sábado, 11 de junho de 2022

OCDE aprova roteiro para adesão do Brasil e do Peru

 Argentina ficou de fora dessa rodada



A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) aprovou nesta sexta-feira (10) o roteiro para a adesão do Brasil e do Peru, mas não da Argentina, apesar das "conversas positivas" com este país. O secretário-geral da OCDE, Mathias Cormann, anunciou em entrevista coletiva em Paris a "adoção formal do roteiro para a adesão do Brasil, Bulgária, Croácia, Peru e Romênia" ao final de uma reunião de ministros da organização que reúne as maiores economias do mundo com regimes democráticos.

"Damos calorosas boas-vindas a esses países no início de um processo positivo e transformador. Também mantemos negociações positivas com a Argentina sobre os próximos passos no processo de adesão", acrescentou Cormann, sem fornecer mais detalhes.

A OCDE anunciou em janeiro o início das negociações com esses três países latino-americanos e três europeus com vistas à futura adesão a este clube atualmente com 38 membros.  O passo seguinte foi a aprovação do roteiro que estabelece o processo e define as condições de adesão. A OCDE realizará exames técnicos em áreas como comércio, investimento, combate à corrupção e mudanças climáticas.

Quatro países latino-americanos - Chile, Costa Rica, Colômbia e México - já fazem parte da organização fundada em 1961, cujos membros representam cerca de 80% do comércio e dos investimentos mundiais. A adesão à OCDE é uma bandeira do ministro da Economia, Paulo Guedes. A aprovação do roteiro ocorre a menos de quatro meses das eleições presidenciais, nas quais o presidente de Jair Bolsonaro busca um novo mandato.

Após o anúncio do início das discussões em janeiro, Guedes considerou que o processo de adesão à OCDE foi "um reconhecimento" de que o Brasil é "um grande país". A seu momento, o presidente peruano, o esquerdista Pedro Castillo, também agradeceu por essa decisão e afirmou que seu governo reiterou “seu compromisso com os valores da OCDE em benefício de sua população”.

AFP e Correio do Povo


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