quarta-feira, 13 de julho de 2022

Diesel pode durar mais 50 dias sem importações, diz ministro

 Adolfo Sachsida, ministro de Minas e Energia, explicou que o governo monitora "atentamente" a evolução do cenário mundial



O ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, disse nesta terça-feira que o estoque de diesel no Brasil pode durar mais 50 dias caso não haja novas importações ao longo desse período. "O ministério está muito atento à questão do diesel e até ontem o Brasil tinha 50 dias. Se acontecer algo no mundo e não puder importar mais petróleo, o país ainda assim tem 50 dias de diesel sem precisar importar petróleo", comentou Sachsida durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.

Apesar dessa projeção, o ministro descartou qualquer possibilidade de desabastecimento. Ele garantiu que o país tem diesel suficiente para durar até dezembro. Segundo Sachsida, na última segunda-feira, o Brasil tinha nas suas reservas de diesel A S-10 (quando não há a adição de biodiesel) 1,6 milhão de metros cúbicos ou 1,6 bilhão de litros do combustível.

"Estamos bem preparados e bem posicionados monitorando atentamente a evolução do cenário mundial", destacou Sachsida, acrescentando que o governo acompanha o abastecimento de óleo diesel em conjunto com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Governo quer comprar diesel da Rússia

A situação do diesel ganhou atenção do governo federal em virtude da falta de refino, que provocou uma queda nas reservas em todo o mundo. Por causa disso, nos últimos dias o Executivo passou a sinalizar possibilidade de comprar diesel da Rússia.

Na segunda, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o país estava próximo de um acordo nesse sentido com Moscou. Já nesta terça, o ministro das Relações Exteriores, Carlos França, disse que o Brasil comprará da Rússia a maior quantidade de diesel possível. "Temos que garantir diesel suficiente para o agronegócio e para os motoristas brasileiros", disse o ministro aos jornalistas, em paralelo à reunião do Conselho de Segurança da ONU. 

França acrescentou que o Brasil comprará "o máximo que puder" da Rússia, país que passou a ser alvo de duras sanções internacionais após invadir a Ucrânia. O Brasil é "um parceiro estratégico" da Rússia, de quem é fortemente dependente em matéria de fertilizantes, lembrou o ministro.

R7 e Correio do Povo

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