domingo, 19 de junho de 2022

Com o aumento dos combustíveis, dólar tem forte alta e vai a 5 reais e 14 centavos; Bolsa perde os 100 mil pontos

 


O dólar subiu 2,35% nesta sexta-feira (17) e fechou cotado a R$ 5,144. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), sofreu queda de 2,9% e encerrou aos 99.824,94 pontos. Essa é a primeira vez desde 4 de novembro de 2020 que o Ibovespa fecha abaixo dos 100 mil pontos (97.866,81).

Na quarta-feira (15), o dólar fechou em queda de 2,08%, a R$ 5,0265. Com o resultado desta sexta, passou a acumular alta de 3,13% na semana e 8,24% no mês. No ano, a moeda tem desvalorização de 7,74% frente ao real.

Já o Ibovespa, com o tombo desta sexta, acumulou declínio de 5,3% na semana, a maior queda desde outubro de 2021. No mês, passou a acumular recuo de 10,29% no mês. No ano, a queda agora está em 4,71%.

As ações da Petrobras desabaram mais de 7%, na esteira do forte declínio do petróleo no exterior, mesmo após a estatal anunciar nova alta nos preços dos combustíveis. Mais cedo, no mesmo dia, os papéis chegaram a cair mais de 10%.

Reflexos

Parte das vendas na Bolsa brasileira refletia ajustes a fortes perdas em Wall Street na véspera, quando não houve negociação no mercado acionário brasileiro pelo feriado de Corpus Christi.

Lá fora, os três principais índices das bolsas dos EUA registraram seu terceiro declínio semanal consecutivo. O índice de referência S&P 500 amargou sua maior queda percentual semanal desde janeiro.

Já os preços internacionais do petróleo atingiram mínimas em três semanas, pressionados por uma queda nos contratos futuros de gasolina dos EUA, já que os aumentos das taxas de juros dos principais bancos centrais alimentaram as preocupações com uma forte desaceleração econômica. O contrato do petróleo Brent para agosto fechou em queda de 5,58%, a US$ 113,12 por barril, enquanto o contrato do petróleo WTI norte-americano para julho caiu 6,82%, a US$ 109,56 por barril.

Os mercados também reagiram negativamente à disputa política em relação à Petrobras, em meio a sinais de interferência política na estatal.

O presidente Jair Bolsonaro chamou de “traição” o novo reajuste dos combustíveis e afirmou que já conversou com o presidente da Câmara para articular a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o conselho da estatal.

Já o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), pediu a renúncia do presidente da Petrobras, José Mauro Ferreira Coelho, e disse que líderes parlamentares discutirão a possibilidade de dobrar a taxação dos lucros da estatal.

O Sul

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