quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Teerã prende acusados de envolvimento na queda de avião

Ataque com míssil matou 176 pessoas no dia 8 de janeiro

Atentado matou 176 pessoas no dia 8 de janeiro

Atentado matou 176 pessoas no dia 8 de janeiro | Foto: STR / Nacional Security and Defense Council Of Ukraine / AFP / CP

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O Irã anunciou, na segunda-feira, que "alguns indivíduos" envolvidos na queda do avião ucraniano, que matou 176 pessoas no dia 8, foram presos e criou uma comissão especial para investigar o caso. A Justiça não informou quantas pessoas foram presas nem suas identidades. O Irã admitiu no sábado que o avião foi abatido por um míssil, cujo disparo teria sido "um erro humano".

"A responsabilidade recai sobre mais de uma pessoa", declarou na TV o presidente iraniano, Hassan Rohani, acrescentando que os culpados devem ser punidos. "As Forças Armadas admitirem seu erro são um bom primeiro passo. Devemos garantir às pessoas que isso não acontecerá novamente." O discurso de Rohani e as prisões são uma clara tentativa do governo de reduzir as tensões no país. Apesar de ter apontado erros e negligência, Rohani também repetiu a declaração de que a tragédia com o avião tinha origem nas agressões americanas. "Foram os EUA que criaram um ambiente agitado. Foram os EUA que criaram uma situação incomum. Foram os EUA que ameaçaram e levaram nosso amado (Suleimani)", disse Rohani.

Qassim Suleimani, o principal general iraniano, morreu na manhã do dia 3 (dia 2 à noite no Brasil) em um ataque aéreo americano em Bagdá, no Iraque. Em retaliação, o Irã lançou mísseis contra bases iraquianas que abrigam tropas americanas. Cerca de três horas depois, no auge da tensão, o Boeing foi derrubado. O Irã somente admitiu sua culpa depois de quatro dias e após ter negado por diversas vezes seu envolvimento. Agora, o país está sendo pressionado pela comunidade internacional para que realize uma investigação exaustiva sobre a tragédia.

A derrubada do avião e a admissão tardia de culpa provocaram uma onda de indignação entre os iranianos, que desde sábado têm saído às ruas para protestar contra o regime. Vídeos que circulam na internet mostram que as forças de segurança têm usado bombas de gás lacrimogêneo e munição real contra os manifestantes. Imagens gravadas no domingo mostram pessoas feridas sendo carregadas e agentes das forças de segurança com fuzis

. Entre os vídeos que circulam nas redes sociais há alguns que mostram manifestantes gritando "morte ao ditador", em referência ao aiatolá Ali Khamenei. Pelo Twitter, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu ao Irã que não reprima os manifestantes. Ontem, houve novos protestos contra a morte dos 176 passageiros em algumas cidades do país. Um grupo de mulheres vestidas de preto, simpatizantes da milícia Basij, paramilitares ligados ao regime, montou um memorial na Universidade de
Teerã para as vítimas do Boeing 737.


AFP e Correio do Povo


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