segunda-feira, 11 de julho de 2022

EUA e China chegam a 'consenso', mas guerra na Ucrânia e situação de Taiwan ainda preocupam

 

Antony Blinken e Wang Yi citaram reunião produtiva no G20, mas o americano pediu aos asiáticos que condenem 'agressão' à Ucrânia




O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, e o seu homólogo dos Estados Unidos, Antony Blinken, chegaram a um "consenso", neste sábado (9), para melhorar as relações entre os países, durante uma reunião do G20. A informação foi dada pelo governo chinês em um momento em que as potências procuram baixar as tensões.

"Ambas as partes, com base na reciprocidade de benefício mútuo, chegaram a um consenso para que o grupo de trabalho conjunto sino-americano consiga mais resultados", disse o ministério chinês depois do encontro.

Por sua vez, o secretário de Estado dos EUA assegurou que as conversas com o chanceler chinês foram "úteis, francas e construtivas". Expressou, porém, "preocupação" com  a situação de Taiwan.

"Diante da complexidade de nossas relações, posso dizer com certa confiança que nossas delegações consideraram úteis, francas e construtivas as discussões de hoje [sábado]", disse Blinken, após cinco horas de reunião com Wang, um dia depois de um encontro dos chefes de Estado do G20 em Bali, na Indonésia.

"Expressei a profunda preocupação dos Estados Unidos com a retórica e as atividades cada vez mais provocadoras de Pequim em relação a Taiwan e com a importância vital da manutenção da paz e estabilidade do país asiático", acrescentou Blinken.

As tensões entre China e Estados Unidos no que se refere à ilha aumentaram devido às crescentes incursões aéreas da China na zona de defesa de Taiwan, que Pequim considera uma província própria e está determinada a recuperar um dia — mesmo que seja pela força.

Invasão da Ucrânia

Blinken afirmou também que pediu ao homólogo chinês distância de Moscou, além de condenar a "agressão" russa contra a Ucrânia.

"Realmente, é o momento para todos nos levantarmos, como fizeram os países do G20 seguidamente, para condenar a agressão e exigir, entre outras coisas, que a Rússia permita o acesso aos alimentos bloqueados na Ucrânia", disse o chanceler americano.

O secretário disse não ter notado "nenhum sinal" de cooperação por parte da Rússia no encontro.

Na quinta-feira (7), o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, ausentou-se de várias sessões com pares do G20 (grupo das maiores potências industrializadas e emergentes do mundo) depois de ter recebido uma chuva de críticas pela invasão da Ucrânia.

AFP e R7

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