Polícia indicia 11 pessoas por homicídio culposo no caso da cervejaria Backer

Inquérito confirmou que intoxicação por dietilenoglico afetou 29 vítimas, sendo que sete delas morreram

Durante os cinco meses de investigações, não houve pedidos de prisão


Polícia Civil de Minas Gerais indiciou 11 pessoas por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, lesão corporal e contaminação alimentícia no inquérito que apura a intoxicação de 42 pessoas por dietilenoglicol após consumo da cerveja Belorizontina, da marca Backer. Do total de vítimas, as suspeitas eram que nove haviam morrido devido a ingestão do produto. Foram confirmadas pela investigação, no entanto, 29 vítimas, com sete mortes. Não houve pedidos de prisão.
O inquérito apontou técnicos da empresa como os principais responsáveis pela contaminação. Foram indiciados por homicídio culposo, lesão corporal culposa e contaminação de produto alimentar o chefe de manutenção e seis técnicos do setor de produção.
Três integrantes do comando da Backer foram indiciados por contaminação de produto alimentício e, dentro da legislação de Defesa do Consumidor, por não dar publicidade a produto alimentar contaminado. Foi indiciado ainda a testemunha que mentiu durante o depoimento. Os nomes não foram revelados.
Segundo as investigações, o dietilenoglicol, utilizado no processo externo de resfriamento da produção, vinha sendo lançado diretamente nos tanques que armazenavam a cerveja por rachaduras nos equipamentos.
Os primeiros casos de contaminação surgiram no final do ano passado. Ao longo das investigações, no entanto, ficou comprovado que o vazamento ocorria desde 2018. "O que ocorreu foi acidental, mas passível de punição", afirmou o delegado Flávio Grossi, responsável pelas investigações. O inquérito, que durou cinco meses, foi concluído nesta terça-feira.
Ficou comprovado, conforme as investigações, que a empresa não seguiu manuais das fábricas dos equipamentos utilizados na produção e aplicaram produtos não previstos para o resfriamento da cerveja. O correto seria a utilização de álcool.

Agência Estado e Correio do Povo


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Sapucaia do Sul (RS) confirma primeiro caso de dengue em 2020

Em 2019, o município teve a confirmação de 11 casos de dengue, sendo 9 casos autóctones

Ao todo, foram vistoriadas 1.959 casas em diversos bairros do município

A Prefeitura de Sapucaia do Sul confirmou, nessa segunda, o primeiro caso de dengue na cidade este ano. O caso autóctone (transmissão local) refere-se a uma pessoa do bairro Fortuna, que trabalha no município de Canoas. Equipes da Vigilância em Saúde já estiveram no local e alertaram os moradores e repassando orientações como, no caso de febre, associada a sintomas como dor muscular, dores de cabeça, atrás dos olhos ou manchas vermelhas no corpo, é preciso buscar atendimento médico.
Em fevereiro, o Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa) apontou 48 focos do mosquito transmissor da dengue, chikungunya, febre amarela e zika vírus, classificando a cidade em médio risco de transmissão da doença. Ao total, foram vistoriadas 1.959 casas e os bairros Boa Vista, Pasqualini, Nova Sapucaia, Capão da Cruz, Fortuna, Primor, Diehl, Vargas e Sete apresentaram número significativo de focos. Em 2019, o município teve a confirmação de 11 casos de dengue, sendo 9 casos autóctones.
A Vigilância segue com ações de vistoria em pontos estratégicos como cemitérios, borracharias, lavagens e reciclagens, entre outros além de atender a denúncias da comunidade. Denúncias de criadouros de mosquito podem ser feitas pelos telefones (51) 3451-0624 e (51) 3452-6119.

Correio do Povo

China tira pangolim de sua lista de ingredientes para medicina tradicional

Sumiram da lista também as substâncias extraídas das fezes dos morcegos

Pangolim pode ter tido papel fundamental na transmissão da Covid-19 ao homem, segundo estudos


A China removeu o pangolim, uma espécie em extinção, de sua lista oficial de ingredientes para remédios tradicionais, informou a imprensa estatal nesta terça-feira. Juntamente com o pangolim sumiram da lista de farmacoterapia tradicional as substâncias extraídas das fezes dos morcegos, informou o Health Times.
O pangolim, um pequeno mamífero conhecido por suas escamas, pode ter tido um papel fundamental na transmissão do novo coronavírus ao homem, segundo estudos. Suas escamas são altamente valorizadas na medicina tradicional chinesa, embora os cientistas afirmem que não têm valor terapêutico.
As autoridades ambientais deram na sexta-feira o mais alto nível de proteção oficial da China aos pangolins, para tentar limitar sua perseguição.
A China começou a limitar a venda de animais selvagens nos mercados nos últimos meses, após a catástrofe global causada pelo novo coronavírus, que emergiu oficialmente em um mercado na cidade de Wuhan em dezembro.

AFP e Correio do Povo


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Sindicato dos Rodoviários alerta para paralisação do transporte em Porto Alegre

Sindicato dos Rodoviários de Porto Alegre protestou em frente à garagem da Sopal na manhã desta terça-feira

Sindicato dos Rodoviários de Porto Alegre protestou em frente da garagem da Sopal na manhã desta terça-feira

Durante o protesto dos rodoviários de Porto Alegre, na manhã desta terça-feira, em frente à garagem da Sopal no bairro Rubem Berta, o presidente em exercício do Sindicato dos Rodoviários de Porto Alegre (Stetpoa), Sandro Abbade, alertou a categoria de uma possível paralisação geral do transporte público caso os salários e benefícios dos rodoviários não sejam pagos. 
"Estamos informando a categoria que a qualquer momento podemos parar o transporte público de Porto Alegre. O trabalhador rodoviário está perdendo. É inadmissível que quem transporta a cidade tenha seus vencimentos parcelados", ressaltou o presidente em exercício. O sindicalista fez um apelo para que a prefeitura cobre das empresas o pagamento dos salários e dos benefícios dos rodoviários. Os manifestantes ligados ao Sindicato realizaram a distribuição de panfletos alertando a categoria sobre o parcelamento dos vencimentos e dos benefícios.
Abbade afirmou que a iniciativa da categoria, formada por aproximadamente oito mil trabalhadores, foi mostrar para a patronal que os trabalhadores querem dialogar sobre o que está ocorrendo. "Estamos defendendo que os trabalhadores não tenham mais os seus salários parcelados e que parem as demissões”, destacou.
Grupo de 20 sindicalistas, que iniciou ato às 5h em frente ao consório MOB, também reclamrou de demissões por parte da empresa de ônibus. Com bandeiras e faixas, os rodoviários abordaram motoristas, cobradores e funcionários administrativos que chegavam ou que saiam para trabalhar. A Sopal possui 206 ônibus que atendem 19 linhas na zona Norte da cidade. No local, trabalham 900 funcionários. Não houve bloqueio da garagem, e os ônibus saíram normalmente da empresa. A manifestação foi acompanhada pelos fiscais da EPTC e pela Brigada Militar. 
Um levantamento do sindicato mostrou que 80% das empresas aderiram ao parcelamento de salários, mesmo com a adesão ao programa do governo federal, o que na avaliação da entidade é inadmissível para os trabalhadores que vêm cumprindo papel essencial no enfrentamento da Covid-19 em Porto Alegre. Abbade afirmou que a categoria é considerada linha de frente no enfrentamento ao coronavírus e está sendo prejudicada. “Os trabalhadores estão são penalizados com os cortes de benefícios, parcelamentos salariais, atrasos no vale-alimentação e demissões em algumas empresas”, acrescentou.
Em nota, a Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP) informou que sobre o parcelamento dos salários, a situação das empresas é bastante grave, e há dificuldade para pagar itens básicos da operação como o salário, e até o combustível. "A crise já vinha sendo enfrentada pelas empresas de ônibus, mas se agravou com a pandemia da Covid-19, chegando a ter uma queda de mais de 70% no número de passageiros".
O documento diz ainda que o "prejuízo desde o início da pandemia ultrapassa os R$ 40 milhões. As empresas de ônibus seguem buscado, junto a outras entidades do setor, apoio dos governos em todas as esferas, federal, estadual e municipal, mas até o momento não obtiveram êxito".

Correio do Povo

Torre Eiffel reabrirá ao público em 25 de junho

Será obrigatório o uso de máscara e o visitante só poderá visitar até o segundo andar do monumento

Empresa que administra monumento especificou que o número de visitantes será limitado

Empresa que administra monumento especificou que o número de visitantes será limitado | Foto: Bertrand Guay / AFP / CP


A Torre Eiffel será reaberta em 25 de junho após três meses fechado por causa do coronavírus. No entanto, a entrada só será possível com o uso obrigatório de uma máscara, a partir dos 11 anos de idade e o visitante só poderá ir até o segundo andar.

"Após mais de três meses de fechamento no contexto da pandemia do Covid-19, o mais longo desde a Segunda Guerra Mundial, a Torre Eiffel reabrirá suas portas ao público em 25 de junho de 2020 às 10h", anunciou nesta terça-feira a empresa que administra o monumento.

A empresa também especificou em seu site que o número de visitantes será limitado na esplanada e nos andares. Também será estabelecido um sentido de circulação, com subidas na escada leste e descidas na escada oeste.

Dependendo da evolução da situação de saúde, os elevadores que levam os visitantes da esplanada para o segundo andar "podem ser rapidamente postos em serviço em condições adaptadas".

A data de reabertura das bilheterias online será "comunicada muito em breve" e os visitantes são incentivados a comprar ingressos com antecedência no site.


AFP e Correio do Povo

Bancos não vão abrir agências no dia 11 de junho, diz Febraban

Fechamento é em razão do feriado de Corpus Christi

Bancos estarão fechados na quinta-feira

Bancos estarão fechados na quinta-feira | Foto: Guilherme Testa / CP Memória


Os bancos brasileiros não vão oferecer atendimento nas agências na próxima quinta-feira, 11 de junho, data dedicada a Corpus Christi, de acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). A decisão está em linha com o comunicado do Banco Central nº 35.690, de 19 de maio de 2020, que manteve o cronograma de feriados a despeito de mudanças no calendário de algumas localidades, que anteciparam as folgas por conta da pandemia do novo coronavírus.

A Febraban alerta que as agências bancárias não vão abrir em todos os municípios brasileiros. Não haverá atendimento, inclusive, nos locais que implementaram alguma forma de antecipação do feriado de Corpus Christi em virtude do combate à pandemia.

As agências permanecerão fechadas, conforme a entidade, sem atividades nos sistemas de transferência de reservas (STR), sistema especial de liquidação e de Custódia (Selic) e taxas de câmbio.

Sem atendimento bancário, serão prorrogados para o primeiro dia útil subsequente todos vencimentos de contas, incluindo os boletos e contas de concessionárias, agendamento de pagamentos e envios de transferências.

A Febraban lembra ainda que os caixas eletrônicos (ATMs, na sigla em inglês), aplicativos de celular e internet estarão disponíveis como já ocorre em outros feriados bancários.


Agência Estado e Correio do Povo

Brasil precisa de muita força e coragem para derrotar os verdadeiros inimigos da Covid-19

Por J.R. Guzzo

Comércio esvaziado no Rio de Janeiro, por causa da pandemia da Covid-19| Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil


O Brasil, ao contrário de outros países onde os governos agem segundo as responsabilidades que têm junto ao público, está tendo de enfrentar dois inimigos ao mesmo tempo, nessa angustiante luta contra a epidemia que atormenta vida do país há três meses. Um é o vírus, a Covid-19 e todo o seu potencial de destruição.

Outro, talvez pior, são os amigos do vírus. Estão entre eles governadores e prefeitos, que receberam do Supremo Tribunal Federal poderes de ditadura para “combater” a Covid-19, burocratas e fiscais, médicos que querem agradar quem manda, juízes que decidem os conflitos entre eles e a mídia tradicional. Com o apoio geral de todos os que não precisam trabalhar para ganhar a vida – a começar pelos 12 milhões de funcionários públicos dos três níveis – eles querem que o vírus continue a prosperar.

Uma parte deste mundo sonha com um “isolamento social” ainda mais destrutivo do que já é. Gostariam que ele continuasse por tempo indeterminado – “até que a doença seja curada”, algo que pode demorar os próximos 500 anos. É, mais ou menos, como ficar esperando a cura do câncer.

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Muito poucos, nessa gente toda, estão realmente pensando em saúde pública ou no bem estar das pessoas – se tivessem algum interesse real nisso, a rede pública de hospitais do Brasil não seria essa calamidade que as elites descobriram só agora. Parte quer manter os poderes excepcionais e ilegais que o STF lhes deu; nunca mandaram tanto, e naturalmente querem continuar assim pelo máximo de tempo possível.

Não se trata só de curtir essa experiência como ditador. Há, também, vantagens materiais que não vão ter outra vez no futuro: enquanto a “emergência” durar, governadores, prefeitos e seu entorno podem gastar dinheiro público como bem entendem, sem licitação, concorrência pública ou outras coisas que atrapalham, no “combate à pandemia”.

Você já sabe do que se trata: contratos para desinfetar pontos de ônibus, compras de 1 milhão ou mais de “uniformes descartáveis”, propaganda em cartazes sofisticados dizendo “fique em casa”, aquisição de respiradores artificiais por quatro vezes o preço do mercado – e tudo o mais que a criatividade da corrupção é capaz de produzir.

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Jogam pelo vírus, também, abertos interesses políticos. Manter o país paralisado, com o mínimo de produção e de trabalho, arruína a economia – um recuo de 7% no PIB é a estimativa mais comum para o PIB de 2020. Certo ou errado, os inimigos do governo federal acham que essa desgraça é o que mais pode ajudar neste momento a seus propósitos. Estaria aí o caminho mais eficaz para voltar ao poder sem ter de enfrentar as eleições de 2022, para as quais não têm nenhum candidato sério, nem apoio popular, nem unidade, nem projeto, nem nada.

A salvação, no entendimento de muitos deles, está na confusão e em alguma trapaça legal que permita virar a mesa - coisa que imaginam possível arrumar num tribunal superior desses que há por aí. Nessa balada contam com o apoio maciço da mídia – que faz militância diária para manter vivo o medo da morte, multiplicar os relatos de desgraças reais ou imaginarias, e combater qualquer tentativa de reduzir o confinamento.

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É por aí que se entende os números cada vez mais chocantes de mortos e infectados; eles aumentam, aliás, na exata medida em que os governos de São Paulo e Rio de Janeiro, mais que quaisquer outros, começam a sentir a inviabilidade da quarentena eterna e a pensar em formas de abrandamento. O valor factual de todos os números em circulação, oficiais ou não, é zero; ninguém audita nada, e não existe a mais remota possibilidade de saber o que estão enfiando lá dentro.

Quando sai o boletim oficial diário do Ministério da Saúde e das secretarias estudais, dizendo que morreram 1.300 pessoas naquele dia, pode ser metade, ou o dobro. Também são pura vigarice os números dos que acusam o governo de “subnotificação”, ou os “modelos matemáticos” montados por “centros de pesquisa estrangeiros” – trata-se, apenas, de militância de “ativistas” que exigem a quarentena radical “até a descoberta de uma vacina”, coisa que obviamente não tem data para acontecer. Até lá, qualquer tentativa de tratar a Covid-19 com ouros medicamentos tem de ser proibida.

Será preciso muita força e coragem para o Brasil derrotar os seus verdadeiros inimigos na epidemia.

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Gazeta do Povo

Estamos trabalhando para mostrar 100% dos dados, diz Pazuello

Ministro interino da Saúde afirmou que não haverá mais uma hora para a divulgação

Pazuello quer acompanhar gastos de Estados e municípios

Pazuello quer acompanhar gastos de Estados e municípios | Foto: Marcos Corrêa / PR / CP


O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que seu ministério não tem interesse de esconder dados. "Ao contrário do que está se discutindo na mídia, nós estamos trabalhando para mostrar 100% dos dados."

"Os dados precisam ser completos e sem nenhuma dificuldade de acesso", declarou.

Segundo ele, a busca de todas as informações sobre a doença desde o início da pandemia é um pedido do presidente Jair Bolsonaro. "Estamos trabalhando incessantemente para detalhar os dados (do início da doença em cada paciente até a localização exata dos casos). Se atrasou um pouco, peço desculpas", disse Pazuello.

O titular momentâneo da pasta, que assumiu com a saída do antecessor Nelson Teich, em meados de maio, também afirmou que não haverá mais uma hora específica para a divulgação. "O horário será 24 horas, assim que chegar da secretaria estadual, já entra na plataforma. A qualquer momento."

O interino pediu apenas compreensão para o caso de alguns Estados atrasarem suas informações, o que acabará impactando na soma total dos dados.

Desde quinta-feira da semana passada, o governo passou a divulgar a atualização de casos e óbitos às 22h, e não mais às 19h, como vinha ocorrendo. Na gestão de Luiz Henrique Mandetta, eles começavam a ser informados às 17h.

Pazuello desmentiu a especulação de que o objetivo de sua gestão é reduzir o número de mortos pelo novo coronavírus e assim esconder o impacto da doença no país. De acordo com ele, sua preocupação foi sempre evitar que várias mortes do país deixassem de ser catalogadas como Covid-19, e não o contrário. "Nunca falei em hipernotificação, mas em subnotificação, foi isso que combati."

Segundo diversos estudos, o número de casos e mortes no país é subnotificado. Isto é, representa apenas parte dos registros.

O presidente Bolsonaro, em declarações recentes, deu a entender que médicos do país estariam diagnosticando a doença mesmo quando ela não seria a responsável pela morte. "Tudo vira Covid", disse a apoiadores na frente do Palácio da Alvorada na semana passada.

Longo discurso

Em seu longo depoimento na reunião dos ministros, nesta manhã, o ministro interino disse também que acredita que as grandes capitais do país começam a mostrar que atingiram o ápice da doença e que o deslocamento da Covid-19 para as cidades menores poderá ser suprido com a estrutura criada nas cidades maiores.

Pazuello também afirmou que faz questão de acompanhar que destino terá o dinheiro repassado pelo governo federal a Estados e municípios. Afirmou ainda que R$ 48,8 bilhões passaram pelo Ministério da Saúde para o combate à pandemia, já foram distribuídos 11,3 milhões de medicamentos, entre os quais 2,9 milhões de comprimidos de cloroquina. Também foram entregues 115 milhões de itens de epi (equipamento de proteção individual) para profissionais de saúde e 10 milhões de testes aos Estados do país.


R7 e Correio do Povo


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Bolsonaro diz que OMS parece partido político e ameaça deixar organização

Segundo presidente, órgão não transmite confiabilidade

Presidente voltou a criticar a OMS

Presidente voltou a criticar a OMS | Foto: Marcos Corrêa / PR / CP


Após reunião ministerial nesta terça-feira, o presidente da República, Jair Bolsonaro, voltou a criticar a Organização Mundial da Saúde (OMS) ao dizer que a entidade internacional "parece mais um partido político". Ele disse que, após a pandemia, o Brasil deve avaliar a permanência na organização, composta por 194 Estados-membros da Organização das Nações Unidas (ONU).

Bolsonaro falou sobre o tema ao ser questionado por jornalistas, na saída do Palácio da Alvorada, sobre o fato de que não há comprovação sobre o nível de transmissão do vírus por pessoas assintomáticas.

Na segunda-feira, a diretora técnica da entidade, Maria Van Kerkhove, disse que a transmissão por pacientes sem sintomas era "muito rara", e o presidente usou a fala para defender a flexibilização da quarentena nesta terça. No entanto, a organização fez uma retificação e afirmou que a transmissão da Covid-19 está, sim, ocorrendo a partir de casos assintomáticos da doença, mas ainda não há conclusões sobre a proporção.

"Temos de ser realistas, nós sabemos que não tem comprovação de nada. Até a hidroxicloroquina não tem comprovação. A OMS voltou atrás, desaconselhou estudos e depois voltou atrás. OMS é uma organização que está titubeando, parece mais um partido político.", disse o presidente.

Segundo ele, o Brasil vai pensar, depois da pandemia, se continua como integrante da OMS. "O Brasil vai pensar nisso depois que acabar a pandemia, a gente vai pensar seriamente se sai ou não, porque não transmite confiabilidade. Muita gente perdeu a vida porque ficou em casa, muita gente sente dor no peito e não foi para o hospital por medo do vírus e acabou enfartando e morrendo."

Diante dos milhares de mortos pela pandemia no mundo todo, Bolsonaro afirmou, sem apresentar evidências, que esses óbitos não ocorreram por falta de respiradores e leitos de UTI, e sim pela falta de remédios com comprovação científica, citando como exemplo a hidroxicloroquina.

"Muitos faleceram porque pode ser que lá na frente pode se comprovar, por falta da hidroxicloroquina. Mudamos (o protocolo) para que a hidroxicloroquina pudesse ser utilizado a partir dos primeiros sintomas. Obviamente tem de ouvir o médico. Quem não quiser usar, não use", declarou o presidente da República.


Agência Estado e Correio do Povo