sábado, 16 de julho de 2022

MP denuncia médico anestesista por estupro de vulnerável no Rio

 Giovanni Quintella Bezerra está preso preventivamente após ter sido filmado violentando uma paciente sedada durante o parto



O médico anestesista Giovanni Quintella Bezerra foi denunciado pelo MP-RJ (Ministério Púbico do Rio de Janeiro) pelo crime de estupro de vulnerável nesta sexta-feira. Ele foi preso após ter sido flagrado abusando sexualmente de paciente, no último dia 10, que estava sedada durante o parto cesariana no Hospital da Mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. 

A 2ª Promotoria de Justiça Criminal de São João de Meriti ressaltou que os crimes foram cometidos contra mulher grávida e com violação do dever inerente à profissão de médico anestesiologista.

O MP pediu à Justiça que o processo fique sob sigilo a fim de preservar e resguardar a imagem da vítima. Além disso, a Promotoria defende uma indenização, em valor não inferior a 10 salários mínimos, devido aos prejuízos de ordem moral causados à paciente em decorrência da conduta de Giovanni.

De acordo com a denúncia, o crime foi filmado pela equipe de enfermagem Após conseguir a gravação, os funcionários comunicaram imediatamente os fatos à chefia do Hospital da Mulher Heloneida Studart, que acionou a Polícia Civil. Os agentes prenderam em flagrante o anestesista e o conduziram à Deam (Delegacia de Atendimento à Mulher) de São João de Meriti)

Para o MP, Giovanni Quintella Bezerra agiu de "forma livre e consciente, com vontade de satisfazer a sua lascívia, praticou atos libidinosos diversos da conjunção carnal com a vítima, parturiente impossibilitada de oferecer resistência em razão da sedação anestésica ministrada". 

A denúncia sustenta, ainda, que ele "abusou da relação de confiança que a vítima mantinha com ele, posto que, se valendo da condição de médico anestesista, aproveitou-se da autoridade/poder que exercia sobre ela, ao aplicar-lhe substância de efeito sedativo".

Giovanni Quintella Bezerra está preso preventivamente em uma cela individual em Bangu 8, na zona oeste do Rio. A defesa dele não foi localizada pelo R7, após o advogado Hugo Novais deixar o caso. 

A Polícia Civil ainda investiga se outras mulheres foram vítimas do anestesista. Ao menos outras duas que foram atendidas no mesmo dia por Giovanni são consideradas possíveis vítimas. A delegada Bárbara Lomba já identificou cerca de 30 pacientes que terão os casos analisados.  

R7 e Correio do Povo

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