domingo, 10 de julho de 2022

Em Porto Alegre, “Caminhada pela Vida” chama a atenção para os problemas causados pelas drogas

 


Em meio à programação alusiva ao Dia Internacional contra o Abuso e Tráfico Ilícito de Drogas, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Porto Alegre promove neste domingo (10) mais uma edição anual da “Caminhada pela Vida”. O evento é gratuito e está marcado para 10h30min, com saída nas imediações do Monumento ao Expedicionário, no Parque da Redenção.

Não foram divulgadas informações sobre aspectos como trajeto, duração ou outros detalhes. Em caso de dúvida, deve ser acessado o site oficial portoalegre.rs.gov.br

A data temática – celebrada em 26 de junho – foi criada em 1987 pela Organização das Nações Unidas (ONU) para conscientizar as pessoas sobre os problemas desencadeados pelo consumo, dependência e comércio de drogas, tanto por usuários quando por familiares e sociedade em geral.

“Atualmente, o uso e abuso de álcool e outras substâncias [ilícitas ou não] constituem um dos maiores problemas de saúde pública no mundo, considerando-se a magnitude e a diversidade de aspectos envolvidos”, ressalta o Ministério da Saúde.

Na capital gaúcha, a iniciativa é organizada pelo Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas da Cidade. A iniciativa conta com apoio das secretarias da Educação, Segurança, Desenvolvimento Social, Esporte, Lazer e Juventude, em parceria com organizações sociais.

Em paralelo à caminhada, está prevista uma programação especial das 9h às 17h, com apresentações musicais, roda de conversa, dinâmicas de integração, contação de histórias e prestação de informações.

Também serão oferecidos testes rápidos de HIV, sífilis e hepatite, com auxílio da equipe do projeto “Fique Sabendo”, com uma unidade móvel das 9h às 13h. Em caso de mau tempo, o evento pode ser transferido.

Status de doença

A OMS considera que a dependência em drogas lícitas ou ilícitas é uma doença e um problema de saúde pública que preocupa autoridades do mundo inteiro, pois afeta valores culturais, sociais, econômicos e políticos.

E isso inclui  não apenas drogas tradicionalmente proibidas em boa parte dos países, como maconha, cocaína e crack: substâncias legalmente permitidas (e até mesmo socialmente aceitas), tais como álcool, cigarro e remédios utilizados indevidamente muitas vezes representam problema semelhante.

No Brasil, quem necessita de tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) devido ao abuso de álcool e outras drogas deve procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBS), Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e os Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas III (Caps AD).

Esse atendimento costuma ser prestado por equipes multiprofissionais, compostas por médico (psiquiatra, clínico geral) e psicólogos, dentre outros.

“Antes de qualquer outra coisa, as drogas oferecem prazer imediato e, por causarem dependência física, psicológica e síndrome de abstinência, são de difícil tratamento”, ressalta o Ministério da Saúde. “As ações preventivas devem ser planejadas e direcionadas para o desenvolvimento humano, o incentivo à educação, prática de esportes, cultura, lazer e a socialização do conhecimento sobre drogas, com embasamento científico.”

O Sul

Nenhum comentário:

Postar um comentário