domingo, 17 de julho de 2022

Ministro da Justiça manda PF investigar vídeo que simula atentado contra Bolsonaro

 Vídeo compartilhado nas redes sociais mostra um ator com faixa presidencial em motociata e, depois, morto, caído no chão

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, informou na tarde deste sábado (16) que encaminhou à Polícia Federal, para instauração de inquérito policial, as imagens que encenam o suposto assassinato de um homem com a aparência do presidente Jair Bolsonaro.

As imagens mostram o ator, que estaria interpretando o chefe do Executivo, em uma motociata. Em seguida, o vídeo apresenta o homem caído no chão com os braços abertos, sangue na roupa e uma espécie de flecha no pescoço.

"Determinei encaminhamento do caso à Polícia Federal para instauração de inquérito policial e completa apuração dos fatos", escreveu Torres nas redes sociais.

Mais cedo, o ministro questionou a possibilidade de o vídeo ser uma "produção artística" e disse que a pasta ia avaliar as "medidas cabíveis" e "apurar eventuais responsabilidades" no caso.

"Circulam nas redes fotos e vídeos de um suposto atentado contra a vida do presidente Bolsonaro. Produção artística? Estamos estudando o caso para avaliar medidas cabíveis e apurar eventuais responsabilidades. As imagens são chocantes e merecem ser apuradas com cuidado", afirmou Torres.

Ministros, deputados aliados do presidente, apoiadores e até ex-aliados de Bolsonaro, como o ex-juiz Sergio Moro, criticaram o vídeo. Eles falam em discurso de ódio e incentivo a um atentado contra o chefe do Executivo.

O vice-presidente Hamilton Mourão chamou as imagens de "ato imoral à nação e ao governo". "Repudio veemente qualquer ato que possa estimular a violência a quem quer que seja. Está circulando nas redes um 'filme' que demonstra o suposto assassinato do nosso presidente. Isso não é arte! Isso é um ato imoral à Nação e ao Governo Federal", afirmou.

As imagens foram reveladas no momento em que o presidente da República tenta contornar o impacto do assassinato do tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu, Marcelo Arruda, pelo bolsonarista Jorge Guaranho.

Guaranho invadiu a festa de aniversário de Arruda, que tinha como tema o Partido dos Trabalhadores, teria gritado palavras de apoio ao presidente e depois disparou contra a vítima, que morreu no local. Guaranho foi indiciado por homicídio qualificado por motivo torpe.


R7 e Correio do Povo

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