sexta-feira, 17 de junho de 2022

Bolsonaro diz que diretores da Petrobras ficam felizes com sofrimento do povo

 Presidente fez uma série de críticas à estatal, afirmando que governo está tomando atitudes contra alta dos combustíveis



presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que "quanto mais o povo está sofrendo, mais felizes estão os diretores e o atual presidente da Petrobras". A declaração foi feita em transmissão ao vivo nas redes sociais nesta quinta-feira (16). O chefe do Executivo levantou uma série de críticas à estatal.

"A Câmara aprovou em definitivo o teto de ICMS. [...] A gente espera que a Petrobras não reajuste os combustíveis. Porque eles têm total liberdade. Eu não mando nada lá. Nós trocamos o ministro de Minas e Energia, ele está tentando mudar a presidência e a diretoria da Petrobras, mas é complicado, uma burocracia enorme", reclamou.

Bolsonaro disse esperar que a estatal não faça "maldades" com os brasileiros, referindo-se ao aumento dos combustíveis em meio às propostas no Congresso para diminuir os preços aos consumidores. "A Petrobras está rachando de ganhar dinheiro. O conselho não quer se reunir para decidir a troca do presidente. Olha a dificuldade: não precisa, quando aumenta o petróleo lá fora, imediatamente reajustar os seus preços. Tem prazo de vários meses."

O presidente ainda voltou a calcular que a gasolina pode cair R$ 2 e o diesel R$ 1 com medidas do governo federal. Segundo ele, "até semana que vem" será aprovada pelo Congresso a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê compensar a perda de arrecadação de ICMS dos estados que decidirem zerar as alíquotas do tributo nas operações que envolvem diesel e gás de cozinha.

Encontro com Biden

Bolsonaro também afirmou que a viagem aos Estados Unidos na última semana "foi um sucesso". Ele desmentiu informações de que teria pedido apoio do presidente Joe Biden contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disse que não encontrou Allan dos Santos, blogueiro considerado foragido após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

"Se tivesse visto, apertaria a mão dele. Ele não está na lista vermelha da Interpol. O crime que cometeu, segundo um ministro do Supremo, para mim não é crime. Se for alguma coisa passível de ação é injúria, calúnia, difamação… E outra coisa, existe acordo entre Brasil e EUA. Condenado aqui não está no acordo de extradição", afirmou.

Bolsonaro também fez um breve comentário sobre a notícia das mortes do jornalista inglês Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira. "Caso lamentável onde os corpos apareceram. A gente gostaria que encontrassem as pessoas vivas."

R7 e Correio do Povo

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