quinta-feira, 14 de julho de 2022

Representantes de Tebet e Lula se reúnem com Moraes para discutir violência

 Tema central da conversa com o vice-presidente do TSE foi a adoção de medidas contra agressão em atos políticos neste ano



Representantes das campanhas de Simone Tebet (MDB) e Lula (PT) se reuniram com o vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes, nesta quarta-feira (13), para tratar de ações contra violência em atos políticos neste ano eleitoral. Moraes foi eleito como presidente do TSE e assumirá a função em agosto com o desafio de lidar com os ataques registrados pelo país nos últimos meses.

A equipe de Tebet entregou uma carta a Moraes em que classifica a eleição de outubro como uma das mais importantes da história recente. O texto mostra uma preocupação com "episódios de agressividade e violência que não se coadunam com o espírito da nossa democracia" e propõe um pacto de não agressão entre todas as campanhas.

"Precisamos de um pacto que ressalte e deixe claro, de uma vez por todas, para as brasileiras e os brasileiros, o nosso compromisso inalienável com as nossas instituições, com a integridade do processo eleitoral e com a disputa democrática", diz a carta. Também participaram do encontro Confúcio Moura, vice-presidente do MDB; Bruno Araújo, presidente do PSDB; e Roberto Freire, presidente do Cidadania.

Tebet chegou a dizer para Moraes que "as palavras, infelizmente, mataram", se referindo à morte de Marcelo Arruda, guarda municipal assassinado em Foz do Iguaçu (PR) durante a festa de aniversário com temática petista pelo policial penal Jorge Guaranho, que foi preso preventivamente.

Aliados de Lula

Aliados de Lula também se reuniram com Alexandre de Moraes. Os dirigentes dos partidos da coligação PT, PSB, PCdoB, PSOL, PV, Solidariedade e Rede tiveram audiência com o ministro e entregaram um Memorial sobre a Violência Política contra a Oposição no Brasil.

A agenda ocorreu no mesmo dia em que Lula visitou o presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Os diálogos das duas agendas tiveram como base o pedido por iniciativas para garantir eleições pacíficas.

Ciro Gomes, também pré-candidato à Presidência da República se manifestou sobre o tema ao saber dos encontros dos rivais. Ele disse que acha ótimo o pacto de não agressão, mas que é preciso mais.

"Qualquer iniciativa que defenda a paz e a normalidade no pleito tem meu apoio. Mas sugiro, igualmente, que conste deste acordo uma cláusula com o compromisso firmado, por todos os signatários, de participarem de debates ao vivo nos meios de comunicação", publicou Ciro, em nota.

R7 e Correio do Povo


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