terça-feira, 21 de junho de 2022

Eduardo Leite recua e renuncia à pensão de ex-governador

 

Deputada Any Ortiz, presidente da Frente Parlamentar de Combate aos Privilégios da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, cobrou cumprimento da lei. (Foto: Divulgação/ALRS)

O ex-governador Eduardo Leite anunciou ontem que vai renunciar à pensão especial que obteve, como ex-governador, valendo-se de um parecer da Procuradoria-Geral do Estado, que interpretou a lei que acabou com esse privilégio. Na sua conta pessoal do Twitter, o ex-governador afirmou:

“Mesmo que seja legal, transparente e dentro das regras éticas e morais que sempre me conduziram na vida pública, estou abrindo mão da remuneração a que tenho direito como ex-governador. Não darei espaço para mentiras. O foco é o RS que queremos.”

Frente Parlamentar diz que ato de concessão não foi publicado no Diário Oficial

Mais cedo, em nota oficial assinada pela presidente, deputada Any Ortiz, e pelos seus membros (Rodrigo Lorenzoni – PL, Capitão Macedo – PL, Giuseppe Riesgo – NOVO, Fábio Ostermann – NOVO, Sérgio Turra – PP Issur Koch – PP, Vilmar Lourenço – PP, Elton Weber – PSB, Pedro Pereira – PSDB, Tenente Coronel Zucco – Republicanos, Fran Somensi – Republicanos e Franciane Bayer – Republicanos) a Frente Parlamentar de Combate aos Privilégios da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, considerando sua prerrogativa constitucional do dever de controle e fiscalização dos atos do Executivo, manifestou “total contrariedade ao pagamento de pensão especial ao ex-governador Eduardo Leite.” A nota, após destacar o parecer “forçado” da Procuradoria-Geral do Estado, chamou a atenção para um fato relevante: o ato foi secreto, pois “a concessão deste benefício ocorreu sem qualquer transparência, uma vez que, até o presente momento, não foi publicada no Diário Oficial do Estado, ferindo assim o princípio da moralidade administrativa.

NOVO cobra devolução dos valores recebidos pelo ex-governador

Os deputados do NOVO, Fábio Ostermann, Giuseppe Riesgo e Marcel van Hattem, que protocolaram uma ação popular, assinada pelo pré-candidato do partido ao governo gaúcho Ricardo Jobim com o objetivo de suspender o pagamento para Leite, sustentam que o ex-governador não poderia receber o benefício, pois a lei que o previa foi revogada muito antes da sua renúncia. Agora, o NOVO cobra que Eduardo Leite devolva para o Estado os valores recebidos ilegalmente. “Eduardo Leite desistiu de receber porque sabe que a pensão, além de imoral, é claramente ilegal e que perderia na Justiça”, menciona Fábio Ostermann.

O marqueteiro que considera o governo Bolsonaro: “um desastre”

Substituto do publicitário Zeca Honorato, o consultor Marcelo Vitorino, que agora é responsável pelas ações de marketing do pré-candidato do PP, senador Luiz Carlos Heinze, e da chapa majoritária formada pela pré-candidata a vice, Tanise Sabino (PTB), e a pré-candidata ao Senado, vereadora Nadia Gerhardt, vem chamando a atenção pelas posições que assumiu publicamente antes de aceitar a empreitada. Proliferam nos últimos dias nas redes sociais, entrevistas de Marcelo Vitorino, nas quais já afirmou que “entre Lula e Bolsonaro eu votaria no Lula. Esse governo é muito ruim. O governo Bolsonaro é um desastre”. Outra declaração do marqueteiro do PP gaúcho é polêmica, pois desqualifica o Auxílio Brasil, a cereja do bolo apresentada pelo governo na área social. Sobre o Auxílio Brasil, Vitorino é taxativo: “quem queria dar era o congresso. O governo foi contra o auxílio, o governo foi contra dar dinheiro para as pessoas não passarem fome na pandemia.”

O Sul

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