sábado, 9 de julho de 2022

Veja como funciona o centro de operação da Amazon instalado no Rio Grande do Sul

 Centro da multinacional de tecnologia está situado em Nova Santa Rita e emprega 350 pessoas

Centro da multinacional de tecnologia está situado em Santa Cruz do Sul e emprega 350 pessoas 

A pandemia do novo coronavírus transformou hábitos de consumo e obrigou as empresas que operam o comércio eletrônico, conhecido como e-commerce, a se adaptarem às novas demandas do público. O resultado é a expansão desses serviços e do número de lojas virtuais no país. Mas os usuários que recebem as encomendas no conforto do lar desconhecem todo o processo que envolve a seleção e a distribuição das mercadorias. Para entender como funciona a operação, o Correio do Povo conheceu a unidade da Amazon no Rio Grande do Sul, que tem 41 mil m², e está instalada em Nova Santa Rita, na Região Metropolitana do RS.

A companhia, que se concentra no e-commerce, computação em nuvem, streaming e inteligência artificial, emprega 350 pessoas. Em épocas especiais, as contratações temporárias chegam a 600, praticamente triplicando o número de profissionais na unidade. Líder do centro de distribuição, Ana Laura Bueno, 32, é responsável pelo gerenciamento da equipe.

Ana Laura Bueno, 32, é responsável pelo gerenciamento da equipe | Foto: Alina Souza

No que diz respeito ao trabalho do time de recebimento, ela explica que as etapas envolvem recebimento, inventário e armazenagem. "Começa na doca. Os fornecedores têm os agendamentos de entrega e vão fazer estudo no sistema. Então, a gente sabe quais cargas vão chegar. Esse caminhão entra na nossa portaria, faz um check in ali, e descarrega. No ato da descarga, a gente confere os volumes. Então, a gente vai conferir ali a nota, ver os volumes que estão sendo entregues. Isso fica na doca e dali segue para as estações de recebimento", explica.

O movimento dos funcionários, que transportam produtos sem parar, contrasta com o ambiente sereno e tranquilo do local. "Eles recebem esses itens dentro de um carrinho como se fosse um carrinho de supermercado. Enchem esse carrinho e mandam para o time da armazenagem, que vai pegar este carrinho e transitar entre os corredores de maneira aleatória e armazenar", ressalta. Ana explica que existem regras de armazenagem. "Alimentos ficam em locais separados. A gente faz uma organização por tamanho, mas a gente pode ter um livro armazenado do lado de um copo", frisa.

De acordo com Ana, o carrinho segue pra um processo de organização por cliente. Um funcionário vai dividir em vários 'bloquinhos pequenos de pedidos". "Esse carrinho já separado por pedido de cliente vai pra estação de embalagem, nessa estação de embalagem o associado vai pegar aqueles produtos todos, o sistema já vai direcionar ele e qual caixa tem que usar, então o sistema sabe qual que é o tamanho de cada item, qual que é o volume total daquele pedido", frisa.

 Um funcionário vai dividir em vários 'bloquinhos pequenos de pedidos" | Foto: Alina Souza

Tudo é planejado nos mínimos detalhes, como na hora de pesar o produto. "Essa pesagem é muito importante, porque ele vai somar o peso de cada item que deveria ter naquele pedido e o peso da caixa que o sistema colocou pra gente usar. Se tiver alguma diferença, caso a gente tenha errado em algum processo de colocar um item a mais ou a menos, ele direciona esse pacote pra um analista fazer os ajustes e entender o que que aconteceu. Mas estando tudo certo, não tendo uma variação ali de diferença de peso, ele segue pro processo de nota fiscal", destaca.

A chegada da empresa representou oportunidade no mercado de trabalho para moradores da Região Metropolitana. Foi o caso de Pâmela Yasmin Nunes Romana, 20, que reside em Nova Santa Rita. Ela ingressou na companhia no dia 7 de outubro de 2021. Indicada pela mãe Carolina Azevedo Nunes, que trabalha na Amazon desde a abertura da unidade no Estado, em outubro de 2020, Pâmela conquistou a vaga de auxiliar de logística. Com a experiência, passou a ser embaixadora, que é a pessoa que orienta os novatos.

Pâmela Yasmin Nunes Romana, 20, ingressou na companhia no dia 7 de outubro de 2021 | Foto: Alina Souza

Entre os pontos positivos, ela destaca a diversidade e o bom ambiente de trabalho. "Gosto muito de trabalhar aqui, porque já trabalhei em outras logísticas. Mas não eram iguais aqui, porque nas outras empresas a gente vê ainda um pouco da questão de machismo. Aqui a minha mãe trabalha na doca e na doca é um serviço muito braçal", compara. "Independente de cor, estilo, qualquer coisa assim, a gente se sente muito bem aqui. Eu gosto bastante e a gente vê muito crescimento", completa.

Apesar do ambiente descontraído, ela reconhece que o 'serviço é uma correria'. O horário de trabalho é das 8h às 17h48. "Já estou estudando um tecnólogo em logística por conta daqui. Mesmo que eu já tenha trabalhado em logística outras vezes, eu não tinha me motivado tanto quanto aqui", afirma. Em datas especiais, é comum a contratação de profissionais temporários. O auxiliar logístico Isaque Ferreira Martins, 22, abraçou a oportunidade que recebeu durante o recrutamento de profissionais temporários.

Após cumprir 90 dias de contrato, Martins - que reside em Esteio - foi admitido em definitivo. Com oito meses de empresa, atua no processo de armazenagem. "A logística é muito mais apurada, é algo que tem realmente o resultado que a gente precisa", garante. Ele também é embaixador e orienta os mais novos. "A gente deixa a pessoa bem à vontade pra gente poder passar um treinamento, explicar o processo, que é bem simples, porém segue várias etapa", destaca.

Correio do Povo


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