quinta-feira, 14 de julho de 2022

Hamilton Mourão descarta a possibilidade de ocorrer no Brasil um episódio semelhante à invasão do Capitólio, nos EUA

 


O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, disse não ser papel dos militares interferir no processo eleitoral e afastou a possibilidade de acontecer no Brasil um episódio semelhante à invasão do Capitólio, nos Estados Unidos, ocorrida em 6 de janeiro de 2021.

“A palavra está dada pelo ministro da Defesa e pelo comandante das Forças [Armadas] que ninguém vai interferir em nada no processo eleitoral. Nem é papel militar. O que existe hoje é um ‘metaverso’ que vem sendo criado, por parcela da imprensa, querendo que aconteça a eleição aqui no Brasil da mesma forma que aconteceu nos Estados Unidos”, afirmou o general gaúcho em entrevista à revista Veja publicada nesta semana.

Segundo ele, o processo eleitoral é “totalmente diferente” nos Estados Unidos, o que indicaria que os episódios de violência não devem se repetir. “Então, aqui não tem espaço para 6 de janeiro, porque aqui não existe 6 de janeiro”, disse.

As declarações de Mourão ocorreram após uma fala do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Edson Fachin, durante um evento em Washington, no começo deste mês. Na ocasião, ele levantou a possibilidade de o Brasil ter um episódio “ainda mais agravado” do que a invasão do Capitólio por apoiadores do ex-presidente Donald Trump, após a vitória de Joe Biden nas urnas norte-americanas.

Mourão também negou haver “tensão” no Exército em relação às eleições. “Por que o grupo militar estaria tenso? Qual é uma das funções das Forças Armadas? Garantir a lei e a ordem, se houver uma baderna generalizada no País, independente de quem forem os baderneiros e o sistema policial não der conta disso”, declarou o vice-presidente, que é pré-candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul.

O Sul

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