domingo, 12 de junho de 2022

Após três quedas seguidas, o preço da gasolina volta a subir

 


Os preços da gasolina e do diesel aumentaram nos postos nesta semana, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta sexta-feira (10).

O preço médio do litro da gasolina passou de R$ 7,218 para R$ 7,247, aumento de 0,4%. O maior valor encontrado foi de R$ 8,490. O menor, R$ 6,180.

Já o valor do litro do diesel passou de R$ 6,882 para R$ 6,886, o que representa um leve aumento de 0,058% após seguidas quedas. Nesta semana, o maior valor encontrado pela ANP para o diesel foi de R$ 8,430, enquanto o menor foi R$ 5,640.

Em maio, o preço do combustível havia atingido um patamar recorde de R$ 6,943, o maior valor nominal desde que a ANP passou a fazer levantamento semanal de preços, em 2004.

Por fim, o valor médio do etanol passou de R$ 5,083 para R$ 5,002, queda de 1,59%. No posto mais caro pesquisado pela agência, custava R$ 7,890. No mais barato, R$ 3,890.

Preços em 2022

Em 2022, a disparada dos preços dos combustíveis ocorre em meio à forte alta nos valores internacionais do petróleo após a Rússia ter invadido a Ucrânia, impactados pela oferta limitada frente a demanda mundial por energia.

Desde 2016, a Petrobras adotou o chamado PPI (Preço de Paridade de Importação), após anos praticando preços controlados, sobretudo no governo Dilma Rousseff. O controle era uma forma de mitigar a inflação, mas causou grandes prejuízos à petroleira.

Pela política de preços atual, os valores cobrados nas refinarias se orientam pelas flutuações do preço do barril de petróleo no mercado internacional e do câmbio.

Proposta do governo

O presidente Jair Bolsonaro (PL) pretende gastar até R$ 29,6 bilhões da União para tentar baixar o preço dos combustíveis durante o segundo semestre. O valor foi revelado na quarta-feira (8) pelo senador Fernando Bezerra (MDB-PE), relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Combustíveis.

A ideia da PEC é autorizar que o governo federal pague a estados para que eles suspendam a cobrança do Impostos sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis de 1º de julho a 31 de dezembro. O imposto está embutido no preço da gasolina e do diesel. Sua suspensão, em tese, tende a reduzir o preço desses produtos.

Porém, é por meio da arrecadação com o ICMS que os Estados pagam servidores e aplicam recursos em saúde e educação, por exemplo. Para tentar assegurar esses pagamentos, o governo federal se dispôs a ressarcir Estados pelas perdas caso aceitem paralisar a cobrança do seus impostos sobre os combustíveis até o fim do ano.

Segundo Bezerra, os R$ 29,6 bilhões seriam repasses diretos dos cofres federais aos estados. Tanto é assim que, para conseguir fazer esses pagamentos, terá de ser aprovada uma exceção ao chamado Teto de Gastos do Orçamento Federal.

O Sul


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