quinta-feira, 14 de julho de 2022

Com inflação nos Estados Unidos, Bolsa cai 0,40% e dólar recua 0,61%, valendo 5 reais e 41 centavos

 


O dólar comercial fechou o dia em queda de 0,61% e ficou cotado a R$ 5,406. O Ibovespa, principal índice da B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, também caiu na sessão desta quarta-feira (13). A Bolsa encerrou o pregão com recuo de 0,40%, aos 97.881,16 pontos.

Tanto o dólar quanto a Bolsa foram impactados pela divulgação de que a inflação ao consumidor nos Estados Unidos acelerou no mês passado acima do esperado, atingindo a maior taxa anual em 40 anos e meio.

Hoje, a moeda estrangeira reverteu parte dos ganhos dos últimos dois dias. Na variação semanal, o dólar subiu 2,62% e na mensal cresceu 3,27%. Na variação anual a moeda recuou 3,05%.

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa refere-se ao dólar comercial. Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, o valor é bem mais alto.

Mercados

A inflação ao consumidor nos Estados Unidos acelerou em junho, resultando na maior taxa anual em 40 anos e meio e consolidando as expectativas de que o Federal Reserve (Fed, o equivalente ao Banco Central americano) aumente os juros em 0,75 ponto percentual no final deste mês. Nesta quarta foi divulgado o Livro Bege pelo Fed, uma coleção de relatos de empresas de todo o país, que apontou número crescente de distritos com queda no emprego.

À medida que os bancos centrais apertam as condições financeiras, a China luta contra a pandemia de covid e a Europa se mantém afundada em preocupações energéticas, com a ameaça de interrupção de oferta do gás russo, a perspectiva de uma recessão global vai ganhando corpo.

Os investidores voltaram a demonstrar preocupação com a economia da China esta semana, por conta do aumento de casos de covid no país, que podem levar à adoção de uma nova rodada de medidas de restrição à atividade econômica do país. Além do impacto nos preços das commodities, o cenário dificulta a normalização das cadeias globais de oferta, fator que segue como um empecilho para a queda da inflação ao redor do mundo.

No Brasil, os ativos vêm sendo pressionados pelo desarranjo das contas públicas. A Câmara concluiu a aprovação da PEC Eleitoral, que amplia os gastos do governo em cerca de R$ 41 bilhões fora do teto de gastos. O pacote reacendeu temores de descontrole fiscal e de uma pressão ainda maior nos juros e inflação.

Os agentes locais repercutem também os dados de volume de vendas do varejo divulgados pelo IBGE – em maio, o crescimento foi de 0,1%, quinto mês seguido de alta, mas o pior desempenho do indicador este ano.

O Sul

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