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JORNALISMO INVESTIGATIVO É METROPOLITANO!

Folha de S. Paulo (02) entrevista James T. Hamilton, 55, diretor de jornalismo em Stanford, economista pela Universidade Harvard.
Folha - Alguns veem o jornalismo como responsável, em parte, pela eleição de Donald Trump. Você diria que o jornalismo de dados, especificamente, saiu machucado da eleição?
James T. Hamilton - Tenho duas opiniões sobre isso. A primeira é que os modelos de projeção eleitoral são uma parte pequena do jornalismo de dados. E penso que, com o declínio dos jornais metropolitanos nos EUA, eles não fazem mais pesquisas estaduais. Ou seja, os modelos que se baseavam em pesquisas estaduais para prever o Colégio Eleitoral foram afetados por não terem mais pesquisas de qualidade vindo desses jornais regionais.
Mas, se você pensar em jornalismo de dados de maneira ampla, como sendo o uso de dados públicos para descobrir padrões e notícias, o trabalho de investigação do "Washington Post" e do "New York Times" deu às pessoas um bocado de informação sobre Trump e Hillary Clinton. Muitas pessoas processaram essa informação e, mesmo assim, votaram pelos candidatos.
Esta foi uma eleição em que as pessoas podiam dizer: "Compreendi as falhas do candidato, mas realmente desprezo o outro então vou votar por um candidato com falhas".
Essas mudanças são tratadas no livro "Democracy's Detectives", que foi escrito antes da eleição.
No livro, o que descobri foi que o jornalismo investigativo estava ficando concentrado em lugares como "NYT" e "WP". Isso se refletiu na eleição. Descobri também, de um editor de jornal metropolitano, que nos velhos tempos, quando tinham repórteres, eles estariam conversando com os eleitores pessoalmente, com os líderes partidários locais. A grande surpresa na eleição americana foi o voto da classe trabalhadora branca, nos Estados do "cinturão da ferrugem". Isso é algo que os jornais regionais tinham mais chance de identificar.
De maneira geral, concluí duas coisas sobre a eleição. Primeiro, que vemos o declínio dos jornais ao redor do país como um problema local, mas, como temos um Colégio Eleitoral em que é o Estado que vota, trata-se na verdade de questão nacional.
A segunda coisa foi a capacidade dos candidatos, especialmente Trump, de ir diretamente ao povo com sua mensagem, mais a relutância do Facebook de enfrentar a proliferação de notícias falsas.
Você vê perspectiva de melhoria nos dois tópicos, jornais estaduais e mídia social?
Sim! Por um lado, conforme você tiver mais acesso a dados, poderá identificar padrões e descobrir onde se aprofundar na investigação. Para ficar no exemplo do "cinturão da ferrugem", dados econômicos podem ajudar a identificar as cidades que estão sendo mais afligidas pela globalização. As empresas já estão usando dados que geramos em nosso cotidiano, como localização por smartphone, para estudar como são as compras em determinada área. Se os jornalistas forem capazes de usar dados similares de tráfego, poderão identificar padrões em suas próprias cidades. Isso dá esperança para o jornalismo local.
Por outro lado, há nos EUA um debate sobre o Facebook, se é uma empresa de mídia ou de tecnologia. Para mim, é de mídia, porque conecta pessoas com anunciantes por meio de conteúdo e porque toma decisões editoriais através de seus algoritmos. Se for vista como mídia, virá o reconhecimento de que suas informações representam um papel na democracia. O anúncio de que o Facebook vai combater notícias falsas é um primeiro passo para reconhecer que é uma empresa de mídia.
Você escreve no livro que, para cada dólar investido numa reportagem, a sociedade ganha centenas em benefícios, em mudanças de política, leis, instituições. Pode dar um exemplo?
Num dos capítulos, detalho três casos em que levanto o quanto um veículo investiu numa reportagem, determino como o mundo mudou em reação àquela reportagem e procuro estabelecer um valor, em dólar, para os benefícios da sociedade no primeiro ano depois da implementação da mudança de política.
Fiz cálculos assim, por exemplo, para estimar os ganhos sociais quando uma investigação do "WP" levou à queda nos tiroteios da polícia em Washington. Ao custo de US$ 500 mil, nove pessoas trabalharam oito meses no caso, levantando informações que mostraram como a polícia matava proporcionalmente mais do que em outras cidades e como um salto nas mortes coincidiu com a chegada de novos policiais e armamentos.
No primeiro ano depois da série, com as mudanças implementadas pela polícia, como treinamento, o número de pessoas que levaram tiros de policiais caiu de 32 para 11. O número de mortos, de 12 para 4. No sistema regulatório americano, o valor que o governo federal dá para uma vida estatística é de cerca de US$ 9 milhões.
Levando em conta ainda o custo das mudanças implementadas, o resultado é que, para cada dólar investido pelo "WP", os ganhos da sociedade foram superiores a US$ 140.
Mas os ganhos sociais não significam ganhos para os veículos.
Essa lógica que usei ajuda a explicar por que histórias importantes não são contadas, embora passem pelo teste de custo-benefício social. Elas são caras, sofrem resistência de governos e trazem benefícios para muitos que não são assinantes do jornal. As pessoas não têm consciência de que estão mais seguras por causa do trabalho do jornal.
É importante desenvolver maneiras de sustentar investigações porque é difícil para a mídia lucrar com mudanças de leis e políticas, mas elas podem gerar milhões em benefícios para a sociedade.
Os jornais seguem como o principal motor de investigação, mas têm reduzido suas Redações e, em alguns casos, como no "Guardian", dissolvido equipes investigativas. Isso tem efeito sobre o jornal como negócio? É uma resposta de curto prazo com efeito negativo de longo prazo?
É exatamente isso. Se estamos agora num mundo que desvincula a reportagem da marca, se as pessoas estão encontrando as notícias através do Facebook, por exemplo, fica mais difícil defender que "precisamos construir a nossa marca". Mas eu acredito que, no fim das contas, as organizações que vão sobreviver serão aquelas que descobrirem como oferecer uma informação diferente da informação que todos os outros estão oferecendo. Reportagens investigativas, com certeza, são parte disso.
Também acredito que a vontade de experimentar com fluxos de receita é importante para os jornais. Por exemplo, ir até fundações e dizer: "Gostaríamos de manter uma cobertura de ambiente, vocês não gostariam de financiá-la?". Dez anos atrás, as pessoas nem levariam isso em consideração nos EUA, mas agora você vê fundações desejando financiar coberturas em veículos privados.
Você acha saudável a tendência recente de ONGs, como o Greenpeace, montarem equipes investigativas?
A Human Rights Watch é outro exemplo. Antes, eles fariam um estudo, um repórter poderia entrevistá-los sobre o estudo e então a informação encontraria seu caminho para o mundo, através de um veículo de mídia.
Agora aquele repórter foi demitido, então é uma reação natural que algumas ONGs e até instituições sem fins lucrativos, como universidades, ampliem suas equipes. Estão contando as histórias que não vão interessar necessariamente ao mercado. Se forem transparentes sobre como reuniram as informações, como elas foram geradas, tudo bem.
Você não prioriza a busca de saídas financeiras no livro, mas quais ideias destacaria sobre como sustentar o jornalismo?
Queria que meu livro fosse uma análise de como as coisas funcionam hoje, mas também de como poderiam funcionar. No final eu levanto uma série de observações sobre políticas que poderiam ajudar o jornalismo. Se você torna mais fácil conseguir dados no governo, por exemplo, facilita realizar esse tipo de jornalismo.
Em segundo lugar, tenho grandes esperanças com esse campo chamado de jornalismo computacional, que é na verdade uma sobreposição do jornalismo com a computação. Para o consórcio que centralizou mundialmente o trabalho com os Panama Papers, por exemplo, um dos desafios era como visualizar a relação entre as várias entidades "offshore". O que fizeram foi recorrer a um projeto nascido aqui em Stanford, no setor de humanidades digitais, chamado A República das Cartas.
Sobre o debate em torno do mundo pós-verdade, devido às redes sociais e ao isolamento dos indivíduos e da informação que eles recebem, você vê saídas, razão para otimismo?
Você pode pensar sobre isso como uma corrida armamentista, em que a verdade neste momento está perdendo. Mas eu acredito que tanta gente está buscando responder a isso, aqui mesmo no campus de Stanford, com tecnologia. Sou otimista no sentido de que as pessoas agora sabem que isso é um problema, e que estão buscando manter os poderes sob vigilância.

 

Ex-Blog do Cesar Maia

Com reajuste de 7,64%, piso salarial do professor passa para R$ 2.298,80

Do UOL, em São Paulo

 

  • Alan Marques - 16.jun.2016/Folhapress

    Ministro da Educação, Mendonça Filho

    Ministro da Educação, Mendonça Filho

O Ministério da Educação anunciou nesta quinta-feira (12) um reajuste de 7,64% no piso salarial dos professores do país. Com o aumento, o menor valor a ser pago a esses profissionais deve passar dos atuais R$ 2.135,64 para R$ 2.298,80. A implementação do novo valor, porém, vai depender de cada Estado e de cada município.

Um levantamento feito em 2016 pela CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) mostrou que mais da metade dos Estados brasileiros não pagam o piso.

O reajuste deste ano ficou 1,35 ponto percentual acima do índice da inflação do ano passado, que foi de 6,29%. Em 2016, ainda sob a gestão da ex-presidente Dilma Rousseff, o salário teve um reajuste de 11,36%, passando de R$ 1.917,78, em 2015, para R$ 2.135,64. A inflação acumulada no período foi de 10,67% (ganho real de 0,69 ponto percentual).

O reajuste vai representar um gasto adicional de pelo menos R$ 5,083 bilhões aos municípios brasileiros em 2017, segundo cálculos da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). O aumento ocorre justamente em meio às dificuldades enfrentadas por prefeitos para equacionar as contas diante da crise econômica.

Questionado sobre isso, o ministro da Educação, Mendonça Filho, disse que cumprir o piso é obrigação nacional. "As redes municipais e estaduais têm obrigação de cumprir a legislação federal. Sabemos que o contexto atual é de dificuldade financeira, mas governo federal tem empreendido esforços para passar recursos que ajudem na receita para a área da educação dos Estados e municípios", declarou.

Em entrevista coletiva, Mendonça Filho reforçou que o governo federal antecipou, no fim do ano passado, R$ 1,5 bilhão do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação).

Estados não pagam o piso

Contrariando o que diz o levantamento do CNTE, o presidente do Consed (Conselho Nacional dos Secretários de Educação), Frederico Amâncio, afirmou que quase a totalidade dos Estados cumpre sim o piso nacional. "Eu diria que praticamente todos Estados cumprem esse valor mínimo. Agora, outra discussão é se eles estão aplicando o percentual de reajuste do piso como reajuste salarial [das demais faixas]", disse.

Já o presidente da CNTE, Roberto Leão, disse que o tema é bastante controverso. "Os Estados declaram [ao MEC] que cumprem com o piso. Mas se a gente for pesquisar direitinho, se for avaliar Estado a Estado, vamos ver que os dados são divergentes e controversos, porque a Lei do Piso não fala apenas do mínimo a ser pago, mas da jornada de trabalho, do percentual para cumprimento da hora/atividade, entre outras questões", afirmou.

Segundo a tabela divulgada pela CNTE, Alagoas, Goiás, Maranhão, Paraíba, Paraná, São Paulo, Tocantins e Rio Grande do Sul não cumpriam o valor do piso apenas para os professores com formação de nível médio, mas aqueles com formação superior recebiam o valor atualizado.

Já Bahia, Ceará, Rio de Janeiro, Rondônia e Pernambuco não pagavam o valor no vencimento, como estipula a lei, mas cumprem o valor na remuneração, ou seja, acrescentando gratificações e complementações. Espírito Santo não cumpria o valor estipulado para 2016 nem mesmo na remuneração.

Piso é reajustado com base em lei

O piso é pago para profissionais com formação de nível médio, em início de carreira, que têm carga horária de 40 horas semanais.

O reajuste é anual e acontece sempre em janeiro, de acordo com a Lei do Piso, de 2008. A legislação assegura que o piso deve ser reajustado seguindo a variação no valor anual mínimo nacional investido por aluno da educação básica, que no ano passado foi de R$ 2.739,77. Esse valor é definido pelo Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação).

Quando a lei foi criada, o salário inicial do professor foi fixado em R$ 950,00, que considerando a inflação acumulada de julho de 2008 até dezembro de 2016 seria R$ 1.602,49 nos dias de hoje. Pela lei, os demais níveis de carreira dos professores têm o aumento negociado em cada ente federativo.

 

UOL Educação

 

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Futuro chefe do Pentágono diz que Putin é ameaça aos EUA

Da Agência Ansa

Escolhido por Donald Trump para ser o próximo secretário de Defesa dos Estados Unidos, o general da reserva James Mattis, sabatinado no Senado nesta quinta-feira (12), afirmou que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, é uma "ameaça" para o país. As informações são da agência ANSA.

A declaração vai de encontro ao tom cordial que o republicano tem adotado em relação ao mandatário russo, assim como já havia acontecido na sabatina com o próximo secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson.

Aos senadores, Mattis disse que o objetivo de Putin é "dividir" a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), aliança militar que foi questionada pelo próprio Trump durante a campanha eleitoral, levantando temores sobre seu futuro após a posse do magnata. Mattis afirmou considerar a Otan como "central" para a segurança norte-americana.

A política expansionista da aliança militar ocidental no leste europeu é motivo de duras críticas por parte do Kremlin, principalmente quando passou a cortejar a Ucrânia. Um dos motivos da anexação da Crimeia pela Rússia seria evitar que a Otan chegasse mais perto de suas fronteiras.

Recentemente, Moscou também protestou quando a Itália enviou tropas para formar uma aliança na Letônia, ex-república soviética que, segundo um estudo do think tank (instituição que produz  conhecimento sobre assuntos estratégicos) norte-americano Rand Corporation, poderia ser conquistada pela Rússia em menos de 60 horas.

Na última quarta-feira, Rex Tillerson, já havia dito que a preocupação dos membros da Otan em relação a Moscou são "justas" e que o país é "perigoso". No entanto, Trump, disse ontem (11) em sua primeira coletiva após a eleição de 8 de novembro, que reitera sua admiração por Putin e que espera ter uma relação positiva com o presidente russo. A proximidade entre os dois líderes tem causado bastante expectativa sobre como eles se comportarão a partir da posse do republicano, em 20 de janeiro.

 

Agência Brasil

 

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Rio de Janeiro segue em estágio de atenção por causa de chuvas

 

Cristina Índio do Brasil - Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - Forte chuva no início da tarde de hoje deixa ruas alagadas no centro da cidade (Tomaz Silva/Agência Brasil)

Forte chuva no início da tarde de hoje deixa ruas alagadas no centro da cidade Tomaz Silva/Agência Brasil

O município do Rio de Janeiro continua em estágio de atenção por causa das fortes chuvas que caem na cidade desde o início da tarde. O alerta foi divulgado às 13h25 de hoje (12) e, de acordo com o Centro de Operações do Rio (COR), ainda há previsão de pancadas de chuva para esta noite e para amanhã (13). O motivo é a permanência de um sistema de baixa pressão na costa do Rio.

O Centro de Operações informou que a chuva forte que caiu hoje (12) no início da tarde foi uma combinação de dois fatores: tempo abafado com alta sensação térmica e a formação do sistema de baixa pressão. As áreas mais atingidas foram as zonas norte e sul, além do centro. As maiores quantidades de chuva no período de uma hora foram registradas nos bairros do Grajaú (35,6 mm), na zona norte; de Santa Teresa (28,6mm), na zona sul; e da Saúde (25,8mm), na região portuária. Por causa dos alagamentos muitas vias permaneceram com bolsões de água, que provocaram engarrafamentos, especialmente, no centro da cidade. Durante a tempestade houve, ainda, o registo de um total de 104 raios.

A intensidade da chuva perdeu força no fim da tarde. Não houve registro de vítimas, apesar da queda de um poste, na estrada de Jacarepaguá, na zona oeste, além de árvores na Rua Soriano de Souza, na Tijuca, e na Estrada Grajaú-Jacarepaguá. As duas vias na zona norte e oeste tiveram interrupção no trânsito, mas já retomado.

Os ventos chegaram a 56,5 Km/h na estação Marambaia, na zona oeste às 14h, depois de registrar uma hora antes ventos de 52,9 km/h.

Saiba Mais

Temperatura

Rio de Janeiro - Forte chuva no início da tarde de hoje deixa ruas alagadas no centro da cidade (Tomaz Silva/Agência Brasil)

Forte chuva no início da tarde de hoje deixa ruas alagadas no centro da cidade Tomaz Silva/Agência Brasil

Hoje a temperatura máxima no Rio ficou em 32,4°C e a previsão para amanhã é de 29°C. A queda da temperatura é causada pela nebulosidade e pela incidência da chuva. No sábado, a temperatura máxima prevista é de 34° C, com possibilidade de chuva a qualquer momento do dia.

Niterói

O município de Niterói, na região metropolitana, entrou em estágio de atenção às 13h50. Lá, as pancadas de chuva forte provocaram alagamento em alguns pontos da cidade, mas em pouco tempo houve o escoamento e o município voltou ao estágio de vigilância. O centro foi a área mais atingida pela chuva em Niterói e o maior acumulado em uma hora foi registrado no Morro do Estado (21,0 mm).

De acordo com a Prefeitura de Niterói, o trabalho preventivo de desobstrução de ralos e bueiros realizado pela equipe de rios e canais da Secretaria de Conservação e Serviços Públicos (Seconser) permitiu a rapidez no escoamento. A secretária Dayse Monassa destacou que a colaboração da população é importante.

“O que fazemos, diariamente, é trabalho de formiguinha. Muitas vezes enxugamos gelo, pois recolhemos muito lixo jogado nas ruas. São pequenos itens, como garrafas de água, copos plásticos, pacotes vazios de biscoito, que jogados no chão, podem contribuir para o entupimento desses bueiros durante as fortes chuvas”, disse.

A secretária pediu, ainda, que os moradores respeitem os horários de recolhimento ao deixarem os sacos de lixo nas suas portas. “Com as chuvas, [os sacos de lixo] acabam indo parar nas galerias de águas pluviais, canais e rios, obstruindo a passagem da água”, afirmou.

 

Agência Brasil

Câmara Legislativa derruba reajuste das passagens de ônibus no DF

Por unanimidade e em turno único, os deputados da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) derrubaram nesta quinta-feira (12) o aumento de até 25% nas tarifas de ônibus e metrô da capital.

Na sessão extraordinária desta quinta-feira, 18 dos 24 distritais compareceram ao plenário e todos se posicionaram contra o reajuste, inclusive integrantes da base aliada do governo.

Brasília - O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, participa na Estação Central do Metrô, na Rodoviária do Plano Piloto, da cerimônia de adesão do Governo de Brasília à Agenda Mundial 2030, da Org

Para o governador Rodrigo Rollemberg,a deicão da Câmara está "desconectada da realidade financeira do DF e do Brasil"Arquivo/Antonio Cruz/ Agência Brasil

Segurando faixas e cartazes, manifestantes e integrantes de movimentos sociais acompanharam a votação e comemoram o resultado. 

A redução do valor das passagens não é imediata. Para a medida começar a valer é preciso ainda publicação no Diário Oficial da CLDF e no Diário Oficial do GDF, que tem até 15 dias para publicar o novo decreto. O governo informou que a decisão da Câmara será submetida à Procuradoria-Geral do DF para saber quando entra em vigor.

O governador do DF, Rodrigo Rollemberg, classificou a decisão da Câmara como irresponsável, ilegal e abusiva. “Uma medida completamente desconectada da realidade financeira do DF e do Brasil. A Câmara Legislativa tem se destacado  por tomar medidas  que criam  despesas sem apontar receitas. É essa irresponsabilidade fiscal que contribuiu para que Brasília esteja vivendo a maior crise econômica de sua história”, lamentou.

O chefe do Executivo disse também que vai recorrer à Justiça para manter os reajustes. O governador afirmou que o sistema de transporte público pode entrar em colapso em março se as tarifas não forem reajustadas.

Derrota para o governo, vitória para a nova Mesa Diretora da Câmara Legislativa. Presidente da Casa, o deputado Joe Valle (PDT)  disse que foi uma vitória coletiva e que a judicialização não é o caminho.

“Acredito que exista o bom senso em tudo, e o Executivo deve encaminhar dessa forma.Toda vez que há judicialização da politica ou uma politização da Justiça, temos coisas ruins acontecendo”.

Em 30 de dezembro, o governo local anunciou o reajuste. As tarifas no DF subiram de R$ 2,25 para R$ 2,50 nas linhas circulares internas; de R$ 3 para R$ 3,50 as de ligação curta; e de R$ 4 para R$ 5 as viagens de longa distância e integração, mesmo valor para as de metrô.

 

Agência Brasil

 

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Drogba no Timão?

Graham Hughes/AP

O Corinthians poderá ter uma estrela internacional no elenco na temporada 2017.
Após dias de negociações, o clube enviou uma proposta oficial para assinar com o atacante marfinense Didier Drogba, de 38 anos. A oferta é por vínculo de uma temporada. Leia mais

 

 

Governo diz que presídio federal no DF será entregue em outubro

 

Victor Ribeiro - Repórter do Radiojornalismo da EBC

O Ministério da Justiça anunciou hoje (12) que a obra do presídio federal do Distrito Federal será concluída em outubro. A unidade deveria ter sido entregue em dezembro de 2014. De acordo com o ministério, o atraso de quase três anos ocorreu porque a construtora que venceu a licitação faliu e abandonou a obra. O governo federal mantém quatro penitenciárias pelo país: em Catanduvas (PR), Campo Grande, Porto Velho e Mossoró (RN).

Além da unidade do DF, na semana passada, o ministério anunciou a construção de mais cinco presídios federais. A nova estrutura vai demandar contratação de pessoal, motivo de impasse atualmente entre o governo e concursados não nomeados.

Saiba Mais

Em 2015, o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), vinculado ao Ministério da Justiça, abriu um concurso para preencher 258 vagas. Os aprovados chegaram a fazer curso de formação no ano passado, mas até agora não foram nomeados. A demora levou o grupo a protestar hoje em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF).

“Todos os candidatos pediram exoneração de outros concursos ou demissão da iniciativa privada e vieram para Brasília com dedicação exclusiva para fazer o curso de formação que durou 72 dias”, lembrou o administrador de empresas Alex de Oliveira, aprovado para o cargo de agente penitenciário federal. “O que a gente esperava era que fosse feita a nomeação logo após o curso de formação, que custou R$ 12 milhões”, completou.

Para os manifestantes, se não convocar os novos concursados, o governo não terá efetivo para inaugurar as novas penitenciárias.

Em nota, o Ministério da Justiça confirmou a realização do curso de formação no ano passado e o custo de R$ 12 milhões. A pasta atribuiu ao Ministério do Planejamento a responsabilidade de convocar os novos concursados.

Também em nota, o Ministério do Planejamento informou que as nomeações são asseguradas dentro do número original de vagas definido no edital e durante o período de validade do concurso, mas que somente o Depen pode informar detalhes e fases do concurso.

 

Agência Brasil

 

Relatório aponta que ações judiciais contra jornalistas dobraram em 2016

 

Akemi Nitahara - Repórter da Agência Brasil

De 2015 para 2016, os casos registrados de violência contra jornalistas passaram de 137 para 161 no país, um aumento de 17,52%, com destaque para o aumento de 100% nas ações judiciais com intenção de cercear o trabalho dos profissionais. Em 2015 foram nove casos e em 2016 o número saltou para 18, incluindo três processos que levaram à prisão de quatro jornalistas.

Os dados foram apresentados hoje (12) pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), no relatório anual Violência contra jornalistas e liberdade de imprensa no Brasil. Ao todo foram 220 jornalistas agredidos e dois assassinados, já que muitos casos de violência ocorrem contra mais de um profissional. Foram mortos Maurício Campos, dono do jornal O Grito, de Santa Luzia (MG), e João Miranda do Carmo, do site SAD sem Censura, de Santo Antônio do Descoberto (GO).

Para a presidente da Fenaj, Maria José Braga, a situação de violência contra jornalistas se agravou, indo parar na esfera judicial. “Para nós, essas penas são desmedidas porque o chamado crime de opinião no exercício da profissão tem que ser encarado diferentemente. Tem que, de fato, haver uma investigação diferenciada já que o profissional trabalha com interesse público e, muitas vezes, claro, desagrada interesses privados. Para nós, independentemente dos casos, os crimes de opinião têm que ser tratados no âmbito cível, e não criminal. Quatro jornalistas cumprindo pena de prisão, para nós é muitíssimo preocupante”.

Assim como apontaram os relatórios dos últimos três anos, os principais agressores de jornalistas são a polícia militar ou a guarda municipal, com 25,47% dos casos, seguido de manifestantes, com 15,53% - ambas em contextos da cobertura de manifestações de rua. Em terceiro lugar vêm políticos e seus parentes ou assessores, com 10,56%. Em relação ao tipo de violência, agressões físicas aparecem em primeiro, com 36,03% dos casos, seguido de agressões verbais (16,15%) e ameaças ou intimidação (14,91%). A maioria dos casos é contra jornalistas de TV (31,53%), seguido de jornal (27,48%) e de internet (12,16%).

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Maria José sustenta que é preciso combater a impunidade para diminuir a violência. “Essas medidas têm que ser tomadas por parte do Estado brasileiro, principalmente por meio da criação do observatório da violência contra comunicadores e do estabelecimento de um protocolo para a atuação das polícias nos estados”, defendeu.

Para ela, as empresas de comunicação e a própria categoria, por meio de suas organizações sindicais, também têm uma parcela de responsabilidade para evitar a violência. “As empresas de comunicação precisam assumir a responsabilidade com treinamento dos trabalhadores, oferta de equipamento de proteção individual. E nós defendemos também o que chamamos de comissões de segurança nas redações para analisar as situações de risco e as medidas mitigatórias para esses riscos”.

Subnotificação

A presidente da Fenaj destaca que a violência, principalmente a censura, são subnotificadas.  “A Fenaj, mais de uma vez em 2016 e em 2015, fez sim uma denúncia pública do que nós entendemos que foi um erro de grande parte dos meios de comunicação, que foi assumir uma posição de partido político dentro do Brasi. Nós criticamos isso publicamente e temos relatos de profissionais que se sentiram, em mais de uma ocasião, angustiados com a situação que estavam vivendo. Mas nós não conseguimos identificar casos específicos, a não ser o caso que está no relatório que, para nós, se tornou um caso simbólico de um jornalista que foi demitido após expressar a sua opinião em relação à situação política do Brasil”.

O caso retratado é o de José Trajano, demitido da ESPN depois de 21 anos de trabalho. O relatório destaca também a demissão de 1,2 mil jornalistas em 2016 e três casos de censura, incluindo a demissão de Trajano.

Também entraram no relatório, mas não nas estatísticas, a morte dos 21 jornalistas que estavam no avião da Chapecoense e o assassinato de cinco comunicadores que não necessariamente têm relação ao exercício direto da profissão. Há também o registro de cinco atentados contra jornalistas.

 

Agência Brasil

 

Samarco apresenta plano para recuperação ambiental da Barragem de Fundão

 

Leo Rodrigues - Correspondente da Agência Brasil

Mariana (MG) - Barragens de Santarém e Fundão que romperam na quinta feira (5), trazendo destruição à zona rural de Mariana, em Minas Gerais. (Antonio Cruz/Agência Brasil)

A Barragem de Fundão se rompeu em novembro de 2015 e liberou mais de 60 milhões de metros cúbicos de rejeitosArquivo/Antonio Cruz/ Agência Brasil

A Mineradora Samarco informou hoje (12) que entregou o Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (Prad) da Barragem de Fundão. O documento foi protocolado na Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad). Ele prevê a estabilização definitiva das encostas, das estruturas e dos rejeitos remanescentes, seguida do plantio de vegetação.

A Barragem de Fundão, pertencente à Samarco, se rompeu em 5 de novembro de 2015 e liberou mais de 60 milhões de metros cúbicos de rejeitos. Considerado a maior tragédia ambiental do país, o episódio provocou devastação da vegetação nativa, poluição da bacia do Rio Doce e destruição dos distritos de Bento Rodrigues e de Paracatu, além de outras comunidades. Dezenove pessoas morreram.

A recuperação ambiental da área afetada é parte do acordo assinado entre a mineradora, suas acionistas Vale e BHP Billiton, o governo federal e os governos de Minas Gerais e Espírito Santo. A Justiça ainda não decidiu se irá homologar o acordo

O acordo prevê o investimento de aproximadamente R$20 bilhões ao longo de 15 anos, mas é contestado pelo Ministério Público Federal (MPF), que estima os prejuízos em R$155 bilhões. Mesmo assim, as partes que o assinaram afirmam estão cumprindo os termos.

Saiba Mais

O Prad apresentado pela Samarco foi elaborado pela Amplo Engenharia e Gestão de Projetos. Nele, estão diretrizes baseadas em estudos geotécnicos. Segundo nota divulgada pela mineradora, é prevista a "utilização de material arenoso estabilizando a área e criando uma superfície regular e segura, que permitirá o acesso para as ações de revegetação".

Segundo a Samarco, as estruturas remanescentes do Complexo de Germano, onde se situa a Barragem de Fundão, estão estáveis. No entanto, como ainda há no local cerca de 13 milhões de metros cúbicos de rejeitos, o uso de material arenoso foi considerado a forma mais eficiente para garantir uma estabilização definitiva.

As ações previstas no Prad só serão iniciadas após análise e aprovação da Semad. A mineradora acrescentou que o plano não prevê a utilização de Fundão novamente como barragem. Para voltar a operar, a Samarco espera obter o licenciamento da Cava de Alegria do Sul como depósito de rejeitos.

Reflorestamento

A recuperação ambiental da Barragem de Fundão é parte do processo de reflorestamento de toda a região atingida, que deve ter início neste ano. Desde a tragédia, em novembro de 2015, ocorreu apenas uma revegetação inicial com gramíneas e leguminosas em algumas áreas para combater a erosão e estabilizar o solo.

Para fiscalizar os trabalhos de reparação dos danos causados, o acordo assinado entre as mineradoras e os governos estabeleceu a criação do Comitê Interferativo formado por órgãos estatais. Um dos órgãos que integram esta estrutura é o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Em entrevista à Agência Brasil no fim do ano passado, a presidente do órgão, Suely Araújo, ressaltou que a recuperação ambiental envolve programas que vão levar anos e terão abrangência sobre uma área de 40 mil hectares. "O primeiro plantio de gramíneas é de uma fase emergencial e é de contenção. Na etapa seguinte é que teremos o plantio de árvores propriamente dito. Ela começa assim que for considerado que a parte de controle foi finalizada", disse.

Segundo a Fundação Renova, criada pela Samarco para administrar as ações de reparação dos anos, o reflorestamento finalístico numa área de 2 mil hectares entre a barragem de Fundão e a Usina de Candonga deverá começar a partir de setembro de 2017. Por enquanto, estão sendo realizados testes piloto em quatro fazendas para entender o comportamento do reflorestamento em diversos aspectos.

Os resultados balizarão a tomada de decisão sobre as espécies, condições de solo e metodologia de plantio, etc. "Além disso, em caráter compensatório, estamos recuperando as nascentes degradadas na bacia do Rio Doce. Essas atividades contemplam o plantio em 785 hectares até o fim de 2017", acrescentou a fundação por meio de nota.

 

Agência Brasil

Polícia apreende celulares engolidos por presos em penitenciária de Presidente Bernardes, em

Benefício do INSS para quem ganha acima do salário mínimo sobe 6,58%

Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr

Pensionistas e aposentados do INSS buscam benefício do 13º salário

Pensionistas e aposentados do INSS buscam benefício do 13º salário

FERNANDA BRIGATTI
DO "AGORA"

 

Os segurados que recebem um benefício do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) acima do salário mínimo já conseguem saber de quanto será o reajuste deste ano.

A partir do pagamento depositado em fevereiro, eles terão um reajuste de 6,58%, percentual que corresponde ao INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumulado de janeiro a dezembro de 2016.

O índice é menor do que foi inicialmente previsto pela gestão Michel Temer (PMDB) no Orçamento para 2017, que era de 7,5%, e bem inferior aos 11,28% pagos no ano passado. Apesar da diferença grande entre o reajuste deste e do ano passado, quem ganha mais de um salário não tem tido aumento real, acima da inflação.

Com o reajuste, um aposentado que ganha R$ 2.000 passa a receber R$ 2.131,60. Os benefícios reajustados começam a cair na conta de aposentados, pensionistas e dos que recebem auxílio com valor acima do piso a partir do dia 1º de fevereiro.

O INPC, divulgado pelo IBGE, também altera o o teto do INSS, que é o valor máximo pago pela Previdência.

O teto aumentará de R$ 5.189,82, válidos em 2016, para R$ 5.531,31.

Na prática, é muito difícil um trabalhador chegar a receber uma aposentadoria igual ao teto, pois é necessário ter um fator previdenciário maior do que 1. O reajuste também altera o desconto da contribuição previdenciária de quem recebe um salário acima do teto. O desconto no salário nesse caso passará de R$ 570,88 para R$ 608,44.

A tabela de descontos do INSS também mudará. Os novos descontos são aplicados nos salários pagos a partir de fevereiro.

Contribuição previdenciária

*

O que é o fator previdenciário?

O índice é o resultado de um complicado cálculo que considera:
- Idade do segurado
- Expectativa de vida do trabalhador na idade em que pede a aposentadoria
- Expectativa de vida da população
- Tempo de contribuição ao INSS

Por que ele é aplicado...
- O governo queria que os trabalhadores pedissem a aposentadoria com mais idade
- Na prática, porém, as pessoas continuaram pedindo o benefício assim que completaram o tempo mínimo de contribuição, na faixa dos 50 anos

A redução média no valor do benefício é de 30%

 

Folha de S. Paulo

 

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Reajuste para professores

Danilo Verpa/Folhapress

Os professores da educação básica da rede pública de ensino no país vão ter os salários reajustados em 7,64%.
Agora, o menor valor pago vai passar dos atuais R$ 2.135,64 para R$ 2.298,80 a partir deste mês. Mas a implementação do novo valor vai depender de cada Estado. Leia mais

 

Mercado financeiro

Alex Almeida/Folhapress

A Bolsa teve alta de 2,41%, com 63.953,93 pontos. O avanço veio um dia depois de o Banco Central fazer o maior corte na taxa de juros em quase cinco anos.
No mercado de câmbio, o dólar caiu 0,5% e está cotado em R$ 3,176. Leia mais

 

Primeira lista de 2017

Sebastian Derung/AFP

A Fifa divulgou o primeiro ranking de 2017, sem mudanças nas primeiras 34 posições.
A Argentina segue na liderança, seguida por Brasil e Alemanha respectivamente. O próximo ranking sai em 9 de fevereiro. Leia mais

 

 

Minas já tem 110 casos suspeitos de febre amarela e realiza vacinação domiciliar

 

Léo Rodrigues - Correspondente da Agência Brasil

Em boletim epidemiológico divulgado nesta quinta-feira (12), a Secretaria de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) informa que o número de casos suspeitos de febre amarela no estado já somam 110 este ano. Destes, 20 são tratados como casos prováveis, cujos pacientes apresentaram exame laboratorial preliminar positivo. No entanto, a confirmação final demanda investigação de outros fatores. Os outros 90 casos ainda estão sendo analisados.

O governo mineiro também informa que, dos 30 óbitos suspeitos, 10 já são considerados prováveis. As mortes ocorreram nos municípios de Ladainha, Ubaporanga, Ipanema, Itambacuri, Malacacheta e Piedade de Caratinga. A recomendação para a população é manter em dia a vacinação contra febre amarela, disponibilizada gratuitamente nos postos de saúde através do Sistema Único de Saúde (SUS). A aplicação ocorre em dose única, devendo ser reforçada após 10 anos.

No caso de recém-nascidos, é administrada uma dose aos nove meses e um reforço aos quatro anos. Mas, como se trata de uma situação atípica, que inspira cuidados, nas regiões afetadas, bebês com seis meses estão recebendo duas doses com intervalo de 30 dias.

A SES-MG alerta que pessoas que nunca se imunizaram contra a febre amarela e moradores das áreas suspeitas devem se vacinar com urgência. Quem for viajar a estes locais deve ir ao posto de saúde com 10 dias de antecedência. O governo mineiro está realizando vacinação domiciliar nas regiões mais distantes do centro das cidades com registro da doença. Esta é, porém, uma medida complementar. A recomendação é que a população em geral se dirija a um posto de saúde.

O Ministério da Saúde enviou 285 mil doses da vacina, para reforçar o estoque de 280 mil que Minas já possuía. O governo mineiro afirma que não há risco de desabastecimento, mas informa que as prefeituras devem se organizar para solicitar o quantitativo suficiente. "Pode haver a falta pontual em alguns municípios, pois alguns não dispõem de estrutura para armazenar grande quantidade da vacina", disse a SES-MG em nota.

Saiba Mais

Nesta quinta-feira (12), o governador Fernando Pimentel participou de seminários sobre o assunto em Caratinga, no Vale do Aço, e em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, duas regiões afetadas. Os eventos mobilizaram representantes de 152 municípios, onde vivem aproximadamente 2,4 milhões de pessoas.

Também foi lançada uma página especial onde a SES-MG disponibiliza orientações sobre vacinação, dicas de prevenção, respostas para as perguntas mais frequentes e esclarece dúvidas da população. O objetivo é combater mitos, dar as últimas notícias sobre o assunto e oferecer informações claras à comunidade.

Transmissão rural

A febre amarela é causada por um vírus da família Flaviviridae e ocorre em alguns países da América do Sul, da América Central e da África. No meio rural e silvestre, ela é transmitida pelo mosquito Haemagogus. Já em área urbana, o vetor é o Aedes aegypti, o mesmo da dengue, zika e febre chikungunya.

Segundo o Ministério da Saúde, a transmissão da febre amarela no Brasil não ocorre em áreas urbanas desde 1942. Até o momento, todos os casos suspeitos em Minas Gerais são considerados de transmissão silvestre.

Com o risco de volta da febre amarela urbana, a SES-MG reforça o pedido à população para adotar medidas de combate ao vetor Aedes aegypti, eliminando seus criadouros. No caso do Haemagogus, não se recomenda o controle do vetor. Além de tomar a vacina, no meio rural, as pessoas podem fazer uso de repelentes e roupas compridas.

As primeiras manifestações da doença são repentinas e caracterizadas por febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos. Segundo informações da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a maioria das pessoas infectadas apresenta melhora após três dias, se recupera, e cria imunidade contra o vírus.

A forma mais grave se manifesta após o paciente apresentar um breve período de bem-estar. Nesses casos, podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso.

 

Agência Brasil

 

 

Bahia investiga doença misteriosa que pode ter levado duas pessoas à morte

 

Aline Leal - Repórter da Agência Brasil

Pelo menos quatro laboratórios estão envolvidos nas investigações sobre uma  doença ainda desconhecida registrada na Bahia, que pode ter levado duas pessoa à morte. Foram notificados 52 casos suspeitos do quadro, dos quais 51 foram na capital Salvador e um no município de Vera Cruz. As notificações ocorreram entre 14 de dezembro e 5 de janeiro.

Saiba Mais

Caracterizada por uma mialgia aguda, que é uma dor intensa nos músculos, a doença tem como sintoma dores musculares súbitas, dores ao toque leve no corpo, urina escura cor de café, dores articulares e sudorese. Segundo a diretora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia, Maria Aparecida Figueiredo, a origem da doença ainda não foi descoberta. "Existem casos parecidos registrados em outros países, mas não descobriram a causa", disse à Agência Brasil.

Investigação

Foram enviadas amostras de fezes dos pacientes a um laboratório da Fiocruz (RJ) para identificar a presença de enterovírus. Ao laboratório Adolfo Lutz (SP), foram encaminhadas amostras de peixes in natura para a investigação de metais pesados. Amostras de peixes consumidos por pacientes também serão enviadas a um laboratório no Alabama, nos Estados Unidos, para verificar a presença de toxinas. O Laboratório Central da Bahia também faz parte das investigações.

Em nota, o Ministério da Saúde disse que até o momento não existem resultados conclusivos, nem informações de casos parecidos em outros estados. A pasta informou que está investigando os casos em parceria com a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) e as secretarias municipais de Salvador e Vera Cruz.

 

Agência Brasil

 

Conflitos de interesse de Trump podem violar a Constituição, dizem especialistas

 

José Romildo - Correspondente da Agência Brasil

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, concede entrevista à imprensa

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, concede entrevista à imprensaDon Emmert/AFP/Direitos Reservados

O plano do presidente eleito Donald Trump de se separar de seu império imobiliário mundial não atende aos padrões mínimos recomendados pelos órgãos éticos de vigilância. Se Trump insistir nesse plano, ele poderá violar a Constituição dos Estados Unidos (EUA) no seu primeiro dia no cargo, de acordo com estudiosos do direito ouvidos pela revista Time.

Em entrevista nessa quarta-feira, o presidente eleito anunciou que vai transferir o controle operacional da Organização Trump para seus dois filhos mais velhos - Eric e Donald Jr - a fim de ficar fora de novos negócios com parceiros estrangeiros. Ele disse também que evitará discutir assuntos da empresa e que vai nomear um conselheiro de ética independente para examinar novas oportunidades de investimentos, evitando com isso conflitos de interesse.

Saiba Mais

De acordo com a revista Time, Sherri Dillon, um dos advogados do presidente eleito, afirmou que Trump está voluntariamente renunciando ao controle gerencial da empresa que construiu porque "quer que não haja dúvidas do público americano de que ele está se isolando completamente de seus interesses comerciais". Entrevistados pela revista, estudiosos do direito afirmaram que essa decisão é insuficiente.

O certo seria, segundo eles, que o presidente eleito tomasse duas medidas para evitar conflitos de interesse. A primeira seria abrir mão (vender) de seus negócios em expansão pelo mundo. A segunda seria nomear um administrador independente para os negócios já consolidados, com o objetivo de criar uma "confiança cega" da população americana, e seguir os padrões de presidentes que o antecederam e que se afastaram de empresas particulares.

"Se ele não se desligar [dos negócios], estará violando a Constituição", disse Norman Eisen, ex-embaixador dos EUA na República Tcheca, que serviu como conselheiro de ética da Casa Branca no governo de Barack Obama, de acordo com a Time.

A publicação afirma que Trump, no entanto, resiste a essa opção, o que quebra décadas de tradição de presidentes dos dois partidos norte-americanos: o Democrata e o Republicano. Trump segue a interpretação de que está isento de leis que impedem os detentores de escritórios federais de lucrar com negócios governamentais. Os advogados de Trump alegam que se ele decidisse vender seus ativos, teria que dar um desconto acentuado.

Na entrevista dessa quarta-feira, Donald Trump deu a entender que as restrições legais não o atingem como presidente dos Estados Unidos. "Como vocês sabem, tenho uma situação sem conflito porque sou presidente". De fato, segundo a revista, a lei exime presidentes e vice-presidentes da exigência de seguir estatutos federais de conflitos de interesses. Mas a Timeacrescenta que, ignorar os impasses éticos criados pelo seu vasto império de negócios colocará sombras sobre as ações como presidente.

A extensão dos potenciais conflitos de interesse da Trump é incerta, observa a revista.  De acordo com a Time, a Organização Trump é uma empresa de capital fechado e o presidente eleito rompeu  um precedente durante a campanha eleitoral, ao se recusar a divulgar as declarações de renda, o que proporcionaria uma visão mais completa de sua participação nas empresas. Mas, conforme balanços financeiros de empresas, Trump parece ter ou controlar mais de 500 empresas em cerca de duas dezenas de países, incluindo uma série de nações que são atores geopolíticos importantes na esfera dos Estados Unidos.

 

Agência Brasil