quarta-feira, 20 de maio de 2020

Bolsa no feriado? Sim. O que esperar do Ibovespa hoje

O Brasil registrou pela primeira vez mais de 1.000 vítimas da covid-19, a maior contagem diária de casos em todo o mundo ontem. O cenário pode influenciar as negociações da bolsa brasileira, que, aliás, segue aberta mesmo em meio ao feriado decretado às pressas em São Paulo. A Desperta destaca ainda a reabertura de Miami, um superciclone na Índia e o Dia dos Namorados chinês. Boa leitura.
Av. Paulista em 19 de abril: megaferiado busca aumentar isolamento em São Paulo, hoje abaixo de 50% | Germano Luders/EXAME
1 - O MEGAFERIADO PAULISTANO
Com mais de 3.000 mortes causadas pelo coronavírus, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, a cidade de São Paulo é o epicentro da doença no Brasil. Dos 65.000 casos em todo o estado, 39.000 estão na capital paulista. Na tentativa de frear o avanço da covid-19 sem implementar um lockdowncomeça nesta quarta-feira, 20, um megaferiado municipal. O objetivo é aumentar a taxa de isolamento social, hoje abaixo de 50% em dias de semana. O feriado prolongado antecipa Corpus Christi, previsto para 11 de junho, e Consciência Negra, marcado para 20 de novembro, para a quarta e a quinta-feira. Na sexta é ponto facultativo. A Assembleia Legislativa do Estado ainda pode votar amanhã para antecipar o feriado paulista de 9 de julho, gerando um feriado de seis dias. Apesar de existir um protocolo de isolamento total, elaborado pelo Comitê de Saúde, o governo estadual ainda descarta a medida que restringe totalmente a circulação de pessoas. Veja o que abre e o que fecha hoje.
2 - O QUE ESPERAR DA BOLSA (SEM FERIADO)
Apesar do feriado paulistano, na B3, vida normal. Em carta enviada ontem ao governador João Doria (PSDB), dez entidades pediram que os feriados bancários fosem mantidos. Segundo a B3, o feriado decretado subitamente levaria a problemas “incontornáveis”, como a paralisação de milhares de transações previstas para serem liquidadas hoje. Ontem, o Ibovespa caiu 0,56% após uma alta de quase 5% na segunda-feira, puxado sobretudo por notícias envolvendo novas vacinas contra o coronavírus. Nesta quarta-feira, notícias internas podem voltar a afetar o humor dos investidores. Bruno Lima, analista de renda variável da Exame Research (a casa de análises da EXAME), afirma que a piora nos dados do coronavírus no país pode pesar no pregão. Ontem, pela primeira vez, o Brasil anunciou mais de 1.000 mortos em um dia. O país tem agora 17.971 óbitos confirmados e mais de 271.000 casos. Na agenda dos investidores estão a confiança da indústria, no Brasil, e a minuta da última reunião do Fed, o banco central americano. As bolsas fecharam em leve alta na Ásia e abriram em leve queda na Europa, ainda impactadas pelas notícias sobre as vacinas do coronavírus — a falta de dados precisos sobre os resultados da Moderna gera dúvidas no meio acadêmico.
3 - STAND UP MIAMI
As ruas de Wynwood, bairro badalado de Miami repleto de galerias de arte, cervejarias artesanais e lojas de roupas, andaram meio vazias nas últimas semanas. Mas a partir de hoje, com a promoção da fase 1 de reabertura da cidade, voltarão a ficar mais movimentadas. Serviços não-essenciais como lojas de roupas, salões de beleza e escritórios, além de parques públicos, estão autorizados a funcionar. A reabertura está sendo chamada de "Stand Up Miami". Outras cidades do condado já haviam dado início à reabertura antes. Miami foi notícia durante a pandemia com atos considerados excessivos: em abril, no bairro de Fisher Island, foram encomendados testes rápidos para detectar a covid-19 para todos os seus 1.300 moradores e funcionários. Fisher Island é considerado o bairro mais rico dos Estados Unidos, com uma renda média de 2,5 milhões de dólares por ano, segundo a Bloomberg. A compra dos testes gerou controvérsia nos EUA, que tem mais de 1,5 milhão de casos de coronavírus e mais de 91.000 mortes. No condado de Miami, são 15.864 casos e 566 mortes até agora.
4 - SUPERCICLONE NA ÍNDIA
As forças da natureza não dão descanso em meio a uma pandemia. No sul da Ásia, a quarta-feira é marcada pela chegada do ciclone Amphan à costa leste da Índia, próximo a Calcutá, e de Bangladesh, com potencial de causar danos nos dois países. A expectativa era de que o furacão atingisse a região na tarde desta quarta-feira, manhã no Brasil, com ventos que podem chegar a 185 quilômetros por hora. Pode ser o pior ciclone desde o Odisha, em 1999, que deixou quase 10.000 mortos. Em Bangladesh, as autoridades planejavam evacuar mais de 2 milhões de pessoas. Enquanto isso, a Índia registra 102.335 casos confirmados da covid-19 e 3.212 mortes. Um lockdown rigoroso restringiu a mobilidade de 1,3 bilhão de pessoas. Mas o país teve no último dia 17 de maio o recorde de novos casos em um dia, mais de 5.000, o que levou a preocupação de que o país, com sistema de saúde precário, possa se tornar um novo epicentro da doença
5 - APOSTA NOS APAIXONADOS
Nos últimos 30 dias, segundo dados oficiais, apenas duas pessoas morreram de covid-19 na China. A pandemia do novo coronavírus parece ter dado uma trégua no país, mas a vida ainda está longe do normal. Os consumidores continuam com receio de ir às compras, o que fez com que as vendas no varejo em abril caíssem 7,5% ante 2019. Na retomada, uma das apostas do varejo é o Dia dos Namorados, que está sendo comemorado nesta quarta-feira, 20, no país. A China também comemora no 14 de fevereiro (o Dia de São Valentim), mas já há alguns anos os varejistas chineses perceberam a oportunidade de criar uma nova data para estimular o consumo, principalmente dos mais jovens. Marcas estrangeiras de luxo como Hermés, Cartier e Michael Kors lançaram campanhas nos últimos dias oferecendo descontos. A dúvida é se serão capazes de convencer os clientes chineses: uma pesquisa recente revelou que 41% dos chineses pretendem reduzir suas despesas para se preparar para os tempos difíceis. A China tem o histórico de feriados próprios para o varejo, como o Dia dos Solteiros, em 11 de novembro, que no ano passado vendeu mais de 38 bilhões de dólares.
Passava de 21 horas quando o Senado aprovou um projeto de lei que adia a prova do Enem, marcada para novembro. O texto vai agora para votação no plenário da Câmara. Entenda os desafios que cercam o adiamento do exame.

O Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar nesta quarta-feira, 20, se tribunais podem impedir o funcionamento do WhatsApp no Brasil, com base em duas ações abertas em 2016.

A gigante farmacêutica Johnson & Johnson irá parar de vender, nos EUA e no Canadá, seu talco para bebês do tipo feito com o mineral de mesmo nome. O produto é objeto de processos por denúncias de que causaria câncer. Segue sendo vendido o produto com base em amido de milho.

O raio-x da pandemia nos planos de saúde: dados da ANS mostram que coronavírus derrubou a ocupação de leitos e os atendimentos no pronto-socorro dos hospitais particulares.

A poluição mundial neste ano pode cair ao nível mais baixo desde a Segunda Guerra em função da quarentena.

A plataforma de vendas e clube de assinatura de vinhos Wine anunciou que vai zerar os impostos de mais de 500 produtos entre os dias 20 e 24 de maio, com descontos chegando a mais de 60%. A empresa diz que é uma forma de chamar atenção para a alta carga tributária.
 
exame.talks
18h - Sofia Esteves, da Cia de TalentosRodrigo Galvão, presidente da Oracle Brasil
Transformação Digital e Pessoas

20h - HR.Rocks! Highlights 
Debate sobre os melhores momentos de um dos maiores eventos online da América Latina sobre RH. Neste ano, em parceria com a EXAME.

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Bolsa
Na terça-feira, 19
Ibovespa / -0,56%
S&P 500 / -1,05%
Dólar / 5,76 reais (+0,67%)

Na quarta-feira, 20 (encerrado)
Xangai (China) / -0,51%
Hong Kong / -0,05%
Nikkei (Japão) / +0,79%

Abertas (às 7 horas)
FTSE 100 (Reino Unido) / -0,09%
DAX (Alemanha) / -0,03%

Petróleo (às 7 horas)
WTI / 35,10 dólares (+0,44%)
Brent / 35,06 dólares (+1,18%)
Uma coisa é certa: a família Kardashian raramente fica de fora dos “assuntos da moda”. Indo de encontro a marcas como New Balance, Gucci, Dior e Prada, a SKIMS, companhia de cintas modeladoras da empresária e socialite Kim Kardashian West, também lançou uma linha de máscaras “não médicas” contra a covid-19. Quatro peças saem por 25 dólares (144 reais na cotação atual) e uma pelo valor de 8 dólares (cerca de 46 reais). Em quase uma hora, a novidade estava esgotada, e uma nova leva chega na semana que vem. 
Máscaras da marca de Kim Kardashian: fortuna da empresária é estimada em 72 milhões de dólares pela Forbes | Skims/Instagram/Reprodução

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