quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Cpers levará proposta do governo para assembleia e greve continua no RS

Inicialmente, Piratini não abre mão em descontar os dias paralisados pela categoria e propõe corte ao longo de seis meses

Por Samantha Klein

Duas reuniões de negociação para recuperação das aulas já foram realizadas

Duas reuniões de negociação para recuperação das aulas já foram realizadas | Foto: Luiz Damasceno / Cpers / Divulgação / CP

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Em uma segunda reunião para negociar um calendário de recuperação das aulas na rede pública estadual, a Secretaria Estadual da Educação e o Cpers Sindicato não chegaram a um consenso sobre o final da greve que dura quase dois meses. Apesar da contrariedade a respeito da proposta apresentada pelo governo nesta quarta-feira, a entidade sindical informou que a proposição será submetida a assembleia geral dos professores.

A proposta levada pela Secretaria Estadual da Educação (Seduc) é de pagar o salário da categoria relativo aos dias paralisados de forma integral em folha suplementar a ser rodada em até cinco dias úteis a partir da adesão da categoria ao acordo. No entanto, o Piratini não abre mão em descontar os dias paralisados pelos professores. A medida seria realizada de forma parcelada ao longo de seis meses.

Porém, quando for concluída a recuperação de 25 dias de aulas perdidos no ano passado, o Estado propõe uma nova rodada de negociação para discutir se mantém ou não o desconto. O secretário Faisal Karam disse que o Estado está propondo uma trégua ao impasse. “Ambos lados concordam em priorizar os alunos, por isso a urgência está em recuperar as aulas perdidas e finalizar o ano letivo 2019”, disse o titular da Educação.

Os professores que participaram do encontro na Secretaria da Educação, nessa manhã, rejeitaram a proposta. Argumentam, inclusive, que o impasse poderá interferir no próximo ano letivo. "Para nós há um espaço de diálogo, mas não há nada de concreto em que se possa avançar. Chamei a atenção do governador de que isso pode criar um caldo para que o ano letivo de 2020 não seja iniciado", alertou Helenir Schürer, presidente do sindicato que representa o Magistério, após a reunião.

O comando de greve do Cpers vai se reunir ainda nessa quarta para definir a data de uma nova assembleia geral da categoria. A expectativa é de que o encontro ocorra na próxima sexta-feira. 


Correio do Povo


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