quarta-feira, 22 de junho de 2022

Fraudes no Pix já passam de 300 milhões de reais por mês

 


As fraudes no Pix, mecanismo gratuito de pagamentos instantâneos, ultrapassaram a média de R$ 10 milhões por dia. Significa que as trapaças digitais estão rendendo, na média, pouco mais de R$ 416 mil por hora somente no Pix.

Em pelo menos um mês, neste semestre, os golpes somaram R$ 312 milhões. Não é pouco, equivale a 260 mil salários mínimos, dimensão da folha da Previdência Social em Sergipe.

É, ainda, uma quantia superior à reservada no fundo orçamentário para financiar as campanhas eleitorais do Partido Liberal (R$ 288 milhões), entre elas a candidatura de Jair Bolsonaro à reeleição.

Fraudes no Pix dependem da existência de, no mínimo, duas contas – a que paga e a que recebe. Para dificultar o rastreamento, golpistas usam intensivamente contas intermediárias, a maioria em nome de “laranjas”.

Como todo o processamento é eletrônico, o estelionato é rastreável. Os bancos, no entanto, hesitam.

Num aspecto, em aperfeiçoar a segurança para “limpar” a contaminação do sistema que os deixa na condição de hospedeiros das redes de fraude e, em última análise, da lavagem de dinheiro obtido de forma ilícita.

Em outro, na ambiguidade sobre a responsabilidade em padrões de indenização – ao contrário das operações com cartão de crédito, para os quais vendem seguro.

O Banco Central começou a pressionar as casas bancárias. Quer que mapeiem, resolvam as próprias falhas de prevenção e criem uma rotina de relatos aos órgãos de segurança sobre as redes de fraudes.

Os golpes são pequenos em proporção ao volume de operações no Pix (R$ 785 bilhões no mês de março). Mas a disseminação, combinada à relutância dos bancos nas indenizações aos clientes, passou a representar ameaça potencial àquilo que mecanismo de pagamento tem de melhor e que lhe garante o status de meio transformador das relações na economia digital brasileira – a confiança.

Dicas para evitar golpes

Os principais golpes e fraudes com Pix são variados. Abaixo estão algumas dicas que podem ajudar:

– Sempre confira o remetente dos e-mails recebidos e não acesse páginas suspeitas;

– Nunca clique em links recebidos por e-mail, WhatsApp, redes sociais ou SMS para cadastro da chave do Pix. Em vez disso, visite o site ou aplicativo do seu banco ou entre em contato com a Central de Atendimento para confirmar se a comunicação é verdadeira;

– Cadastre suas chaves Pix apenas nos canais oficiais dos bancos, como aplicativo bancário, Internet Banking ou agências;

– Nunca compartilhe o código de verificação recebido quando você realiza o cadastro da chave Pix;

– Não faça qualquer tipo de cadastro no Pix a partir de ligações telefônicas ou contatos pelo Whatsapp. Essa prática não existe;

– Não forneça senhas ou códigos de acesso fora do site do banco ou do aplicativo;

– Não faça transferências para amigos ou parentes sem confirmar por ligação ou pessoalmente que realmente se trata da pessoa em questão, pois o contato da pessoa pode ter sido clonado ou falsificado;

– Monitore o seu CPF com frequência para garantir que não foi vítima de qualquer fraude do Pix. As informações são da revista Veja e da Serasa.

O Sul

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