terça-feira, 21 de setembro de 2021

PT aposta em mote da renovação para deslanchar candidatura ao governo do RS

 "Não queremos furar a bolha, queremos é aumentar nossa bolha", diz deputado Edegar Pretto



Um vídeo com 40 minutos de duração que passa a circular na noite desta terça-feira no Facebook e no Youtube marcará o lançamento, na Internet, da pré-candidatura do deputado Edegar Pretto (PT) ao governo do Estado. O material será disponibilizado nas redes sociais do partido, do deputado, dos cinco integrantes da bancada federal gaúcha da sigla e dos sete colegas de Pretto da Assembleia. No vídeo, os ex-governadores Olívio Dutra e Tarso Genro, em uma conversa, deixam claro qual será a estratégia petista para 2022: mostrar que estão ‘passando o bastão’ e Pretto deve liderar um movimento de “renovação geracional.”

A pré-candidatura do deputado ao governo e suas chances concretas de ‘deslanchar’ ainda geram dúvidas entre parte dos correligionários e possíveis aliados, mas Pretto elenca características que, acredita, o tornam um concorrente competitivo. Na semana que passou, ele deu início a um roteiro de atividades pela região Metropolitana. Na próxima, vai ao Norte do Estado. “Não existe um município no Rio Grande que eu não conheça, e não fui a passeio. Tenho uma característica de muito diálogo, paciência e de fazer as coisas de forma ordeira, mesmo quando é para protestar. Tenho causas no meu mandato que vão além das questões partidárias, como a do fim da violência contra a mulher. Não queremos furar a bolha, queremos é aumentar nossa bolha”, resume.

O perfil tem garantido a Pretto um desempenho bem diferente daquele do partido. Em 2018, quando o PT passava por seu ‘pior momento’, e perdeu três cadeiras no Parlamento, o deputado conseguiu se manter como o mais votado da sigla (pela terceira vez consecutiva), e ainda fazer 18 mil votos a mais do que em 2014.  Conta a seu favor também a capilaridade. No último pleito, teve eleitores em 473 dos 497 municípios gaúchos. Os dirigentes petistas jogam ainda com o cenário nacional, porque entendem que a candidatura de Lula à presidência da República vai alavancar de forma significativa os aliados regionais.

Por outro lado, admitem lideranças petistas, ainda há ‘muito o que andar’ para viabilizar uma candidatura forte. A começar pela construção de alianças. É fato que o partido só se ‘mexeu’ depois que o PSB lançou a pré-candidatura do ex-deputado Beto Albuquerque ao governo, há pouco mais de duas semanas. De público, o PT e o pré-candidato asseguram que não medirão esforços para construir uma frente progressista. Internamente, apontam como “quase impossível” apoiar Beto ao governo em prol da união, concordando, contudo, que ele possa ser candidato ao Senado em uma eventual coalizão. A coligação com o PCdoB é dada como mais certa, porque os petistas estão apostando suas fichas na possibilidade de que a ex-deputada Manuela D’Ávila (PCdoB) dispute novamente uma vaga à Assembleia, de forma a colaborar para que seu partido não seja extinto.

Correio do Povo


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