Prorrogar auxílio por dois meses vai permitir retorno seguro ao trabalho, diz Guedes

Governo decidiu pelo pagamento de mais duas parcelas de R$ 300 a trabalhadores informais

Ministro Paulo Guedes afirmou durante o anúncio que parcelas de R$ 300 darão um

Ministro Paulo Guedes afirmou durante o anúncio que parcelas de R$ 300 darão um "retorno seguro ao trabalho" | Foto: Marcos Corrêa / PR / Divulgação / CP


O ministro da Economia, Paulo Guedes, considera que a extensão do auxílio emergencial por mais dois meses, em julho e agosto, marcará o período necessário para que haja uma organização do "retorno seguro ao trabalho", seguindo protocolos internacionais. O comentário foi feito durante reunião ministerial no Palácio da Alvorada, nesta terça-feira, transmitida ao vivo pela TV Brasil.

No início da semana, o governo bateu o martelo e decidiu pagar mais duas parcelas de R$ 300 aos trabalhadores informais - além das três primeiras parcelas inicialmente aprovadas, de R$ 600, com vigência até julho. O programa já concedeu o benefício a 58,6 milhões de brasileiros.

"O primeiro passo, vamos lançar essa camada de proteção, com a extensão do auxílio emergencial por dois meses, enquanto isso organiza-se a volta, o retorno seguro ao trabalho, dentro dos bons protocolos", disse o ministro no encontro.

Segundo Guedes, o governo espera que "nesses 60 dias haja uma organização de retorno seguro ao trabalho". "Depois entramos em uma fase, finalmente, de decolarmos novamente atravessando as duas ondas. Esse é o desafio", declarou.

Na segunda-feira, Guedes sinalizou que o governo apresentará um novo formato do Bolsa Família, que passaria a se chamar Renda Brasil. Ele fez uma breve explicação do que seria o programa de auxílio para famílias de baixa renda em reunião com outros ministros e lideranças partidárias.

Segundo o ministro, a intenção seria tirar faixas da população da linha de pobreza após a pandemia do novo coronavírus, mas não deu detalhes sobre valores e prazos para lançamento. A prorrogação do auxílio emergencial deve ser um primeiro passo na direção da discussão mais ampla sobre a criação de uma renda básica no Brasil.


Como mostrou o Estadão recentemente, a equipe econômica quer atrelar esse debate a uma revisão de gastos sociais considerados ineficientes. Na mira dos técnicos estão gastos como abono salarial, seguro-defeso (pago a pescadores artesanais no período de reprodução dos peixes, quando a pesca é proibida) e farmácia popular.

Na área econômica, a avaliação é de que esse debate deve começar, mas “sem pressa”. A ideia é discutir detalhadamente como melhorar a alocação dos recursos que já existem no Orçamento para fortalecer as políticas sociais e melhorar a distribuição de renda. Alguns dos benefícios existentes hoje, como o próprio abono ou a farmácia popular, acabam contemplando inclusive famílias de renda mais alta.


Agência Estado e Correio do Povo


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A PASSOS LARGOS

Texto de Mara Montezuma Assaf

Estou , impotente, a observar o transcorrer dos fatos e como caminhamos a passos largos para nos tornarmos uma Venezuela. Lá tudo começou com o aparelhamento do poder judiciário pois Chávez tratou de logo no primeiro governo  fazer uma constituinte e forjar uma Constituição que o agradasse.

Aqui já temos essa Constituição desde 88 porque foram deputados esquerdistas  que a escreveram, cheia de brechas qual colcha de retalhos para beneficiar criminosos e corruptos. E o nosso judiciário nada mais é que uma reunião de togados escolhidos nos últimos 20 anos pelos presidentes FHC, Lula e Dilma. Preciso explicar?

A imprensa nacional unida com a internacional , diariamente bate em Bolsonaro, a tal ponto que recebi mensagem de amigo espanhol preocupado com minha família, e para exemplificar ele gravou um programa jornalístico da TV e me enviou onde pintavam o Brasil como um país caótico nas mãos de um ditador!

Agora me digam: qual foi o ato , a ação do governo que se mostrou autoritária e antidemocrática?  Ele interferiu na liberdade de imprensa, ele impediu manifestações contrárias?  Dizem que ele quer escamotear os dados de vítimas do Covid19, quando é exatamente o contrário, quem está alterando os dados são  os institutos que fazem a contagem, deixando acumular números de dias anteriores e soltando com os números do dia, aumentando o número de vítimas, e isso sem falar que hoje ninguém mais morre de infarto, pneumonia...alguém morreu , é automaticamente contado entre as vítimas da pandemia.

Quem manipula os dados são os adversários de Bolsonaro , mas quem tiver a paciência de me ler, vai me chamar de bolsominio... Qual governante tomou uma atitude tão efetiva para amenizar as agruras do povo diante das consequências econômicas do COVID19 como Bolsonaro, através do maior derrame de renda feito abaixo da linha do Equador , e isto não mereceu sequer uma nota nos jornais!?

Querem arrancar do poder a todo custo um homem que nos seus dois anos de governo não teve uma acusação sequer de roubo, de corrupção, e a maior acusação que fazem dele é seu comportamento autoritário, . Ele é explosivo sim, é genioso, mas suas ações de governo são autoritárias e antidemocráticas? Nunca ouvi dizer que um homem fosse ser julgado pelo seu temperamento.

Chamam-no de nazista, fascista, homofóbico, tosco, baseados em que? Em insultos lançados repetidamente pelos seus adversários , estratégia  que segundo Goebbels, acabaria por  tornar o insulto uma verdade. Quem usa de estratégia nazista são aqueles que o insultam. Estas pessoas "maria-vai-com-as-outras" , que engolem noticiário sem o menor senso crítico e  que chamam os eleitores de Bolsonaro de gado,  são manipulados por uma imprensa que só vai se dar por satisfeita quando conseguir tirar o presidente do poder. Afinal, é um militar, e só esta palavra já lhes causa urticária!

Quando o povo brasileiro estiver nas condições dos da Argentina ou pior, da Venezuela, vão se lembrar com saudade deste país, mas estes que atacam Bolsonaro sentirão remorso? O editorial do Estadão de hoje anuncia vitorioso: "Brasil manchado também nos Estados Unidos". Um grande jornal que hoje só serve para embrulhar lixo.


Pontocritico.com

DOS PORÕES PARA A SALA

CONSPIRAÇÃO

Quando se ouve a palavra -CONSPIRAÇÃO- o que sempre vem à mente é um combinado PLANO SECRETO urdido por uma ou mais pessoas, com o claro propósito de prejudicar, ou se ver livre, de alguém e/ou, geralmente um governante.

NADA SECRETA

No Brasil, por tudo que estamos ouvindo e assistindo, o que está mais do que evidente é que a CONSPIRAÇÃO para tirar Jair Bolsonaro da presidência e, se possível, também o seu vice, Hamilton Mourão, está sendo URDIDA na SALA , de forma NADA SECRETA, bem longe dos porões onde estes atos normalmente acontecem.

REUNIÃO DE DESAFETOS

A vontade de mandar o presidente às favas o quanto antes é de tal ordem que nas reuniões -abertas- e nas listas de pessoas que estão dispostas a CONSPIRAR aparecem dezenas de políticos e/ou apoiadores que até pouco tempo atrás se consideravam, mutuamente, como DESAFETOS e/ou INIMIGOS IRRECONCILIÁVEIS.

MÍDIA

Se uns, por algum momento chegaram a mostrar um certo acanhamento para participar do NÍTIDO CONLUIO, depois que perceberam que boa parte da MÍDIA está em campanha aberta e descarada para tirar o presidente do cargo, aí deixaram as dúvidas para trás e entraram de cabeça na CONSPIRAÇÃO.

STF ENGROSSANDO A FILEIRA DOS CONSPIRADORES

Mas, o que mais espanta, notadamente àqueles que apoiam o governo Bolsonaro, é que o -STF- também resolveu engrossar a fileira dos CONSPIRADORES. Sabedores da DESCOMUNAL FORÇA que possuem, sem serem minimamente incomodados, não raro os ministros entram em cena para DECIDIR O QUE BEM ENTENDEM, pouco se lixando para o que está escrito na Constituição Federal.

BRASIL REGRESSISTA

No meio deste pesado tiroteio, o que mais chama a atenção é que o governo Bolsonaro está sendo ATACADO pelos seus ACERTOS e não pelos seus ERROS. Além de atacar a CORRUPÇÃO, todas as medidas que foram tomadas, e muitas outras que foram encaminhadas ao Legislativo na tentativa de obter aprovação, praticamente todas são BENÉFICAS para o nosso empobrecido Brasil.

Como se vê, os CONSPIRADORES querem porque querem a volta do BRASIL REGRESSISTA, onde sobra IDEOLOGIA e falta DISCERNIMENTO.



Pontocritico.com

Covid-19: governo prorroga auxílio emergencial por mais dois meses


Mídia de cabeçalho

Em reunião ministerial, Paulo Guedes confirmou o pagamento da ajuda a informais até agosto. O Ministro da Economia disse também que vai lançar novos programas de renda social e formalização de trabalhadores.

TSE julga se deve cassar chapa Bolsonaro-Mourão. Há motivos para o presidente se preocupar?

Chapa formada por Bolsonaro e Mourão corre risco de cassação no Tribunal Superior Eleitoral: será mesmo?| Foto: Bruno Batista /VPR

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começará a julgar nesta terça-feira (8) a admissibilidade de duas ações que pedem a cassação da chapa eleitoral de Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão à Presidência da República em 2018. O TSE vai decidir se abre ou não um processo de investigação contra a chapa. A sessão por videoconferência está marcada para começar às 19 horas.

O julgamento dessas duas ações, apresentadas em 2018 pelos ex-candidatos à presidência Marina Silva e Guilherme Boulos, começou em novembro de 2019 e foi interrompido por causa de um pedido de vista do ministro Edson Fachin. Os autores levantam suspeitam da responsabilidade da chapa no ataque hacker a um grupo de Facebook chamado “Mulheres Unidas contra Bolsonaro”, que teve seu nome modificado para “Mulheres COM Bolsonaro #17”.

Como elemento para embasar essa suspeita, citam um tuíte do presidente em que ele afirma: “Obrigado pela consideração, mulheres de todo o Brasil!”. O tuíte foi publicado logo depois do ataque, e o presidente incluiu na publicação uma imagem da página modificada.


 
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Gazeta do Povo

Apesar de George Floyd, violência policial contra negros está em baixa nos EUA

Por Tiago Cordeiro, especial para a Gazeta do Povo


    Apesar da narrativa, os dados mostram que a violência policial que tem como alvo preferencial os negros é um mito do nosso tempo.| Foto: AFP


    Quantos George Floyd morrem nos Estados Unidos por ano? O caso do civil negro e asfixiado por um policial branco em Minneapolis enquanto já estava dominado desencadeou uma série de protestos e saques pelo país. Mas os números sugerem que o número de afroamericanos alvejados por agentes em serviço vem diminuindo.

    Um levantamento produzido pelo jornal Washington Post, que mapeia os incidentes envolvendo policiais desde 2015, indica que, em 2019, foram alvejadas por tiros nove pessoas negras desarmadas e 19 armadas, totalizando 28 atingidos. Em 2015, foram 38 afroamericanos desarmados e 32 armados, num total de 70 pessoas. A mesma pesquisa indicou que, em 2018, afroamericanos responderam por 53% das tentativas de homicídio e por 60% dos roubos, mesmo compondo apenas 13% da população.

    Quando se trata do total de crimes violentos registrados no país em 2018, 547.948 envolviam negros agredindo brancos. Em 59.778 dos casos, brancos atingiram vítimas negras. Em 70% dos incidentes violentos envolvendo pessoas negras, tanto agressor quanto vítima eram da mesma etnia. Dos assassinatos registrados em 2013, na proporção do número de membros de cada etnia, 0,77% envolveu negros mortos por brancos. E 53,94% envolveram negros mortos por negros.

    Por que ainda assim a polícia tem essa fama de alimentar um racismo institucionalizado?

    Objetivos secretos

    “Os policiais americanos, em geral, são boas pessoas. Eles cuidam das ruas das nossas cidades todos os dias”, afirma Haven Simmons, professor da Universidade de Salisbury e ex-porta-voz do departamento de polícia da Flórida. “Regiões violentas das cidades apresentam para as forças policiais uma situação de perde-perde: envie agentes e eles serão acusados de racismo, assédio e brutalidade; retire os agentes e eles serão acusados de negligenciar os negros em privilégio das áreas ocupadas por ricos”.

    Para o pesquisador, “as alegações racistas disseminadas na sociedade encobrem uma agenda que visa uma utopia socialista, cujo objetivo final é a anarquia que vai levar a um governo tirânico. Seguido esse objetivo, a mídia progressista prefere focar em confrontos entre policiais brancos e civis negros. São incidentes raros na rotina policial, mas a divulgação massiva ajuda a construir uma narrativa sobre um suposto racismo estrutural”.

    O resultado, diz ele, é que o país está sob cerco. “Vai ser curioso observar o que acontecerá quando os saqueadores chegarem aos subúrbios, às cidades menores e às áreas rurais, onde muitos americanos estão armados e não confiam mais na capacidade da força policial em protegê-los”.

    No artigo Como a narrativa tóxica influencia a forma como vemos a polícia, Rafael A. Mangual, diretor jurídico do Manhattan Institute, escreve que “a polícia tem sido alvo de uma campanha venenosa, de décadas, para apresentar a aplicação da lei como uma engrenagem no maquinário racialmente opressivo do sistema de Justiça”. Esse tipo de pensamento, diz ele, ignora “os progressos espantosos feitos na direção da tolerância racial”.

    Menos tiros

    Isso não significa, diz o especialista, que a polícia seja perfeita, “eles não são perfeitos, e alguns sucumbem ao que pode ser um senso de autoridade intoxicante”. Mas os números, lembra ele, indicam que houve, sim, muitos avanços na direção de um tratamento igualitário para diferentes etnias. Por exemplo: em 2015, uma análise do departamento de polícia da Filadélfia concluiu que policiais brancos estavam menos predispostos a atirar em suspeitos negros desarmados do que os policiais negros.

    Na pesquisa An Empirical Analysis of Racial Differences in Police Use of Force, publicada em 2016, o professor da economia da Universidade Harvard Roland G. Fryer J. não identificou sinais de racismo na abordagem policial. “Nos casos de uso extremo de força, envolvendo tiroteios, não encontramos nos dados diferenças a respeito da questão racial. Apenas uma fração dos policiais age de forma discriminatória”, afirma o pesquisador.

    Segundo Rafael A. Mangual, além de não-discriminatória em geral, a polícia americana tem atirado muito menos. “Em 2018, a polícia disparou suas armas 3.043 vezes. Esse número poderia indicar que a violência policial é comum”, prossegue Mangual. “Mas considere que, no mesmo ano, um total de 686.665 agentes policiais realizou mais de 10,3 milhões de prisões, uma fração dos mais de 50 milhões de contatos que mantiveram com o público”.

    São, portanto, pouco mais de 3 mil tiros para mais de 50 milhões de abordagem. A polícia de Nova York, por exemplo, disparou 72 tiros no ano de 2016 inteiro. Em 1971, haviam sido 810 disparos. Ainda assim, em meio à pandemia de Covid-19, a cidade americana vem sendo palco constante de manifestações, aglomerações e saques contra a violência policial contra negros.

    Pressão psicológica

    Os policiais vêm atirando menos, mas continuam sujeitos a ferimentos a bala e a altos níveis de pressão psicológica. Também é assim no Brasil. O estudo Vitimização Policial: Morbidade por Arma de Fogo de Policiais Militares do Estado do Rio de Janeiro, produzido por Fernanda Mendes Lages Ribeiro, analisou dados referentes a policiais militares baleados no Rio de Janeiro entre 2015 e 2017. O levantamento concluiu que os feridos tinham, em média, 34,7 anos e, em 40,8% dos casos, foram alvejado entre o abdome, o tórax e a cabeça.

    Como também concluiu o estudo Fatores Associados ao Estilo de Vida de Policiais Militares, realizado com base em entrevistas concedidas por policiais militares de Recife, a profissão gera grandes desgastes pessoais. “Nos resultados sobre o estilo de vida, 12% relataram fumar, 10% foram classificados com suspeita de consumo abusivo de bebidas alcoólicas, 73% foram considerados insuficientemente ativos e 40% disseram se envolver em conflitos pessoais de forma frequente ou às vezes”. São pessoas que, em geral, têm menor escolaridade e menor nível de renda do que a média da população.

    E lidam diariamente com o risco de perder a vida.

    VEJA TAMBÉM:


    Gazeta do Povo

    A verdade sobre a violência policial nos EUA

    Para Anders Tegnell, o isolamento pode até ser a melhor medida, mas ele não se sustenta em dados científicos.| Foto: Reprodução/ Wikipedia

    “Ciência, ciência, ciência”. O mantra dos dias atuais foi usado para justificar lockdowns sem comprovação científica e previsões matemáticas furadas. E muita gente andou confundindo a ciência legítima com o cientificismo, que é a negação da ciência.
    Quando usada da forma correta, com imparcialidade e sem viés político, a ciência é uma ótima aliada para lidar com graves problemas da sociedade e fundamental para abordar temas espinhosos como a violência policial contra negros. Após a morte de George Floyd por um policial de Minneapolis, fomentando protestos em todo o planeta, é hora de usar a razão e a ciência.
    O jornal americano Washington Post mapeou os incidentes envolvendo policiais desde 2015. O resultado provavelmente vai surpreender muita gente que furou a quarentena para protestar. Em 2019, foram alvejadas por tiros nove pessoas negras desarmadas e 19 armadas, totalizando 28 atingidos. Em 2015, foram 38 negros desarmados e 32 armados, num total de 70 pessoas. A mesma pesquisa indicou que, em 2018, negros responderam por 53% das tentativas de homicídio e por 60% dos roubos, mesmo compondo apenas 13% da população americana.
    E tem mais. O mesmo levantamento apontou que, dos assassinatos registrados em 2013, na proporção do número de membros de cada etnia, 0,77% envolveu negros mortos por brancos. E 53,94% envolveram negros mortos por negros.
    O que isso quer dizer? Que não existe violência policial e que injustiças não são cometidas? Absolutamente não. Mas indica que o caminho para evitar mortes de negros e realmente fazer valer o #BlackLivesMatter (Vidas Negras Importam) vai muito além de simplesmente apontar o dedo para a polícia.


    Gazeta do Povo

    Espaguete com Camarão e Castanha


    D. Maria I–História virtual


    D. Maria I
    Filha primogénita de D. José I. Foi aclamada rainha em Maio de 1777. Por sofrer de doença mental foi afastada dos negócios públicos em princípios de 1792, tendo o príncipe D. João tomado conta do governo em nome de sua mãe até 1799, ano em que passou a governar em seu próprio nome, com o título de Regente.
    Nascida em 1734, recebeu logo o título de "Princesa da Beira", passando com a ascensão ao trono do pai, em 1750, a ser chamada "Princesa do Brasil". Casou em 1760 com o seu tio D. Pedro de quem enviuvou.
    A animosidade que sempre existiu entre os príncipes do Brasil e o marquês de Pombal e o desejo deste de ver D. Maria renunciar ao trono em favor de seu filho D. José, não permitiram à futura rainha que se familiarizasse com os assuntos políticos. No entanto sente-se que três preocupações absorveram o seu espírito desde os primeiros tempos do seu reinado: reparar as "ofensas" a Deus, moralizar a vida pública e governar em certos campos de uma forma mais progressiva.
    Perdoou aos criminosos do Estado que lhe pareceram dignos desse acto. Aceitou o pedido de escusa do marquês de Pombal de todos os seus cargos mas manteve-lhe os seus honorários de secretário de Estado.
    Quando D. Maria subiu ao trono era delicada a nossa posição em política internacional: guerra com a Espanha no Brasil; situação difícil perante o conflito entre a Inglaterra e as colónias americanas. Em relação ao primeiro problema, procurou desde logo a rainha um entendimento com a Espanha, o que deu origem aos Tratados de Santo Ildefonso, de Outubro de 1777, tratado preliminar de delimitação das zonas portuguesa e espanhola na América do Sul, e do Prado assinado em Março de 1778. A solução do segundo tornou-se mais difícil quando a França e a Espanha apoiaram as colónias revoltadas. Na impossibilidade de tomar partido aberto por qualquer dos beligerantes procurou obter a neutralidade, o que aconteceu em Julho de 1782, com a assinatura da convenção marítima com a Rússia, e a aceitação da Neutralidade Armada, não sem dificuldades que o governo português conseguiu vencer com certa diplomacia.
    A actividade legislativa é notável, sobretudo no que diz respeito à gestão económica. Puseram-se restrições ao monopólio da Companhia do Vinho do Porto. Foi suprimida a Companhia do Grão-Pará e Maranhão; criada a Junta da Administração de todas as fábricas deste Reino e Águas Livres. Impulsionou novas manufacturas. Assinou um tratado de amizade, navegação e comércio com a Rússia. A exportação do vinho do Porto desenvolveu-se largamente.
    Também no seu tempo se deu um impulso à cultura tendo-se procedido à criação de numerosas instituições, como: a Real Academia das Ciências de Lisboa, Aula Pública de Debucho e Desenho, no Porto, e a Aula Régia de Desenho de Lisboa. Fundou a Academia Real de Marinha e a Real Biblioteca Pública de Lisboa. Criou Hospitais no Brasil e na metrópole. Criou a lotaria para alargar os serviços da Misericórdia de Lisboa.
    Uma das suas medidas mais importantes é a fundação da Real Casa Pia de Lisboa, obra de Pina Manique.
    Ficha genealógica:
    D. Maria I nasceu em Lisboa, a 17 de Dezembro de 1734, recebendo o nome de baptismo de Maria Francisca Isabel Josefa Antónia Gertrudes Rita Joana, e faleceu no Rio de Janeiro, a 20 de Março de 1816, estando sepultada na Basílica da Estrela.
    Casou em 6 de Junho de 1760 com o seu tio, o infante D. Pedro, que era príncipe do Brasil e veio a ser, pelo casamento, o rei consorte D. Pedro III.
    Do casamento nasceram:
    1. D. José, príncipe da Beira e duque de Bragança. Nasceu no Paço da Ajuda, em 20 de Agosto de 1761, e faleceu no mesmo Paço a 11 de Setembro de 1788; está sepultado no Panteão de S. Vicente de Fora. Casou com a tia D. Maria Francisca Benedita;
    2. D. João, infante de Portugal. Nasceu e faleceu em 1763, sendo sepultado no mesmo panteão);
    3. D. João VI, que sucedeu no trono;
    4. D. Maria Clementina. Nasceu em Lisboa, em 1774 e faleceu na mesma cidade em 1776, estando sepultada em São Vicente de Fora;
    5. D. Maria Isabel. Nasceu em Queluz, em 23 de Dezembro de 1766, faleceu em Lisboa, em 1777, e jaz no mesmo panteão;
    6. D. Mariana Vitória Josefa. Nasceu em Queluz, a 15 de Dezembro de 1768; faleceu em Madrid, a 2 de Novembro de 1788). Casou com Gabriel António Francisco Xavier de Bourbon, infante de Espanha, tendo havido descendência.
    Fontes:
    Joel Serrão (dir.)
    Pequeno Dicionário de História de Portugal,
    Lisboa, Iniciativas Editoriais, 1976
    Joaquim Veríssimo Serrão
    História de Portugal, Volume VI: O Despotismo Iluminado (1750-1807),
    Lisboa, Verbo, 1982
    Caetano Beirão
    D. Maria I, 1777-1792. Subsídios para a revisão da História do seu Reinado,
    2.ª ed., Lisboa, Empresa Nacional de Publicidade, 1934


    História Licenciatura

    Maria I de Portugal–História virtual

    Por Misleine Neris de Souza Silva

    Maria I foi a primeira rainha portuguesa, a mais velha das cinco filhas de D. José I com Mariana Vitória da Espanha e nasceu em 17 de Dezembro de 1734 em Lisboa quando recebeu o título de "Princesa da Beira". Maria Francisca Isabel Josefa Antónia Gertrudes Rita Joana de Bragança, ficou para a história como a “Rainha Louca”, reinou durante 38 anos entre 1777 e 1815. Com a subida do seu pai ao trono de Portugal em 1720, recebeu os títulos de “Princesa do Brasil” e “Duquesa de Bragança”.

    Rainha I de Portugal, em pintura atribuída a Giuseppe Troni (óleo sobre tela, 1783).

    Consumou o seu casamento em 1760 com o seu tio paterno D. Pedro III. O seu reinado iniciado em 1815 foi conduzido por três matrizes: preparar as "ofensas" a Deus, moralizar a vida pública e fomentar um modo de governo progressista.

    O seu governo ficou marcado o episódio da “Viradeira” em que foram nomeados novos Secretários de Estado em substituição do Marquês de Pombal, levando a uma quebra do controle estatal sobre muitas áreas e um retorno da influência da Igreja e da alta nobreza sobre o Estado. Foram também soltos todos os presos políticos.

    Dedicou-se, sobretudo, às obras sociais e à paz, tendo chegado a conceder exílio em Portugal a aristocratas franceses que fugiam à "Revolução Francesa". Fervorosa e muito religiosa, a rainha era também muito melancólica e à tristeza, resultava numa personalidade de baixos emocionais frequentes.

    Apesar do seu curto reinado, desenvolveu a área diplomática e fez obras públicas, tendo assinado um tratado de comércio com a Prússia em 1789. Na área científica e cultural, enviou comissões científicas ao Brasil, Angola, Cabo Verde e Moçambique e assinou obras muito importantes como a Real Academia de Ciências de Lisboa e também a Real Biblioteca Pública da Corte de Portugal.

    Ligada ás causas sociais e dos desprotegidos, fundou a Casa Pia de Lisboa e a formação de oficiais da Academia Real de Marinha Portuguesa. No Brasil proclamou 5 de Janeiro de 1785 um alvará impondo pesadas restrições à atividade industrial. Nesta época decorreu o processo de condenação e execução de Tiradentes, no qual a rainha teria pedido que este não fosse executado.

    Devido ao agravamento do seu estado psiquiátrico, o seu filho D. João VI assumiu os assuntos do Estado entre os anos de 1792 e 1799, ano em que passou a governar em seu próprio nome como Regente. Como forma de se tentar a cura, foi pedida a vinda para Portugal do Dr. Willis de Londres, um médico real de Jorge III que a todo o custo não fez os tratamentos vingarem.

    Ao juntar aos problemas vividos na corte francesa que ocasionaram a morte na guilhotina do Rei Luís XVI, o seu filho D. João VI assume a regência. Com as invasões francesas acontecendo e todo um conjunto de instabilidades, aconteceu a fuga da Família Real Portuguesa para o Brasil em 1808 pelo perigo de invasão.

    D. Maria I vai contrariada para o Brasil e agrava do seu estado de saúde mental. Com a derrota de Napoleão em 1815 a família real ainda continuava no Brasil. Sempre incapacitada, morreu na cidade do Rio de Janeiro no Convento do Carmo após oito anos vividos no Brasil. O seu corpo foi sepultado no Convento da Ajuda também no Rio de Janeiro. No ano de 1821, com o regresso da Família Real Portuguesa para Portugal, os seus restos mortais foram levados para a Basílica da Estrela em Lisboa.

    Referências:

    http://www.arqnet.pt/portal/portugal/temashistoria/maria1.html acesso: 09 jan 2019.

    https://www.leme.pt/biografias/80mulheres/maria.html acesso: 09 jan 2019.

    https://www.vortexmag.net/d-maria-i-a-primeira-rainha-portuguesa-era-esquizofrenica-e-usava-colete-de-forcas/ acesso: 09 jan 2019.

    Texto originalmente publicado em https://www.infoescola.com/biografias/maria-i-de-portugal/


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