segunda-feira, 24 de outubro de 2022

Do capitão aos técnicos: as figuras do acesso do Grêmio para a Série A em 2023

 Tricolor confirmou retorno à elite do futebol brasileiro neste domingo, após vencer o Náutico por 3 a 0 nos Aflitos


Grêmio está de volta ao lugar que nunca deveria ter saído: a Série A do Brasileirão. O Correio do Povo elencou oito figuras que foram importantes no acesso do Tricolor. Do capitão Geromel aos treinadores Roger e Renato. Do goleador Diego Souza ao retorno de Lucas Leiva, passando pelo paraguaio Villasanti, a revelação Bitello e Biel, o pedido de Roger.

Geromel, o capitão

Remanescente da fase recente de glórias do Grêmio, Geromel foi um dos principais personagens do acesso para a Série A em 2023. Capitão da equipe, o zagueiro liderou, ao lado de Bruno Alves, o Tricolor a ter a defesa menos vazada por boa parte da competição.

Com contrato renovado para a próxima temporada, o ídolo gremista deverá ser um dos  jogadores que “sobreviverá” à reformulação que o plantel passará para a disputa do Brasileirão da Série A em 2023. Aos 36 anos, o camisa 3 foi o atleta que mais entrou em campo pelo Tricolor na Série B, com 34 jogos e termina a competição entre os melhores zagueiros. 

Foto: Mauro Schaefer / CP Memória 

Villasanti, o ladrão de bolas

Contratado ainda na metade de 2021, Villasanti foi se “encontrar” apenas na caminhada do Tricolor de volta à elite do futebol brasileiro. Colocado como primeiro volante por Roger Machado, o paraguaio se consolidou na posição e virou o principal “ladrão” de bola do clube na campanha.

Ao longo da Série B, o volante disputou 30 partidas, com um gol marcado e duas assistências distribuídas. Com o acesso, a tendência é de que o camisa 27 permaneça para 2023.

Foto: Lucas Uebel / Grêmio / Divulgação / CP 

Bitello, a joia da base

Formado em casa, Bitello começou a receber as primeiras oportunidades ainda no Gauchão. Em um dos Gre-Nais, no Beira-Rio, foi às redes na goleada por 3 a 0. A partir daí, o garoto foi peça fundamental na caminhada tricolor na temporada.

Na Série B, após um bom início, o camisa 39 teve uma pequena queda de rendimento e chegou a parar no banco de reservas. Porém, retomou a condição de titular e terminou a consolidação do acesso como uma das figuras primordiais da equipe de Renato Portaluppi.

Com 34 partidas até o momento, Bitello marcou oito gols - dois contra o Náutico, no jogo do acesso, e distribuiu três assistências ao longo da competição.

Foto: Lucas Uebel / Grêmio / Divulgação / CP 

Lucas Leiva, retorno com gols e dúvidas

Presente no último acesso à Série A em 2005, Lucas Leiva retornou ao Grêmio após 15 anos na Europa. Contratado para a segunda parte do campeonato, o volante teve uma dificuldade inicial na adaptação, mas foi peça fundamental com três gols marcados na reta final, contra Sport e CSA - foram 16 partidas na Série B. No emblemático retorno do camisa 15 aos Aflitos, onde participou da Batalha de 2005, o volante anotou um tento.

Aos 35 anos, Lucas será um dos pilares do clube no retorno à primeira divisão do futebol nacional. Com boa pré-temporada e readaptação completa, o volante tem tudo para ser um dos bons nomes do tricolor em 2023.

Foto: Lucas Uebel / Grêmio / Divulgação / CP 

Biel, pedido de Roger se consolida titular

Contratado a pedido de Roger, Biel se tornou um dos principais personagens do ataque. Com as seguidas lesões de Ferreira e o baixo rendimento de Janderson, o camisa 17 assumiu a titularidade para não largar mais.

Ao longo da Série B, Biel disputou 33 jogos, com cinco gols marcados e seis assistências distribuídas. Emprestado pelo Fluminense, o meia-atacante tem presença incerta para o próximo ano, já que o Tricolor precisará desembolsar cerca de R$ 10 milhões para ficar com o atleta em definitivo.

Foto: Mauro Schaefer / CP Memória 

Diego Souza, de novo homem gol

Maior artilheiro do Grêmio no século, com 86 gols, Diego Souza foi fundamental no acesso para a Série A. Mesmo com a sua condição física bastante criticada, o camisa 29 marcou 14 gols em 32 partidas, além de dar cinco assistências. Foi com folga o artilheiro do clube na Série B.

Aos 37 anos, Diego Souza tem o desejo de encerrar a carreira com a camisa gremista. Em entrevista coletiva recente, o centroavante declarou que, se não seguir no Tricolor na próxima temporada, vai colocar um ponto final na trajetória no futebol.

“Ou jogo no Grêmio ou encerro a carreira (em 2023). Até porque, na minha idade, preciso de estrutura, preciso de time bom e estar bem ambientado e feliz. Aqui, tenho tudo isso. Se tiver que jogar mais um ano, será uma honra enorme, mas isso é um passo lá na frente, disse o jogador.

Foto: Mauro Schaefer / CP Memória 

Roger Machado, campanha regular e críticas

Contratado após a demissão de Vagner Mancini, Roger Machado chegou para a sua segunda passagem pelo Grêmio com um objetivo claro: o acesso para a Série A. Como bônus, o treinador ainda conquistou o título gaúcho após eliminar o arquirrival Inter na semifinal.

Roger comandou o Tricolor na Série B em 27 jogos, onde atravessou bons e maus momentos. Mesmo com o pouco rendimento da equipe na maior parte dos jogos, ele conseguiu conduzir o clube para o G4 e manteve uma invencibilidade de 17 jogos consecutivos.

A partir da perda da invencibilidade, na derrota para o CRB, o Tricolor teve uma sequência de quatro jogos sem vencer, sendo três derrotas, o que culminou na demissão.

Foto: Lucas Uebel / Grêmio / Divulgação / CP 

Renato Portaluppi, a volta do ídolo

Com a sequência negativa e o medo de deixar o G4, o Tricolor recorreu a um velho conhecido: Renato Portaluppi, o maior ídolo da história do clube. O profissional retornava ao clube após um ano e cinco meses.

A volta de Renato tranquilizou o ambiente, principalmente com a torcida, que já contestava o trabalho de Roger. Na estreia, contra o Vasco, Arena lotada e vitória de virada por 2 a 1. O problema, porém, seguia sendo o mesmo: os jogos como visitante, que os gaúchos conquistaram apenas duas vitórias em toda a campanha.

Renato Portaluppi teve o trabalho de conduzir o Grêmio na reta final, sem percalços, de volta à elite do futebol brasileiro. De onde não deveria ter saído, se não fosse a incompetência protagonizada pela diretoria em 2021.

Foto: Lucas Uebel / Grêmio / Divulgação / CP 


Correio do Povo

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