domingo, 20 de novembro de 2022

Fornecimento de energia na Ucrânia está sob controle, diz governo

 Ataques de mísseis russos afetaram quase metade do sistema elétrico do país; havia o risco de um apagão na capital, Kiev


Governo pediu a ucranianos para reduzirem consumo

Governo pediu a ucranianos para reduzirem consumo

BULENT KILIC/AFP - 18.11.2022

O fornecimento de eletricidade na Ucrânia está sob controle apesar de uma série de ataques russos contra a infraestrutura de geração de energia, e não há motivo para pânico, anunciou o Ministério de Energia do país no sábado (19).

Separadamente, o diretor da DTEK, a maior empresa privada de energia da Ucrânia, disse que não há necessidade de que as pessoas deixem a Ucrânia por causa da oferta de eletricidade.

Ataques de mísseis russos afetaram quase metade do sistema elétrico da Ucrânia, e as autoridades de Kiev disseram na sexta-feira (18) que um apagão completo na capital era possível.

"Negando declarações causadoras de pânico espalhadas nas redes sociais e na imprensa online, garantimos a vocês que a situação do fornecimento de energia está difícil, mas sob controle", disse o Ministério da Energia, em nota.

Autoridades ucranianas marcaram desligamentos programados de redes elétricas para ajudar nos reparos, diz a nota, e pedem às famílias que cortem o consumo de energia em pelo menos 25%.

O presidente ucraniano, Volodmir Zelenski, acusou a Rússia no mês passado de tentar desestabilizar o país ao forçar milhões de pessoas a fugirem para o Oeste, para criar uma crise de refugiados na União Europeia.

O presidente-executivo da DTEK, Maxim Timchenko, disse que as Forças Armadas, o setor energético e cidadãos ucranianos estão fazendo milagres para manter o fornecimento.

"Não há necessidade para deixar a Ucrânia hoje", disse uma nota da empresa que cita o executivo.

Zelenski disse no sábado que os problemas de fornecimento são piores em Kiev e em seus arredores, assim como em outras seis regiões.

"Estamos trabalhando por todo o país para estabilizar a situação", disse o presidente em um pronunciamento por vídeo.


Reuters e R7

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