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terça-feira, 14 de junho de 2022

Bolsonaro diz que a gasolina deve cair 2 reais com a aprovação da PEC dos Combustíveis

 


O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (13) que o preço da gasolina deve ter uma redução de R$ 2 por litro e do diesel, de R$ 1, com a aprovação do Congresso Nacional das medidas que visam a redução de impostos sobre os combustíveis.

O chefe do executivo afirmou que as propostas devem ser aprovadas ainda nesta semana. A informação sobre a queda dos preços havia sido antecipada pelo relator do projeto, o senador Fernando Bezerra (MDB-PE).

“A previsão é cair por volta de R$ 2 o litro de gasolina e cair por volta de R$ 1 o litro do diesel. É isso que está acontecendo”, disse o presidente à CBN Recife.

Em tramitação no Congresso, as propostas limitam a 17% a alíquota de ICMS sobre combustíveis cobrada por governos estaduais, e autorizam o governo federal a compensar os Estados que zerarem a cobrança do ICMS sobre o diesel e gás de cozinha.

O presidente disse que, mesmo com o impacto na arrecadação, os governadores devem entender que as medidas irão beneficiar a população: “Tem que pensar no povo, não é o Estado que está perdendo. Quem está perdendo é o povo que está pagando muito caro”, disse.

Bolsonaro afirmou ainda que a Petrobras não tem nada a ver com o aumento dos combustíveis na semana passada. Porém, ele comentou as dificuldades de privatização da estatal e criticou os lucros da petrolífera. “A Petrobras é uma empresa gigante, excepcional, mas não tem um viés social previsto na própria Constituição. Está tendo lucros abusivos; quanto maior a crise, maior o lucro que a Petrobras tem”, afirmou.

Aprovação no Senado

Por 65 votos favoráveis e 12 contrários, o Plenário do Senado aprovou nesta segunda-feira o projeto que limita a 17% o teto de cobrança de ICMS sobre combustíveis, energia elétrica, gás natural, telecomunicações e transporte público. O relator do projeto, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), reafirmou que eventuais perdas na arrecadação dos estados serão corrigidas pela inflação e compensadas pelo abatimento de dívidas. Ele destacou que áreas como saúde e educação terão prioridade nesses repasses. A senadora Zenaide Maia (Pros-RN) alertou, no entanto, que o projeto não vai reduzir o preço nas bombas, que é definido pela cotação do dólar e do barril de petróleo. Já o governo argumenta que a mudança vai diminuir os preços dos combustíveis para o consumidor final e ajudará no controle da inflação, ajudando a economia como um todo. O projeto volta à Câmara dos Deputados. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e da Agência Senado.

O Sul

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