica utilizada pelas sacerdotisas do templo para acender o chamado “fogo puro” requeria o uso da skaphia, uma espécie de espelho côncavo que converge a luz do sol em um só lugar. O rito simbolizava, então, a devolução do elemento divino ao deus mais poderoso para os gregos.
Uma tradição antiga que remonta às origens do revezamento da tocha era o envio de mensageiros a todas as cidades da Grécia Antiga, com a missão de anunciar a data de início dos Jogos. Junto com o anúncio era proclamada a trégua olímpica, que começava um mês antes do evento e se estendia até o fim das competições. Neste período, as guerras eram interrompidas para garantir o envolvimento de atletas e espectadores nos Jogos. Hoje, o trajeto também serve para anunciar que os Jogos estão chegando.

Ensaio da cerimônia de acendimento da tocha olímpica
Ensaio da cerimônia de acendimento da tocha olímpica, em Olímpia: atualmente, uma atriz grega representa a sacerdotisa do templo de Hera, responsável por acender o fogo. Roberto Castro/ME
Na era moderna, a pira olímpica foi acesa pela primeira vez nos Jogos Olímpicos de Amsterdã, em 1928. O escolhido para retomar o ato simbólico foi um funcionário da companhia elétrica da cidade. Mas foi nos Jogos Olímpicos de 1936 que atletas transportaram a chama em tochas até Berlim, cidade-sede dos jogos daquele ano, em um revezamento que só termina com a iluminação da pira olímpica, marcando o início oficial dos Jogos. O idealizador do revezamento foi o alemão Carl Diem: em sua primeira incursão por outros territórios, a tocha percorreu 3.075 quilômetros, passou por sete países e pelas mãos de 3.075 portadores.
Um dos momentos mais marcantes da história do fogo olímpico aconteceu em 1964, durante os Jogos de Tóquio. O jovem japonês Yoshinori Sakai, que nasceu em Hiroshima no dia 6 de agosto de 1945, exatamente na hora em que a bomba nuclear devastou a cidade, foi o responsável por acender a pira. Ao longo dos anos, a Chama Olímpica se consolidou como símbolo de paz, união e amizades entre os povos.
De volta às origens
De acordo com a Carta Olímpica, em sua Regra 54, o Comitê Organizador Local é responsável por trazer o fogo até o Estádio Olímpico da cidade-sede - no Rio de Janeiro, será o Maracanã. O cerimonial atual prevê que uma atriz grega, interpretando a sacerdotisa dos tempos antigos, use uma lente para refletir os raios de Sol e acenda a chama em frente às ruínas do templo de Hera. Esta cerimônia está marcada para amanhã (21), ao meio-dia, no horário local (6h, pelo horário de Brasília).
Depois de aceso, a atriz Katerina Lehou levará o fogo até o Estádio Olímpico de Atenas. O primeiro atleta a recebê-la será o ginasta grego Eleftherios Petrounias, campeão mundial nas argolas. Petrounias irá iniciar o revezamento, passando o fogo para o primeiro brasileiro a conduzi-lo: o bicampeão olímpico no vôlei em Barcelona 1992 e Atenas 2004, o ex-jogador Giovane Gávio. O símbolo viajará pela Grécia por seis dias, sendo levado por 450 pessoas – entre eles um refugiado sírio asilado no país, que conduzirá a tocha em nome daqueles que foram forçados a deixar seus países – e percorrendo cerca de 2.234 quilômetros.
O último local do percurso grego da tocha é o antigo estádio Panathinaiko, sede da primeira edição dos Jogos Olímpicos da era moderna, em 1896. Transportado de Olímpia até o Brasil – em um recipiente hermeticamente fechado usado para os deslocamentos de avião – o fogo começa a cruzar o país no dia 3 de maio, partindo de Brasília. Mais de 300 cidades fazem parte do trajeto(clique aqui para ver a lista completa), com 12 mil condutores, entre pessoas comuns, celebridades, atletas e ex-atletas, sendo vedada a participação de ocupante ou candidato a cargos ou mandatos eletivos. As pessoas que carregarão a tocha foram escolhidas por alguns dos patrocinadores dos Jogos, que receberam indicações de candidatos com histórias de vida que refletem os valores olímpicos.
Chama que não se apaga
A cada edição, diferentes tecnologias são empregadas para evitar que a chama se apague debaixo de chuva, por falta de combustível ou outra intempérie. Por garantia, ainda na Grécia, a equipe organizadora já acende uma chama reserva dias antes da chama principal nascer. O objetivo é evitar que um dia nublado estrague a festa, apague o fogo e haja dificuldade em acender o fogo, mesmo com a utilização de lentes especiais. 
Da mesma forma, em cada cidade-sede, o comitê local mantém uma chama reserva para eventualidades. Em seu deslocamento nestes anos, o fogo olímpico já cruzou o Canal da Mancha de navio, enfrentou a neve, mergulhou até a Grande Barreira de Corais, na Austrália, chegou ao espaço, andou de cavalo e camelo e viajou em canoas indígenas.



TSE determina nova produção de provas em ações para cassar chapa Dilma-Temer


A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Thereza de Assis Moura determinou uma nova produção de provas nas ações em que a oposição pede a cassação dos mandatos da presidenta Dilma Rousseff e do vice Michel Temer. A ministra é relatora de quatro ações que tramitam no TSE sobre o mesmo tema.
No início do despacho, a ministra aponta algumas provas que estavam pendentes e “cuja produção deve ser feita”. Ela cita perícias e oitivas de testemunhas. Na mesma decisão, a ministra cita que foram feitos pedidos à Corte. Os autores da ação pediram que Otávio Marques Azevedo e Flávio David Barra, executivos da Andrade Gutierrez, fossem ouvidos como testemunhas e que a delação premiada dos executivos seja compartilhada com o TSE.

Sobre este pedido, a ministra diz em sua decisão que as delações ainda estão sob sigilo e que é necessário aguardar “a retirada do sigilo do ato pelo Supremo Tribunal Federal, momento em que, aí sim, poderá ser renovado o pedido do compartilhamento da prova para futura apreciação, bem como o de oitiva dos referidos dirigentes como testemunhas”.
A ministra diz ainda que o vice-presidente Michel Temer enviou à Corte um pedido para a separação dos processos dele e da presidenta Dilma Rousseff. Segundo a ministra o pedido será avaliado apenas no momento do julgamento.
Thereza de Assis designou  um grupo de peritos do TSE para a realização de perícias contábeis em empresas.
Segundo a ministra, o trabalho deve ser limitado “aos fatos relacionados ou úteis à campanha eleitoral de 2014 de Dilma Rousseff e Michel Temer”. Os trabalhos devem ser iniciados a partir da segunda metade do próximo mês.
A ministra determina também que seja expedido um ofício ao juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, solicitando documentos entregues à justiça Federal do Paraná no âmbito da Operação Lava Jato. Ela solicita “documentos apresentados por Augusto Mendonça (listagem das contribuições que teriam sido feitas, com respectivos valores e datas)” e uma tabela “detalhada com as propinas recebidas em cada contrato da Petrobrás que foi preparada por Pedro Barusco, como prova de que o Partido dos Trabalhadores supostamente recebia recursos que decorriam dos contratos da Petrobrás”. A ministra pede também os termos de delações premiadas, como as de Pedro Barusco, Augusto Ribeiro Mendonça, Milton Pascowith e Valmir Pinheiro, entre outros documentos.
No fim da decisão, Thereza de Assis Moura diz que, ao finalizar as perícias indicadas e após a vinda dos documentos, serão definidas as datas de oitivas de testemunhas. Entre os nomes listados, estão Pedro Barusco, Ricardo Pessoa e Júlio Camargo.
 



Presa política lembra como conheceu coronel Ustra, homenageado por Bolsonaro


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O casal César e Amelinha Telles, em entrevista ao programa Resistir é Preciso, transmitido pela TV Brasil
O casal César e Amelinha Telles, em entrevista ao programa Resistir é Preciso, transmitido pela TV BrasilImagem TV Brasil
“Eu fui espancada por ele [coronel Ustra] ainda no pátio do DOI-Codi. Ele me deu um safanão com as costas da mão, me jogando no chão, e gritando 'sua terrorista'. E gritou de uma forma a chamar todos os demais agentes, também torturadores, a me agarrarem e me arrastarem para uma sala de tortura”.
Uma das milhares de vítimas da ditadura militar, Amelinha Teles, descreveu assim seu encontro com Carlos Alberto Brilhante Ustra, conhecido como “coronel Ustra”, o primeiro militar reconhecido pela Justiça como torturador na ditadura.
Ao programa Viva Maria, da Rádio Nacional da Amazônia, Amelinha contou como era o homem admirado por Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e citado pelo parlamentar durante seu voto a favor doimpeachment de Dilma Rousseff, ontem (17), no plenário da Câmara dos Deputados.
“Ele, levar meus filhos para uma sala, onde eu me encontrava na cadeira do dragão, nua, vomitada, urinada? Levar meus filhos para dentro da sala? O que é isto? Para mim, foi a pior tortura que eu passei. Meus filhos tinham 5 e 4 anos. Foi a pior tortura que eu passei”, disse a ex-militante do PcdoB. A cadeira do dragão era um instrumento de tortura utilizado na ditadura, em que a pessoa era colocada sentada e tinha os pulsos amarrados aos braços da cadeira. Com fios elétricos atados em diversas partes do corpo, a pessoa era submetida a sessão de choques. Amelinha também contou que viu seu marido torturado e em coma ao visitá-lo na unidade do DOI-Codi.
Quem foi Ustra
Coronel Ustra em depoimento à Comissão Nacional da Verade, em 10 de maio de 2013
Coronel Ustra em depoimento à Comissão Nacional da Verdade, em 10 de maio de 2013Wilson Dias/Agência Brasil
O militar lembrado pelo parlamentar foi chefe-comandante do Destacamento de Operações Internas (DOI-Codi) de São Paulo no período de 1970 a 1974. Em 10 de maio de 2013, elecompareceu à sessão da Comissão Nacional da Verdade. Apesar do habeas corpus que lhe permitia ficar em silêncio, Ustra respondeu a algumas perguntas. Na oportunidade, negou que tivesse cometido qualquer crime durante seu período no comando do Destacamento de Operações Internas paulista.
No vídeo, o depoimento de Ustra à Comissão Nacional da Verdade
Creative Commons - CC BY 3.0 -

Em abril de 2015, a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, suspendeu uma das ações penais  contra Ustra que tramitava na Justiça Federal em São Paulo. Atendendo a pedido feito pela defesa do militar, a ministra disse, na decisão, que suspendeu a ação pois era necessário aguardar o julgamento da Lei de Anistia pela própria Corte. O militar morreu em 15 de outubro de 2015 no Hospital Santa Helena, em Brasília. Ele tratava de um câncer.
Hoje, Amelinha integra a Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos e é assessora da Comissão da Verdade do Estado de São Paulo Rubens Paiva. Para ela, a homenagem de Bolsonaro a um de seus torturadores pode ser o resgate de uma das páginas mais tristes da história do Brasil.
“O que significa essa declaração do deputado é que ele quer que o Estado brasileiro continue a torturar e exterminar pessoas que pensem diferente dele. Que democracia é essa que quer a tortura, a repressão às pessoas que não concordam com suas ideias?”.





Chega a 525 o número de mortos por terremoto no Equador

Da Agência Lusa
O número de mortos no sismo que atingiu o Equador no sábado subiu para 525, anunciaram hoje as autoridades locais, em um novo balanço.
Um balanço anterior contabilizava 480 mortos e os responsáveis governamentais indicaram que praticamente todas as vítimas morreram na província de Manabi, onde os serviços de emergência ainda procuram corpos dos escombros dos edifícios destruídos pelo tremor de terra.
O tremor de terra teve magnitude 7,8 e é considerado o pior dos últimos 40 anos no Equador.
Centenas de pessoas continuam desaparecidas.




Feriadão no RJ: 245 mil pessoas devem passar pela Rodoviária Novo Rio


Rio de Janeiro - Passageiros lotam Rodoviária Novo Rio para aproveitar o feriado de carnaval (Fernando Frazão/Agência Brasil)
Mais de oito mil ônibus serão colocados pelas empresas para atender as 245 mil pessoas que deverão passar pela Rodoviária Novo Rio durante o feriadão, que começa nesta quinta-feira no Rio de Janeiro  Fernando Frazão Agência Brasil
Cerca de 245 mil pessoas deverão passar, a partir de hoje, (20) pela Rodoviária Novo Rio, durante o feriado prolongado de Tiradentes, que se comemora amanhã (21), e de São Jorge, no dia 23. As 44 empresas de ônibus que operam no terminal vão colocar 8.550 ônibus para atender a população.
Hoje é o dia de maior movimento pela rodoviária, com 32.700 pessoas embarcando com destino às regiões dos Lagos, Costa Verde e serrana, no estado do Rio de Janeiro, além de cidades em Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo.  As passagens podem ser adquiridas nos guichês das empresas e também pelo sitewww.novorio.com.br.
Os usuários podem ainda tirar dúvidas e obter esclarecimentos nas redes sociais da Concessionária Novo Rio  (www.facebook.com/terminalnovorio /@terminalnovorio, no Twitter e @novorio, no Instagram) ou pelo Serviço de Atendimento ao Consumidor (sac@novorio.com.br).
Hotéis
Pesquisa prévia divulgada pela Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado do Rio de Janeiro (Abih-RJ) revela que, até agora, a taxa de ocupação hoteleira para o período de 21 a 23 de abril tem média de 62,28%. Segundo a entidade, o aumento, em comparação a igual período do ano passado, é de 5,56%.
Acima da média geral, aparecem os bairros do Leme e Copacabana (78,66%), Ipanema e Leblon (75,48%) e Flamengo e Botafogo (66,27%). O melhor desempenho foi registrado nos hotéis de três e quatro estrelas dos bairros de Copacabana e Leme, com 81,65% dos quartos ocupados.
No interior fluminense, a ocupação está mais aquecida, de acordo com a pesquisa, alcançando 80,25% de quartos reservados para o final de semana prolongado. Os destinos mais procurados são Petrópolis, na região serrana (98%) e Paraty, na Costa Verde (90%). Seguem-se Búzios, na Região dos Lagos (87%), além de Mangaratiba, na região metropolitana do Rio; Penedo (sul do estado); e Vale do Café (centro-sul fluminense), todos com 85% de ocupação cada. 




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