terça-feira, 12 de julho de 2022

Delegada investiga se anestesista preso por estuprar grávida aumentou a dose da sedação

 Bárbara Lomba, responsável pela investigação, disse que médico já está indiciado pelo crime de estupro vulnerável

Médico foi preso em flagrante 

A delegada Bárbara Lomba, da Deam (Delegacia de Atendimento à Mulher) de São João de Meriti, investiga se o médico anestesista flagrado abusando sexualmente de uma grávida durante o parto aumentou a dose da sedação e se usou desnecessariamente as substâncias. Os frascos utilizados foram recolhidos para serem encaminhados à análise.

O médico foi preso em flagrante por estuprar uma paciente durante o parto no Hospital da Mulher, em Vilar dos Teles, São João de Meriti, na Baixada Fluminense, nesta segunda-feira. Ele já foi transferido para o presídio de Benfica, na zona norte da capital, e deve passar por uma audiência de custódia na terça-feira.

Em entrevista ao Balanço Geral RJ, a delegada Bárbara Lomba contou que a polícia foi acionada pelo hospital. Ao chegarem na unidade, os agentes ouviram testemunhas e tiveram acesso ao vídeo gravado pela equipe de enfermagem, que já desconfiava da conduta do anestesista há cerca de um mês.

A delegada explicou que integrantes daquela equipe participaram de três cirurgias no plantão e decidiram gravar o vídeo, com um telefone escondido. "Na primeira, já observaram os mesmos comportamentos. Na segunda, um integrante teve que se aproximar por necessidade de um equipamento que teve problema e a pessoa viu o pênis do médico exposto. Entre a segunda e terceira cirurgia, decidiram, juntos, que iriam tentar fazer essas imagens e conseguiram filmar".

Bárbara Lomba acrescentou que o vídeo foi uma prova fundamental pela prisão em flagrante e, posteriormente, pelo indiciamento do médico.

"As imagens falam por si. É desnecessário que fiquemos descrevendo porque é uma coisa hedionda, estarrecedora, indescritível, inimaginável. Mas todos viram o que aconteceu. Aquilo ali é um relato do crime. O próprio autor, vítima, todos presentes. Toda a dinâmica do crime está ali. É uma prova fundamental, a principal, talvez dispensasse outras, mas nós, havendo outras, como relatos testemunhais, de outras vítimas, o prontuário médico da vítima, que precisamos saber o que foi ministrado durante o procedimento durante a anestesia", explicou Bárbara.

A delegada afirmou que tenta identificar outras possíveis vítimas do médico preso.

R7 e Correio do Povo

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