segunda-feira, 21 de novembro de 2022

MST recebe R$ 42 milhões do mercado financeiro

 O MST recebe, desde 2020, contribuições do mercado financeiro através do Financiamento Popular da Agricultura Familiar

O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) recebe, desde 2020, contribuições do mercado financeiro através do Finapop (Financiamento Popular da Agricultura Familiar). Dessa forma, o programa garante aos pequenos agricultores, como os do MST, o apoio no financiamento da produção de alimentos orgânicos.  

De acordo com a engenheira agrônoma e coordenadora do Finapop, Ana Terra, em entrevista ao portal UOL, o Finapop é uma empresa “formada a partir da vontade de um grupo de investidores e de cooperativas produtoras de alimentos, que realizam investimentos de impacto em áreas de Reforma Agrária”.

Como o Finapop surgiu? 

O Finapop surgiu a partir da iniciativa de um grupo de investidores que articulou um CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) com o objetivo de contribuir com a instalação de um frigorífico em uma cooperativa do MST.

Assim, a parceria com empresas como o Grupo Gaia, a princípio, transformou a iniciativa, “estruturando diferentes modalidades de investimento para a realização de um CRA, que beneficiou 7 cooperativas”, explicou Terra. 

Desse modo, o projeto se expandiu e fechou parcerias com diversas outras empresas, alcançando um total de 59 projetos de investimento em 48 organizações. 

Como funciona o Finapop, programa que investe no MST? 

O Finapop tem como princípio ser um financiamento rentável tanto para os investidores quanto para quem recebe o investimento, como o MST. Dessa forma, o Finapop atua em três frentes:

“Para os agricultores, o recurso é utilizado para diferentes modalidades, de forma a custear a produção de alimentos agroecológicos, garantir infraestrutura de mecanização e capital de giro para compra de matéria-prima”, explicou Terra ao portal UOL. 

Quem pode investir no Finapop? 

Atualmente, os investimentos já somam R$ 42 milhões. É possível investir em linhas como a CAPEX, investimentos produtivos, e o capital de giro. O valor inicial para investimento é de R$ 100.

“Neste momento, temos por exemplo, um investimento feito pela GAIA para a compra de uma embaladora de grãos a vácuo em uma cooperativa de São Paulo. Neste investimento, a GAIA investe o recurso e a cooperativa dá como garantia seu estoque e as máquinas. Em três anos se devolve o recurso investido”, contou Terra. 

De acordo com a coordenadora do Finapop, o financiamento é uma oportunidade de impacto positivo. Para Terra, “o Finapop contribui para que se consolide uma economia pautada na preservação do meio ambiente e na superação das desigualdades sociais, com a produção de alimentos saudáveis protagonizada pelas cooperativas”.


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