sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Seca ajuda a espalhar incêndio no Parque Marinha do Brasil, em Porto Alegre

Fogo queimou uma extensa área de grama e atingiu algumas árvores próximo da avenida Edvaldo Pereira Paiva

População deve denunciar para a Brigada Militar ou Guarda Municipal quando alguém atear fogo em qualquer tipo de resíduo

População deve denunciar para a Brigada Militar ou Guarda Municipal quando alguém atear fogo em qualquer tipo de resíduo | Foto: Guilherme Almeida

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A seca que atinge o Rio Grande do Sul afeta diretamente a vegetação nos parques e praças, e resultou em incêndio no final da manhã desta quinta-feira no Parque Marinha do Brasil, em Porto Alegre. O fogo queimou uma extensa área de grama e atingiu algumas árvores próximo da avenida Edvaldo Pereira Paiva. O efetivo do 1º Batalhão de Bombeiros Militar foi acionado pela equipe de manutenção da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e da Sustentabilidade (Smams) que atua no local. Com mais de três décadas no serviço público, o jardineiro João Alberi Santos de Oliveira, 66  anos, foi o primeiro que combateu as chamas e permanecia atento apara eliminar eventuais novos focos mesmo após o controle da situação.

Ele atribuiu o incêndio a alguma bagana acesa de cigarro ou uma garrafa ou vidro quebrado que produz um efeito concentrado dos raios solares sobre um ponto específico. “O fogo foi alto”, avaliou. “Está muito seco”, enfatizou. “É meu trabalho a vida toda cuidar do meio ambiente”, recordou. Santos de Oliveira revelou que uma pequena cobra morta foi encontrada no meio da grama queimada. “Ela não teve tempo de fugir”, lamentou. Ele pede que a população não atire baganas de cigarros e vidros, como garrafas, nos parques e praças da cidade pois aumenta ainda o risco de novos incêndios.

O principal elemento potencializador de incêndios como o ocorrido no Parque Marinha é o período de pouca chuva que deixou grande parte da vegetação de Porto Alegre com coloração amarelada e consistência semelhante à palha. "Está tudo seco, então a propagação (do fogo) é muito maior", explicou o tenente Maximiliano Pires, da Divisão de Operação e Defesa Civil do 1º Batalhão de Bombeiros Militar. De acordo com o oficial, é difícil saber o que causou o incidente, mas ele entende que de fato é possível que tenha sido em função de bagana de cigarro ou até mesmo de um caco de vidro.

Esse tipo de ocorrência, observou, costuma ocorrer geralmente em áreas de mato fechado, como os morros Santana e Embratel. A principal recomendação, conforme o tenente Maximiliano Pires, é a de que a população denuncie para a Brigada Militar ou Guarda Municipal quando perceber alguém atirando lixo ou ateando fogo em qualquer tipo de resíduo.


Correio do Povo

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