segunda-feira, 27 de junho de 2022

Para 67% dos brasileiros, a economia piorou nos últimos meses

 


Uma pesquisa realizada pelo Datafolha mostrou que 67% dos brasileiros consideram que a situação econômica do país nos últimos meses piorou. Além disso, 63% afirmam não ganhar o necessário para cobrir as despesas do dia a dia. Desse contingente, 37%, declaram que o dinheiro da família hoje não é suficiente, e que às vezes até falta. Outros 26% afirmam que ganham muito pouco, o que traz dificuldades.

O contingente de brasileiros que declaravam ter limitações orçamentárias na família vinha caindo desde o pico, em julho de 2016, quando 67% afirmaram ter problemas financeiros em casa. Há um ano, essa parcela havia diminuído para 55%.

O número de brasileiros que declarava ganhar muito pouco ainda avançava, e chegou a 25% em junho de 2021. No entanto, o contingente que dizia não ganhar o suficiente, e ver o dinheiro faltar, vinha em queda, chegando a 30%.

Naquele momento, 39%, afirmavam ganhar exatamente o que precisavam para viver. Agora, essa parcela caiu para 32%.
A pesquisa mostra que a situação atualmente é muito delicada principalmente para quem tem renda familiar de até dois salários mínimos, com 81% declarando sofrer limitações financeiras.

Nessa parcela, 42% afirmam que a renda familiar não é suficiente, e às vezes falta dinheiro, enquanto 39% dizem que ganham muito pouco e têm dificuldades.

Projeções pessimistas

As projeções para a economia ainda são ruins para os próximos meses, mas a parcela de brasileiros que estimam uma reação começa a subir. Na pesquisa atual, 63% esperam aumento na inflação contra 74% em março. A parcela que projeta redução foi de 10% para 13%, enquanto quem acredita que vai ficar como está passou de 12% para 19% no mesmo período.
O grupo que estima aumento no desemprego lidera, mas também cedeu, de 50% em março para 45% agora.

Em relação à expectativa do poder de compra dos salários, há uma melhora, com empate técnico no Datafolha de junho. A pesquisa mostra que 34% acreditam que vai perder poder de compra, outros 33%, que vai ficar como está. Em março, 40% esperam perda e 29% acreditavam que iria ficar como estava.

A parcela que estima aumento no poder de compra ficou na margem de erro, indo de 27% em março para 29% agora.

O instituto entrevistou, entre os dias 22 e 23 de junho, 2.556 pessoas em 181 cidades. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos para mais ou menos.

O Sul

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