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Será obrigatório o uso de máscara e o visitante só poderá visitar até o segundo andar do monumento

Empresa que administra monumento especificou que o número de visitantes será limitado | Foto: Bertrand Guay / AFP / CP
A Torre Eiffel será reaberta em 25 de junho após três meses fechado por causa do coronavírus. No entanto, a entrada só será possível com o uso obrigatório de uma máscara, a partir dos 11 anos de idade e o visitante só poderá ir até o segundo andar.
"Após mais de três meses de fechamento no contexto da pandemia do Covid-19, o mais longo desde a Segunda Guerra Mundial, a Torre Eiffel reabrirá suas portas ao público em 25 de junho de 2020 às 10h", anunciou nesta terça-feira a empresa que administra o monumento.
A empresa também especificou em seu site que o número de visitantes será limitado na esplanada e nos andares. Também será estabelecido um sentido de circulação, com subidas na escada leste e descidas na escada oeste.
Dependendo da evolução da situação de saúde, os elevadores que levam os visitantes da esplanada para o segundo andar "podem ser rapidamente postos em serviço em condições adaptadas".
A data de reabertura das bilheterias online será "comunicada muito em breve" e os visitantes são incentivados a comprar ingressos com antecedência no site.
AFP e Correio do Povo
Fechamento é em razão do feriado de Corpus Christi

Bancos estarão fechados na quinta-feira | Foto: Guilherme Testa / CP Memória
Os bancos brasileiros não vão oferecer atendimento nas agências na próxima quinta-feira, 11 de junho, data dedicada a Corpus Christi, de acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). A decisão está em linha com o comunicado do Banco Central nº 35.690, de 19 de maio de 2020, que manteve o cronograma de feriados a despeito de mudanças no calendário de algumas localidades, que anteciparam as folgas por conta da pandemia do novo coronavírus.
A Febraban alerta que as agências bancárias não vão abrir em todos os municípios brasileiros. Não haverá atendimento, inclusive, nos locais que implementaram alguma forma de antecipação do feriado de Corpus Christi em virtude do combate à pandemia.
As agências permanecerão fechadas, conforme a entidade, sem atividades nos sistemas de transferência de reservas (STR), sistema especial de liquidação e de Custódia (Selic) e taxas de câmbio.
Sem atendimento bancário, serão prorrogados para o primeiro dia útil subsequente todos vencimentos de contas, incluindo os boletos e contas de concessionárias, agendamento de pagamentos e envios de transferências.
A Febraban lembra ainda que os caixas eletrônicos (ATMs, na sigla em inglês), aplicativos de celular e internet estarão disponíveis como já ocorre em outros feriados bancários.
Agência Estado e Correio do Povo
Por J.R. Guzzo

Comércio esvaziado no Rio de Janeiro, por causa da pandemia da Covid-19| Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
O Brasil, ao contrário de outros países onde os governos agem segundo as responsabilidades que têm junto ao público, está tendo de enfrentar dois inimigos ao mesmo tempo, nessa angustiante luta contra a epidemia que atormenta vida do país há três meses. Um é o vírus, a Covid-19 e todo o seu potencial de destruição.
Outro, talvez pior, são os amigos do vírus. Estão entre eles governadores e prefeitos, que receberam do Supremo Tribunal Federal poderes de ditadura para “combater” a Covid-19, burocratas e fiscais, médicos que querem agradar quem manda, juízes que decidem os conflitos entre eles e a mídia tradicional. Com o apoio geral de todos os que não precisam trabalhar para ganhar a vida – a começar pelos 12 milhões de funcionários públicos dos três níveis – eles querem que o vírus continue a prosperar.
Uma parte deste mundo sonha com um “isolamento social” ainda mais destrutivo do que já é. Gostariam que ele continuasse por tempo indeterminado – “até que a doença seja curada”, algo que pode demorar os próximos 500 anos. É, mais ou menos, como ficar esperando a cura do câncer.
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Muito poucos, nessa gente toda, estão realmente pensando em saúde pública ou no bem estar das pessoas – se tivessem algum interesse real nisso, a rede pública de hospitais do Brasil não seria essa calamidade que as elites descobriram só agora. Parte quer manter os poderes excepcionais e ilegais que o STF lhes deu; nunca mandaram tanto, e naturalmente querem continuar assim pelo máximo de tempo possível.
Não se trata só de curtir essa experiência como ditador. Há, também, vantagens materiais que não vão ter outra vez no futuro: enquanto a “emergência” durar, governadores, prefeitos e seu entorno podem gastar dinheiro público como bem entendem, sem licitação, concorrência pública ou outras coisas que atrapalham, no “combate à pandemia”.
Você já sabe do que se trata: contratos para desinfetar pontos de ônibus, compras de 1 milhão ou mais de “uniformes descartáveis”, propaganda em cartazes sofisticados dizendo “fique em casa”, aquisição de respiradores artificiais por quatro vezes o preço do mercado – e tudo o mais que a criatividade da corrupção é capaz de produzir.
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Jogam pelo vírus, também, abertos interesses políticos. Manter o país paralisado, com o mínimo de produção e de trabalho, arruína a economia – um recuo de 7% no PIB é a estimativa mais comum para o PIB de 2020. Certo ou errado, os inimigos do governo federal acham que essa desgraça é o que mais pode ajudar neste momento a seus propósitos. Estaria aí o caminho mais eficaz para voltar ao poder sem ter de enfrentar as eleições de 2022, para as quais não têm nenhum candidato sério, nem apoio popular, nem unidade, nem projeto, nem nada.
A salvação, no entendimento de muitos deles, está na confusão e em alguma trapaça legal que permita virar a mesa - coisa que imaginam possível arrumar num tribunal superior desses que há por aí. Nessa balada contam com o apoio maciço da mídia – que faz militância diária para manter vivo o medo da morte, multiplicar os relatos de desgraças reais ou imaginarias, e combater qualquer tentativa de reduzir o confinamento.
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É por aí que se entende os números cada vez mais chocantes de mortos e infectados; eles aumentam, aliás, na exata medida em que os governos de São Paulo e Rio de Janeiro, mais que quaisquer outros, começam a sentir a inviabilidade da quarentena eterna e a pensar em formas de abrandamento. O valor factual de todos os números em circulação, oficiais ou não, é zero; ninguém audita nada, e não existe a mais remota possibilidade de saber o que estão enfiando lá dentro.
Quando sai o boletim oficial diário do Ministério da Saúde e das secretarias estudais, dizendo que morreram 1.300 pessoas naquele dia, pode ser metade, ou o dobro. Também são pura vigarice os números dos que acusam o governo de “subnotificação”, ou os “modelos matemáticos” montados por “centros de pesquisa estrangeiros” – trata-se, apenas, de militância de “ativistas” que exigem a quarentena radical “até a descoberta de uma vacina”, coisa que obviamente não tem data para acontecer. Até lá, qualquer tentativa de tratar a Covid-19 com ouros medicamentos tem de ser proibida.
Será preciso muita força e coragem para o Brasil derrotar os seus verdadeiros inimigos na epidemia.
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Gazeta do Povo
Ministro interino da Saúde afirmou que não haverá mais uma hora para a divulgação

Pazuello quer acompanhar gastos de Estados e municípios | Foto: Marcos Corrêa / PR / CP
O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que seu ministério não tem interesse de esconder dados. "Ao contrário do que está se discutindo na mídia, nós estamos trabalhando para mostrar 100% dos dados."
"Os dados precisam ser completos e sem nenhuma dificuldade de acesso", declarou.
Segundo ele, a busca de todas as informações sobre a doença desde o início da pandemia é um pedido do presidente Jair Bolsonaro. "Estamos trabalhando incessantemente para detalhar os dados (do início da doença em cada paciente até a localização exata dos casos). Se atrasou um pouco, peço desculpas", disse Pazuello.
O titular momentâneo da pasta, que assumiu com a saída do antecessor Nelson Teich, em meados de maio, também afirmou que não haverá mais uma hora específica para a divulgação. "O horário será 24 horas, assim que chegar da secretaria estadual, já entra na plataforma. A qualquer momento."
O interino pediu apenas compreensão para o caso de alguns Estados atrasarem suas informações, o que acabará impactando na soma total dos dados.
Desde quinta-feira da semana passada, o governo passou a divulgar a atualização de casos e óbitos às 22h, e não mais às 19h, como vinha ocorrendo. Na gestão de Luiz Henrique Mandetta, eles começavam a ser informados às 17h.
Pazuello desmentiu a especulação de que o objetivo de sua gestão é reduzir o número de mortos pelo novo coronavírus e assim esconder o impacto da doença no país. De acordo com ele, sua preocupação foi sempre evitar que várias mortes do país deixassem de ser catalogadas como Covid-19, e não o contrário. "Nunca falei em hipernotificação, mas em subnotificação, foi isso que combati."
Segundo diversos estudos, o número de casos e mortes no país é subnotificado. Isto é, representa apenas parte dos registros.
O presidente Bolsonaro, em declarações recentes, deu a entender que médicos do país estariam diagnosticando a doença mesmo quando ela não seria a responsável pela morte. "Tudo vira Covid", disse a apoiadores na frente do Palácio da Alvorada na semana passada.
Em seu longo depoimento na reunião dos ministros, nesta manhã, o ministro interino disse também que acredita que as grandes capitais do país começam a mostrar que atingiram o ápice da doença e que o deslocamento da Covid-19 para as cidades menores poderá ser suprido com a estrutura criada nas cidades maiores.
Pazuello também afirmou que faz questão de acompanhar que destino terá o dinheiro repassado pelo governo federal a Estados e municípios. Afirmou ainda que R$ 48,8 bilhões passaram pelo Ministério da Saúde para o combate à pandemia, já foram distribuídos 11,3 milhões de medicamentos, entre os quais 2,9 milhões de comprimidos de cloroquina. Também foram entregues 115 milhões de itens de epi (equipamento de proteção individual) para profissionais de saúde e 10 milhões de testes aos Estados do país.
R7 e Correio do Povo
Segundo presidente, órgão não transmite confiabilidade

Presidente voltou a criticar a OMS | Foto: Marcos Corrêa / PR / CP
Após reunião ministerial nesta terça-feira, o presidente da República, Jair Bolsonaro, voltou a criticar a Organização Mundial da Saúde (OMS) ao dizer que a entidade internacional "parece mais um partido político". Ele disse que, após a pandemia, o Brasil deve avaliar a permanência na organização, composta por 194 Estados-membros da Organização das Nações Unidas (ONU).
Bolsonaro falou sobre o tema ao ser questionado por jornalistas, na saída do Palácio da Alvorada, sobre o fato de que não há comprovação sobre o nível de transmissão do vírus por pessoas assintomáticas.
Na segunda-feira, a diretora técnica da entidade, Maria Van Kerkhove, disse que a transmissão por pacientes sem sintomas era "muito rara", e o presidente usou a fala para defender a flexibilização da quarentena nesta terça. No entanto, a organização fez uma retificação e afirmou que a transmissão da Covid-19 está, sim, ocorrendo a partir de casos assintomáticos da doença, mas ainda não há conclusões sobre a proporção.
"Temos de ser realistas, nós sabemos que não tem comprovação de nada. Até a hidroxicloroquina não tem comprovação. A OMS voltou atrás, desaconselhou estudos e depois voltou atrás. OMS é uma organização que está titubeando, parece mais um partido político.", disse o presidente.
Segundo ele, o Brasil vai pensar, depois da pandemia, se continua como integrante da OMS. "O Brasil vai pensar nisso depois que acabar a pandemia, a gente vai pensar seriamente se sai ou não, porque não transmite confiabilidade. Muita gente perdeu a vida porque ficou em casa, muita gente sente dor no peito e não foi para o hospital por medo do vírus e acabou enfartando e morrendo."
Diante dos milhares de mortos pela pandemia no mundo todo, Bolsonaro afirmou, sem apresentar evidências, que esses óbitos não ocorreram por falta de respiradores e leitos de UTI, e sim pela falta de remédios com comprovação científica, citando como exemplo a hidroxicloroquina.
"Muitos faleceram porque pode ser que lá na frente pode se comprovar, por falta da hidroxicloroquina. Mudamos (o protocolo) para que a hidroxicloroquina pudesse ser utilizado a partir dos primeiros sintomas. Obviamente tem de ouvir o médico. Quem não quiser usar, não use", declarou o presidente da República.
Agência Estado e Correio do Povo