segunda-feira, 24 de outubro de 2022

Debate acalorado entre Onyx e Leite abre última semana de campanha no RS

 Candidatos ao governo do Estado encontraram-se em Novo Hamburgo e trocaram farpas e acusações

Candidatos ao governo do RS se enfrentam em debate promovido pelo Grupo Sinos 

Onyx Lorenzoni (PL) e Eduardo Leite (PSDB) iniciaram de forma quente a última semana de campanha. Temas como as falas de Bibo Nunes (PL), correligionário de Onyx, a pensão de Leite ao renunciar ao cargo de governador, caixa 2, apoio do PT e a questão nacional foram alguns dos temas presentes em trocas de farpas entre os dois, que antes do embate apertaram as mãos de forma breve. Eles se encontraram frente a frente, dando a largada na semana derradeira de eleição, em debate promovido pelo Grupo Editorial Sinos, em Novo Hamburgo, mediado por Cláudio Brito.

Leite iniciou perguntando, ressaltando estar em uma região de universidades importantes, fez o gancho com as falas de Bibo Nunes, que disse que estudantes universitários de Pelotas e Santa Maria deveriam ser "queimados". 

O tucano cobrou um posicionamento do rival. Onyx rebateu dizendo que sua campanha emitiu nota combatendo a violência do que chamou de "aliados petistas" do tucano,  aos quais acusa de agressão a uma família na praça da Encol, no último final de semana. 

O liberal afirma que a nota repudia qualquer ato de violência e que também não viu o adversário posicionar-se na questão que comentou. Ao ser questionado se poderia garantir que Bibo não estará em um eventual governo, Onyx não foi definitivo. 

"Não me cabe responsabilidade ao que um parlamentar diz. O deputado Bibo Nunes se desculpou publicamente e reconheceu seu erro", afirmou, dizendo ter estado, no dia anterior, com familiar de uma das vítimas da Boate Kiss, em Santa Maria. 

Onyx aproveitou para corroborar a frase do presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre Roberto Jefferson. "Quem atira em policial é bandido e concordo com ele". 

Questão nacional

Bolsonaro foi tema também de questionamento de Onyx a Leite. "Ele não quer votar em Bolsonaro, essa é a verdade", disse, referindo-se a neutralidade do adversário, a quem tenta colar ao PT. 

O tucano disse manter as divergências com o PT no campo programático, mas que sabe "conviver e respeitar". 

Ele também acusou o liberal de se "escorar em um grupo político e um líder", pois por seus méritos próprios fracassou nas eleições para prefeito de Porto Alegre no passado. 

Pensão e denúncias

A pensão ao ex-governador retornou como um um dos temas. Onyx questionou por que aos 37 anos Leite solicitou o beneficio. "Eu sou o único dos que já governaram o RS que não recebe pensão. No primeiro turno, várias vezes surgiu essa fake news e conseguimos repor a verdade na Justiça. Quem vai receber pensão especial é o senhor, que aderiu ao regime de previdência dos deputados", rebateu o tucano. 

Ele relembrou o caso de caixa 2, admitido pelo liberal em 2017, afirmando que, antes, o adversário havia defendido a criminalização desse tipo de ato. 

"Essa questão já está mais que resolvida. Nunca estive envolvido em nada de corrupção. Diferente de Marcelo Gassen, da EGR, que foi preso. O senhor não fala sobre isso", retrucou Onyx. 

Onyx afirmou ainda ter "denúncias graves que ainda viriam à tona", fala que foi confrontada pelo tucano, desafiando o liberal a fazê-las no ato, o que não ocorreu. 

"Ele faz ilações, insinuações. Não apresenta com clareza que, onde e como. Assisto à uma usina de mentiras", disse Leite, que insistiu diversas vezes que o rival trouxesse as denúncias. 

Debate na AMRIGS

Acompanhavam Onyx, além de sua esposa Denise, o deputado federal eleito Tenente-coronel Zucco (Republicanos) e o deputado estadual Capitão Macedo (PL). Já ao lado de Leite estava o deputado federal reeleito e presidente licenciado do PSDB no RS, Lucas Redecker. 

Nesta terça-feira, Onyx e Leite voltam a confrontar suas ideias em debate do Correio do Povo e da Rádio Guaíba, no Teatro AMRIGS, às 13h10.

Correio do Povo

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